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Amazon Beer: cervejas gostosas com sabores que parecem de sorveteria!


Já tinha ouvido falar na Amazon Beer e nessas de ver as cervejas espalhadas por algumas prateleiras por aqui, já tinha lido alguns rótulos por pura curiosidade - ah, detalhe: amo rótulos!

Quando decidimos ir a Belém, já sabia que seria uma oportunidade ímpar de provar todas.

A Cervejaria Amazon Beeer é dentro da Estação das Docas e você vê os "alquimistas" trabalhando nessas delícias bem na sua frente.
O ambiente é agradável e te convida a experimentar todas aquelas gostosuras de sabores inusitados: tem sombra, ar condicionado, gente bacana passeando o tempo todo e um clima muito favorável às bebidinhas e a um bom papo.

Na cervejaria, tem o chopp vendido em tulipas e a cerveja em garrafinhas long neck. Tomamos em tulipas, mas compramos as long necks para trazer pra cá e poder experimentar com calma e escutando uma musiquinha boa em casa.
As garrafinhas são lindas e dá vontade de comprar só pra ter em casa como decoração, porque os rótulos (lá vem eu de novo)...

São 7 os tipos de cervejas: pilsen, lager, priprioca, cumaru, açaí, taperebá e bacuri, combinação de sabores digna de grandes sorveterias!

Cada uma tem suas características próprias e não somos nem de longe, grandes conhecedores de cervejas, pelo contrário. Bebemos e avaliamos o sabor de cada uma de acordo com o prazer que ela nos proporciona em cada momento.

A pilsen e a lager, são sem dúvida, as mais comuns ao nosso paladar. São os tipos mais consumidos no Brasil e combinam com nosso clima quente. Gostei das duas, com uma "preferenciazinha" pela pilsen. Maridão gostou de ambas!

As aromatizadas, confesso que me causaram um pouco de confusão. Algumas gostei, outras nem tanto.
A de bacuri, por exemplo, é a mais fraquinha das com sabor. Tem 3,8% de graduação alcóolica e ao contrário do que sempre pensei, você pode não gostar da fruta amazônica e gostar da cerveja, que foi o caso do Maridão: ele simplesmente amou e não vai lá muito com as fuças do meu amado bacuri!
4,7% é a graduação da cerveja de taperebá. Docinha, bem frutada, é feita com trigo. É boa, mas acho que não conseguiria ficar bebendo muitas... Maridão aprovou, mas também não beberia muitas sem enjoar. Tomamos a de cumaru com uma certa ansiedade, já que estávamos experimentando e gostando, mas de todas foi a que menos apreciamos. É forte e seca. Acho que paladares mais apurados que os nossos vão apreciar, sem dúvida.

Quando bebemos a de priprioca, a surpresa foi geral: foi uma das melhores em nossa humilde avaliação. Tem um amargo típico da raiz, mas achei que combinou muito bem. Essa quero repetir a dose muitas vezes ainda!

A de açaí, vou ficar devendo aos ociosos cervejeiros, porque ainda está na geladeira.
Tem a maior graduação alcoolica de todas (7,2%) e claro, tem a responsa de fazer bonito, porque convenhamos, é a cara do Pará!

Enquanto estávamos provando e repensando a vida (quando a gente bebe tem essas manias, né?), vimos inúmeras pessoas comprando os pacotinhos de cervejas para levar como souvenir, o que também fizemos, é claro!

Acho que essas lembranças inusitadas, são de fato, o que fazem a diferença em alguns destinos. Trazer como souvenir uma cerveja típica do lugar, me soa muito mais divertido do que um ímã de geladeira com a figura de um pote de açaí (também trouxe, cof cof cof), né?

Belém, muitas surpresas e ótimas lembranças até hoje!

Foto: Italo Genovesi

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