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Show do Arnaldo Antunes na reinauguração do Museu da Imigração: muito amor!



Museu da Imigração, uma beleza de prédio

Ontem foi a reabertura do Museu da Imigração, aqui na Mooca.
O prédio é lindíssimo e mostra a importância do processo de imigração no Estado de São Paulo e também o tamanho desse movimento à partir de 1887.
O prédio inicialmente era a hospedaria de imigrantes, que abrigou nos séculos XIX e XX, mais de 70 nacionalidades que chegaram ao Brasil com o intuito de trabalharem nas lavouras de café e das indústrias existentes. De hospedaria, passou a ser chamado de Memorial do Imigrante e em 2010, recebeu o nome de Museu da Imigração.

Não pude conhecer o acervo, pois funciona somente até às 17h e no fundo no fundo, fomos pra ver o Arnaldo Antunes, que iria fazer um show às 17h, de acordo com a programação de reabertura.
Demos uma voltinha rápida pelos espaços comuns, tomamos um café da cafeteria do Museu e fotografamos as pessoas felizes e admirando mais um espaço público e lindo.
Em breve, voltaremos lá e contamos tudo por aqui, é lógico.


Programação do dia de reabertura

A programação teve um dia inteiro de atividades intensas, incluindo danças de comunidades imigrantes, como a dança lituânia, que a minha amiga Catarina participa e que infelizmente ainda não tive a oportunidade de assistir (por minha culpa!).
Encontrei com ela e batemos um papo rápido, o suficiente para me atualizar de vários bafões, rá!

Catarina e eu, colocando os papos em dia
Às 17h30 o Arnaldo maravilhoso lindo Antunes começou o show.
O palco foi montado na frente do Museu e tinha pouca gente assistindo, mas o suficiente para fazer o clima ficar intimista e muito legal.
O Arnaldo Antunes, sempre muito tímido, fez um show honesto,  sensível, emocionante e divertido. As letras de suas músicas são sempre muito profundas, embora algumas não aparentem isso, mas especialmente, é preciso silêncio para entendê-las.

O Arnaldo é amor antigo. A minha geração aprendeu a vê-lo com suas danças esquisitas (continua até hoje) no Titãs, grupo de rock muito famoso no Brasil.
Eu confesso que antes de gostar dos Titãs, lá pela adolescência, eu quando criança, tinha medo dele. Quando assistia o Cassino do Chacrinha e o via com aquele cabelo, mexendo os braços e pulando daquele jeito meio robótico-meio extra terrestre, morria de medo (isso é sério!).
Fui simpatizar mesmo, com a música "Comida". Depois que ele saiu dos Titãs, no entanto, comecei a amar.
Quando conheci o maridão, juntamos os gostos iguais e foi só alegria, desde então.



Uma parte do show foi o repertório do novo trabalho, que chama "Disco", mas ele cantou grandes sucessos e algumas "dasantigas".
O figurino, sempre surpreendente, foi um show à parte: pijamas!





Depois dessa foto, quase tenho medo do Curumim!





Fotos: Italo Genovesi

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