segunda-feira, 25 de maio de 2015

Essa insanidade que é ser mãe...


Agora sou mãe.
Não foi de uma hora pra outra. Foi planejado, pelo menos estávamos ensaiando ter um bebê há bastante tempo.
Preparei-me psicologicamente para isso (o que não adianta absolutamente nada, já que a maternidade chega e te arrebenta de emoções!) e a hora enfim, chegou.
Agora, meu tempo que já era um fiapo, mirrou-se de vez. Estou de licença maternidade, mas completamente envolvida no enorme trabalho que é cuidar de um bebê.
Quem é mãe sabe bem do que estou falando e principalmente da loucura que são os dois primeiros meses. Não há tempo para dormidas, comidas, namoros, banhos demorados, cabelos penteados e muito menos para roupas passadas.  Só há tempo para se doar, aprender, para refletir e amar.
Amar é a palavra da vez e você faz isso sem perceber.  Você dá amor em mínimas ações e se cobra por não amar mais (e me pergunto: é possível amar mais?).
Desde a gravidez as mudanças são muito profundas. Quando o bebê nasce um amor infinito invade nosso corpo e alma sendo impossível mensurá-lo. Essa sensação só aumenta à medida que o bebê vai crescendo e você vai conhecendo-o cada dia mais.
Quando se é mãe, especialmente nesse momento em que estamos nos descobrindo, é possível ver amor em tudo, mesmo quando por algum momento nos questionamos se essa aventura está valendo a pena (não faça nenhum juízo de valor sobre essa afirmação até estar na quinta noite consecutiva sem dormir). A vida tem realmente outro sentido e a nossa existência é questionada e avaliada todo momento.
Agora vivo pensando em outras mães e como é ou foi criar seus rebentos. Paro e avalio as dificuldades da minha ao longo da nossa trajetória e principalmente pela falta de companheiros nesses momentos cruciais. Lembro-me da minha avó cuidando de vários filhos pequenos sem recursos e num tempo onde a vida era mais difícil (a começar pelas fraldas de pano!). Choro com catástrofes nos jornais, lágrimas escorrem com propagandas e em cenas de novela. Vejo meu pequeno e sinto vontade de chorar só de pensar que posso faltar para ele.
É ou não é insano, tudo isso?
Ainda falando das reflexões que rondam a minha cabeça desde que o bebê nasceu, repudio ainda mais o preconceito, a injustiça, “o jeitinho brasileiro”, a ganância, a mentira, a preguiça e a falta de respeito com as pessoas, pois quero criar o meu filho livre de coisas que não fazem parte da minha vida e nem na do pai dele.  Valorizo cada dia mais a possibilidade, mesmo que remota, de ter um mundo melhor e principalmente, ter pessoas melhores nessas próximas gerações.
É, vida de mãe não é fácil. É uma vida dedicada à caridade sem querer retorno divino. É feita de alegrias e de muitas angústias. É para você e para o filho. É para o mundo. É para toda a vida.

Feliz Dia das Mães!

Coluna Jornal Cazumbá, maio 2015.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O bebê nasceu e a vida segue seu rumo


Nosso bebê nasceu no último dia 07 de março com 3,2 quilos. Nasceu saudável e bem cabeludinho.
Desde então vivemos um tsunami de emoções. São tantas que nem sabia que podíamos sentir tantos sentimentos misturados.
A vida da gente é realmente surpreendente...
Vicenzo está crescendo e já fez um mês. Por esse motivo mesmo, os blogs estão sem atualização desde algum tempo antes dele nascer.

Como comecei a dizer, a vida já não é mais a mesma. A casa está totalmente diferente (pra não dizer uma bagunça) e a nossa rotina, bom, essa nem dá pra chamar mais de rotina. Estamos vivendo um dia após o outro e sem escala para descanso ou mesmo reflexões profundas. Não dá tempo. O que dá pra fazer é ir resolvendo as coisas quando aparecem, assim meio no instinto.

Um bebê é realmente uma alegria imensurável, mas junto com ele chegam desafios nunca antes vividos e eu tenho plena certeza de que são para nos engrandecer como pessoas e pais.
O maridão (assim como eu) está totalmente apaixonado e adoro vê-lo se derretendo a cada vez que o Vicenzo faz biquinho de manha ou mesmo solta um pum. É uma alegria pura e mágica.

Estou reclusa, me sentindo feia, mas feliz e é isso que no fundo no fundo importa!

Volto logo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Reta final da gravidez. Volto assim que der!


Na reta final da gravidez ficamos mais lentas, naturalmente.
O andar se modifica em função do peso e da mudança de eixo do corpo, sem falar das limitações que o barrigão impõe por si só.
Não dá mais para levantar rápido do sofá e ir ali rapidinho no quarto buscar algo esquecido. A vida tem outra cadência.
Deve ser por isso que ando tão lenta nas atualizações do blog. Ficar sentada na frente de um computador por horas pode nos deixar com muita dor nas costas e nos quadris.
Tenho feito o que é o mínimo necessário, por assim dizer. Fico no trabalho por mais de 8 horas alternando frente do computador e um tal de senta e levanta em várias reuniões que quando chego em casa, só quero ficar em silêncio e deitada.
Estou com 37 semanas e à partir de hoje, qualquer dia é dia e qualquer hora é hora. Já estou com tudo quase pronto para uma ida repentina à maternidade.
Pode ser que eu demore um pouquinho a atualizar as coisas por aqui. Vai depender de como tudo irá acontecer e como Deus está planejando tudo para mim.
Se eu demorar, já sabem: fui ali rapidinho parir e volto assim que der. Nos desejem boa sorte e saúde!

Inté!

Qualquer coisa, estamos no blog do bebê: Ociobaby

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A atendente xavequeira

O Café Floresta é velho conhecido do Maridão. Desde que mudei pra cá ele sempre falou que era um dos cafés mais tradicionais da cidade e um dos que ele mais gostava.
Tive a sorte de vir trabalhar no centro de São Paulo e em frente ao Copan, exatamente onde fica uma das mas antigas cafeterias. É dar uma "vontadinha" que passo lá para tomar alguma coisa em pé mesmo, como quase todo mundo por aqui.
O dia amanheceu chuvoso, cinza e preguiçoso. Viemos juntos para o trabalho, como fazemos em dias assim.
Saímos de táxi às 8h com medo de não conseguirmos chegar em nossos trabalhos antes das 9h30 em função do trânsito quase sempre caótico.
O trânsito estava normal e para nossa surpresa, chegamos às 8h25, ideal para encostar no "Floresta" mesmo que rapidinho [eu, para um capuccino e ele, para um espresso puro].

As atendentes não são muito simpáticas, mas preservam um ar austero que não amedrontam, apenas não nos permitem ficar abrindo os dentes a todo momento.
Encostamos no balcão, fizemos os pedidos e ficamos de chamego, como em todos os lugares: beijinhos, roçadinha na barba por fazer, carinho nas costas e massagem no barrigão...
A atendente que nunca sorri para mim, veio de dentes escancarados e nos disse:
- acho que dessa mistura de vocês dois vem um bebê bem lindo!
Abrimos os sorrisos do tamanho do mundo e agradecemos envaidecidos...
- Ah obrigada, estamos torcendo pra isso e meus olhos se encheram de água (coisas de grávida!).
Mas quando eu pensei que o entusiasmo dela por causa do Maridão tinha acabado ali, e xavequeira fitando o maridão nos olhos, veio então com o golpe final:
- Se puxar pro marido, então....
Sorrimos longamente, a xavequeira foi fazer outro café para um cliente novo, pagamos e saímos dando tchau e agradecendo os elogios.
Entramos em um dos corredores escuros do Copan, eu dando beliscos na bunda dele como quem diz "que marido fazendo sucesso com as atendentes" e sussurrando no ouvido dele "tomara que o bebê venha mesmo com a sua carinha e com o seu nariz"
:)


domingo, 4 de janeiro de 2015

Réveillon + meu aniversário. Dobradinha animada!


Hoje comemoro meu aniversário em plena virada de ano!
Já passei inúmeros aniversários comemorando no dia 1º mesmo, mas isso era em São Luís, com um batalhão de gente para ajudar e com um salão de festas que é a casa da mamãe.
Atualmente, nem amigos para encher um salão por aqui eu tenho, portanto, comemoramos na virada com quem está junto e é sempre gente que gostamos. O barulhinho é sempre bom.

Não posso deixar de falar que este foi o primeiro aniversário como mãe e isso muda tudo: a cabeça, os pensamentos, as vontades, os desejos e os anseios.
Passei com a família e isso foi super bom, já que iniciar o ano rodeada de gente boa é a melhor coisa do mundo.

Comprei tiarinhas, óculos e plaquinhas divertidas para todo mundo, além de brindarmos o ano novo com as velinhas do bolo. Nada de divulgar idade a essa altura...

Look para grávidas: nada fácil, mas vestido é coringão e eu adorei a estampa

Ao invés de velinhas da idade, brindemos o novo ano!








Essa foto traduz a anergia da festa!






Que o ano que se inicia seja de muita luz, prosperidade e união.


2015, o ano mais esperado e diferente da minha vida!

Maridão, obrigada por tudo que você fez e faz para que eu me sinta a pessoa mais feliz do mundo. Você me deu o maior presente de todos e graças a você, ele saberá o que é amor em família.
Vamos com tudo nesse ano!

A propósito, o Blog Ociobaby está no ar e se der, passa lá para saber das novidades.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Paraty e o calor: beirando o insuportável!


Essa foto é um clássico de Paraty.
Antes de conhecê-la, não conseguia entender o início da cidade por este ângulo, mas é simples: essa foto com a Igreja de Santa Rita de fundo é sempre do rio Perequê-Açu. Quem entra na cidade de carro ou de ônibus, vem pelo outro lado que culmina com o porto, ou seja, para ter essa visão, é preciso estar em barcos, escunas ou outro tipo de embarcação.

Sempre vejo essa paisagem e lembro daqueles grandes quadros com molduras grossas e antigas, sabem? Tenho a impressão que o tempo não parou e que talvez não vá passar nunca em Paraty.

Nos meses de julho, época em que sempre fomos, o clima é frio e é uma delícia passear e ficar de bobeira. Em dezembro, mesmo em pleno verão, fomos com a ideia de um calor mais ameno, um calor que desse para curtir a cidade e sair de lá com aquela sensação boa de saudade, mas sabem da melhor?
O calor nessa época do ano beira o insuportável!
É um abafado úmido sem vento, que eu nunca tinha sentido na vida, nem no meio do calor amazônico, tão sufocante, ou mesmo dentro da caatinga nordestina.
Não consigo descrever, infelizmente, com adjetivos que não sejam "ardido", "sufocante" e "desumano". 
Voltamos um pouquinho antes do programado, prevendo o mega trânsito e também porque não aguentávamos mais a exaustão de caminhar com 38 graus.

Nossa pousada, para nosso azar, não tinha ar condicionado [de morrer!], mas como não prevíamos tão altas temperaturas, achamos que para apenas duas noites, não ia ser tão difícil assim, mas se você tem ideia de passar por lá no verão, opte por alguma com um ótimo ar condicionado! [quem avisa amigo é, heim?]

Ainda sobre a Pousada, o assunto merece um post à parte, já que são inúmeras observações negativas, mas explico melhor oportunamente.

Entre calores, suores, cansaços, pausas para os meus incontáveis xixis e pousada ruim, comemos muito bem e nos divertimos muito no passeio de escuna e nas conversas de boteco.
Foram momentos divertidos que claro, já estão eternizados em nossas memórias.













É mentira, tá gente? Foi só pose mesmo