domingo, 23 de novembro de 2014

Exposição Ron Mueck - espanto e genialidade!


Ron Mueck é australiano e autor dessas obras impressionantemente reais. São esculturas em tamanhos variados. Na verdade, são em tamanhos monumentais ou mesmo muito menores que os de uma pessoa de estatura média.
Utiliza materiais diversos para chegar aos perfeitos detalhes: fibra de vidro, resina, acrílico e silicone à partir de um modelo em argila. Os detalhes como veias, pelos, rugas, unhas, só pra falar do que mais me chamou a atenção, são incríveis.
O excesso de realismo é o que de fato mais impressiona, sem falar é claro, no contexto em que o artista te leva a pensar, como o porquê, qual a motivação e em que situação aquele personagem estaria sendo retratado.
Cada obra te leva a pensar em alguma coisa diferente, mas com a mesma admiração e espanto que você observa todas.

Vi uma matéria sobre esse artista ano passado em algum canal pago e me interessei. Este ano, já esteve em cartaz no Rio de Janeiro e confesso que estava ansiosa para que chegasse por aqui.

O problema são sempre as filas em todas as exposições boas: para entrar na Pinacoteca as filas são desumanas! Chegamos por volta das 11h e você tem a impressão de que aquelas filas não vão acabar nunca mais. Tem fila fora da Pinacoteca (mais ou menos 1 hora), depois você entra nos jardins e tem outra fila para ter acesso às obras (imagino que mais umas duas horas mais ou menos).
Usufruí do benefício concedido às grávidas, que é ter preferência para entrar e conseguimos estar de frente para a primeira obra do Mueck em menos de 1 minuto após chegarmos. Não preciso dizer que amei essa possibilidade, principalmente porque quase nunca me utilizo desse direito (esqueço, na verdade).

Outra coisa um tanto incômoda nessas exposições, é a falta de educação das pessoas, mas isso a gente tira de letra e consegue curtir tudo, sempre!
[Algumas pessoas não sabem se comportar: ultrapassam os espaços delimitados para segurança da obra, conversam sobre todos os assuntos enquanto você está observando, ao invés de contemplarem, passam na frente, tiram fotos e empurram os outros... Lembrei quando fomos ao Memorial da América Latina ver os quadros Guerra e Paz do Portinari, tinha um casal intelectualóide falando da obra, da vida do artista, das influências, etc, atrapalhando todos que estavam próximos - uns chatos, eu diria]

Bom, de qualquer forma, valeu muito ter ido ver as obras do Ron Mueck. Nunca tinha visto nada tão perto do real e que me chamasse tanto a atenção.

Conselho de amiga? Corre que com um esforcinho, dá pra ver!

Obra: À deriva

Obra: Máscara II (sem dúvida a mais impressionante de todas - autorretrato do artista)




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Obra: Natureza morta (essa obra também chama muito a atenção pelo tamanho e pelos detalhes das texturas do corpo do frango) 

Obra: Juventude

Obras: Jovem Casal e Mulher com as compras

Obra: Mulher com galhos

Obra: Homem em um barco (o barco tem tamanho real e o homem é pequenininho)

Obra: Casal debaixo do guarda-sol (escultura em uma escala enorme. Parecemos muito pequenos diante dessa obra... mas não somos?)

A difícil arte de tirar uma foto com pouca gente ao lado.
A exposição fica em cartaz na Pinacoteca até 2 de fevereiro de 2015.
Praça da Luz, 2. (Estação Luz do Metrô)
www.pinacoteca.org.br
R$ 6,00
Terça a domingo, das 10h às 18h
Quinta, das 10h às 22h, com entrada gratuita à partir das 17h

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O caldo na saída da balada!


A mania de tomar caldos após as baladas vem de longe.
Mesmo São Luís sendo uma terra quente, com temperaturas que ultrapassam facilmente os 30 graus, tomar caldos nada tem a ver com o fato da iguaria aquecer o corpo e sim, à possibilidade de recompor as energias e preparar o corpo para outras e outras festas.
Ludovicense adora diversão, aprecia sair e se divertir, mas a festa só está completa quando na volta pra casa dá pra parar e tomar um “caldinho”. Assim, o corpo se fortalece e se prepara para uma provável ressaca da melhor maneira possível.
Muito antes de a cidade oferecer aos seus cidadãos várias “casas de caldo”, eu já tomava caldinhos na casa da mamãe para repor as energias e expulsar a preguiça.
Lembro que aos domingos já acordávamos com o cheirinho vindo da cozinha. A mamãe sempre acordou mais cedo para deixar tudo pronto. Aos poucos os amigos iam chegando para aproveitar a iguaria feita com muito carinho e sabor. A “suadeira” era inevitável, assim como as cervejinhas após tudo isso.
Os caldos mais famosos lá em casa sempre foram o de mocotó, peixe, sururu e o de ovos. Esse, um verdadeiro clássico maranhense! Todos os sabores feitos pela mamãe, com altíssimo grau de delícia, é claro!
A culinária maranhense, muito variada, tem em seu DNA muitos pratos ensopados, cozidos e guisados, o que reflete a diversidade das nossas influências étnicas.
As casas especializadas em caldos oferecem em seus menus muitos sabores ludovicenses. Além dos comuns lá em casa e já citados, existem outras combinações de sucesso como o caldo de sarnambi (marisco muito consumido em São Luís e em locais praianos, conhecido no mundo gourmet como amêijoa ou vôngole), de legumes, caldo verde, de camarão, de caranguejo e as misturas de vários desses juntos, dependendo do seu estômago e da sua vontade.
Os ensopados trazem consigo as referências antigas do poder curativo e de recuperação do corpo. Quem nunca, durante uma doença, não obedeceu a mãe ou a avó e tomou uma canjinha de galinha para que o corpo pudesse se restabelecer? Vem daí a nossa cultura de depois da “cachaça” tomar um caldo para ficar em pé e por isso mesmo, já está sacramentado: saindo das farras, tem que tomar um caldinho para poder dormir com o estômago forrado e acordar bem.
Em um passado recente, fui a uma famosa casa de caldos da cidade e pedi um caldo de sururu. A decepção foi enorme! Além do atendimento sofrível que é recorrente, o caldo tinha gosto de amido de milho e farinha seca. Sururu que é bom, necas. Mesmo sem desculpa plausível, imagino que os caldos ficam congelados e por muito tempo guardados, sendo aquecidos a cada pedido.

Numa outra viagem, também recente, fui a duas outras casas de caldo e em ambas, os caldos estavam bons, mas ainda assim, minhas expectativas ficaram frustradas, pois com o histórico familiar e com uma mãe especialista em “caldinhos cura-ressaca”, fica muito difícil achar outros que possam concorrer! J

Jornal Cazumbá, novembro de 2014.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Ócio Baby

Gente, estou falando sobre a gravidez e o Vicenzo em outro blog.
Passem lá para dar uma olhada: chama Ócio Baby e por enquanto tem apenas três textinhos básicos, mas prometo que irei falar mais e mais...
Passa lá, vai?

domingo, 9 de novembro de 2014

Castelo Rá-Tim-Bum, a exposição.



O Castelo Rá-Tim-Bum foi um marco para várias gerações depois da minha.
Embora soubesse da existência e de vez em quando desse uma olhada na Tv Cultura, não acompanhei. Era muito educativo para mim, que já tinha meus 18, 19, 20 anos e como toda pessoa com essa idade, tinha a certeza de que já sabia tudo nessa vida.

Depois que o programa acabou, sempre ouvi excelentes críticas, longas matérias falando da importância pedagógica do programa e de tudo o que representou para pelo menos, umas três gerações e sempre quis saber um pouco mais sobre esse clássico nacional.

A exposição que está no Museu da Imagem e do Som - Mis, é um sucesso. Estava programada para ficar em cartaz até 12 de outubro, mas pelo buxixo que causou, abriram novos lotes de venda na internet (e graças à Marcela que me avisou bem na hora, conseguimos comprar num lote de 180 ingressos) e ficará até 25 de janeiro de 2015.

A exposição é muito divertida.
Devo imaginar a alegria e emoção daqueles que viveram aquela época e que acompanharam tudo diariamente.

Vendo todo o processo de criação na exposição, os cuidados com as réplicas perfeitas e com as peças originais e com a preocupação dos seus criadores em transmitir dicas e ensinamentos práticos, me senti feliz em mesmo agora, poder ter acesso a tudo isso.

Fomos eu, o maridão e a Carlinha, que assistia o programa duas vezes ao dia e estava de fato, muito feliz em ver tudo aquilo.


Painel na entrada da exposição



A porta do Castelo com o Porteiro. Todo mundo quer tirar foto


Tíbio e Perônio, os cientistas malucos


Difícil conseguir uma foto assim, sem ninguém por perto


Desse ratinho eu lembrava bem



Além dos ambientes, estão expostos os estudos de figurino e perucas. Bacanão!

Essa catraca na frente da casa dos passarinhos é demais!

A Carlinha e a cobra Celeste





Vários produtos foram licenciados na época do programa: sucesso é isso!

Nos aposentos da Morgana

Na casa dos passarinhos. Foto clássica da exposição.

Professor Abobrinha
Pesquisei agora no Ingresso Rápido e vi que todas as datas do site estão esgotadas.
As gerações que acompanharam tudo estão se divertindo com esse revival, embora eu também tenha visto na exposição inúmeras crianças que já nasceram muito após o programa acabar.
Ao mesmo tempo que isso tira a chance de quem teria muito interesse, criar novos públicos para exposições e mesmo para o mundo fantasioso do Castelo é um grane passo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Festinha Nordestina no dia do Saci!


Sexta foi um dia engraçado!
Além de ser o Dia do Saci aqui no Brasil e das Bruxas pelo mundo afora, tivemos uma festinha nordestina aqui no trabalho.
Quando agendamos essa festinha, nem imaginávamos que o Brasil iria estar repartido por causa das eleições. O bom disso tudo é que antes de dividirem o Brasil e eu ter que voltar pra minha terra, deixei os meninos do trabalho experimentarem algumas delícias nossas.
Inventei um cardápio meio nordestino meio paulistano para poder contemplar aqueles que não gostam ou não estão acostumados a comer camarão, macaxeira, leite de coco e dendê.

Tentei ao máximo deixar a coisa mais palatável para todos, mas sempre com um toque de Nordeste, que é inconfundível.
Para animar ainda mais, trouxemos uns acessórios de cangaço, além de boinas de reggae pra deixar a coisa mais divertida ainda. E porque Reggae, mesmo?
Ah sim, porque muita gente não sabe, mas São Luís, capital do Maranhão é a única capital do Nordeste que tem influências caribenhas e por isso mesmo, gosta de reggae e de músicas latinas de uma forma totalmente diferente (embora tenha forró e todas as outras influências comuns aos outros 8 estados).
Por esse motivo, para orgulho de uns e raiva de outros, é conhecida como 'A Jamaica Brasileira".

Fizemos uma mesa farta e colorida, como as boas mesas do Nordeste.
Cada um pode experimentar de tudo um pouco e o melhor, quem quis, pode levar quentinhas pra casa, como em toda festa que se preze por aquelas bandas!

Bolo de rolo, tortinhas de doce de leite, queijo coalho e geleia de pimenta e as comidinhas paulistanas

O cardápio foi mais ou menos assim:

Entradinha
Espetinhos de queijo coalho e camarão
Tapioca de muçarela e orégano

Salgados
Escondidinho de carne seca
Bobó de camarão
Cuscuz de sardinha  da Eldir (comidinha paulistana)
Torta salgada de frango da Eldir (comidinha paulistana)
Arroz da Eldir

Doces
Tapioca de leite condensado e coco ralado
Bolo de rolo
Tortinhas de doce de leite, queijo coalho e geleia de pimenta
Tapioca de colher

Bebidas
Refris
Guaraná Jesus (claaarooo!!!)
Cajuína

Pequenas mostras de sucos de cajá, acerola, caju e graviola

Os sucos sempre deixam a mesa mais divertida! Tínhamos acerola, graviola, caju, cajá e cajuína

entradinhas para abrir o apetite!

essa eu encomendei porque não ia dar tempo de fazer de jeito nenhum: Tapioca de colher!

Essa é a parte mais divertida: todo mundo veste a fantasia e entra na onda!



Puxando a sardinha para o meu lado e também facilitando a vida do pessoal, quando eu soltar umas dessas, aproveitei para espalhar alguns dos termos e expressões maranhenses...

Quase no final da festinha ouvimos um estrondo e a luz foi embora. Foi a explosão de um bueiro aqui na frente do trabalho, que acabou deixando gente machucada, infelizmente. A frase "vou sair zilado daqui" nunca foi tão bem aplicada :(

Valeu gente, pela força e pela diversão. Fil, pena que você não pode participar!