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Feirinha Gastronômica na Mooca

A Feirinha Gastronômica foi adaptada no espaço livre do clube

As feiras gastronômicas viraram febres em São Paulo. 
Mesmo com a efemeridade das coisas, esses eventos ainda despertam o desejo e a curiosidade de um batalhão de gente por aqui.
São atualmente seis feirinhas fixas que movimentam cerca de 20 mil pessoas nos finais de semana, segundo a revista Veja São Paulo.

Há tempos ensaiamos visitar algumas delas, mas como sempre, os modismos nos deixam com um pouco de preguiça de enfrentar enormes filas e gente com cara de conteúdo (rá!).
As feirinhas estão recheadas de novidades e ornamentadas com a onda dos Food Trucks, que são carros adaptados para a venda das mais variadas iguarias.
Acho o conceito d-e-m-a-i-s!
Desde muito tempo, vemos kombis adaptadas para venda de pasteis, cachorros quentes, etc. A diferença dos modernos Food Trucks, é que são carros mais bem adaptados e com inovações culinárias de lamber os beiços.
Para nossa sorte, uma das feirinhas veio até nós, ou seja, a Feirinha Gastronômica veio até a Mooca e aportou no Juventus, bem aqui ao lado de casa!
Mesmo com a indisposição característica de dezessete semanas de gravidez (na época), passamos lá para dar uma beliscada em algumas coisinhas e claro, para rever amigos do clube, que fazia tempo não víamos.


De todas as opções disponíveis, esse sanduíche de porchetta com molho de salsa no pão italiano ou ciabatta é um dos mais concorridos. Todos os amigos que comeram falaram super bem e o melhor: enche a pança! 

Ir a uma feirinha gastronômica é um sacrifício, eu diria. São muitas opções e a dúvida do que pedir e experimentar é um grande problema.
Eu, "olhuda", queria comer de tudo um pouco, mas os preços não são tão módicos assim a ponto de você pedir umas "cinco coisinhas". Até são baratos, se você pensar na iguaria de forma isolada, mas se você é daqueles que acha justo experimentar combinações diferentes, é bom tomar cuidado. De bolinho em bolinho, seu dinheirinho vai embora e sua barriga vai querendo mais.

Eram várias opções salgadas: lanches de todos os tamanhos, coxinhas, massas bem elaboradas, comida indiana e de várias partes do mundo, e claro, os clássicos da Mooca: Esfiha Juventus, Pastifício Primo, além dos doces indescritíveis da Di Cunto e o Canolli do Seu Antonio, um verdadeiro patrimônio do bairro!


Buraco quente no pão italiano: definitivamente, uma comida difícil pra se comer na rua

A roubada da vida: dentre tantas opções, escolhi um prato chamado macaxeira rosti (ou mandioca ou aipim rosti). A barraquinha era alegre, colorida e animada. Lembrei do meu Nordeste e zás, pedi de carne seca. Custa R$ 25,00 (o prato mais caro da feirinha) e é uma roubada! A carne seca estava muito gordurosa, a macaxeira estava grossa e sem gosto, ou seja, um desastre!

alguns dos clássicos da Mooca

Acabei comendo um bolinho de risoto - super bom! - tentei a macaxeira rosti - muito ruim! e um hot dog francês - absolutamente divino (baguete, salsicha frankfurter, queijo gruyere e molho bechamel). O maridão, mesmo com tantas opções, quis comer o velho e bom quibe da Esfiha Juventus (esse povo que mora na Mooca, vou contar!), além das beliscadas nas minhas escolhas. Pra fechar, um picolezinho do famoso Me Gusta picolés artesanais. 

os doces da Di Cunto -sem comentários!

As feirinhas são de um modo geral, muito legais.
Você experimenta, reclama, enfrenta fila, acerta, erra, mas se diverte.
Indo a várias, você aprende a se comportar e a gastar menos, pois vai naquilo que é certeza e corre para o abraço.
Adoramos a experiência, mesmo com uma insatisfação aqui e outra ali.

Inté a próxima!

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