domingo, 29 de junho de 2014

Sopa de ervilha delicinha - receita da Andréa



O friozinho chega e a gente só quer comidinhas que nos deixem aquecidos, de bem com a vida e prontinhos para dormir, não é mesmo?
Que tal uma sopinha gostosinha e bem quentinha para o jantar?
A Andréa, minha cunhada (a danada cozinha como ninguém, nunca vi!) deu essa receita pro maridão enquanto eu estava viajando e quando cheguei, fui surpreendida com essa delicinha, que claro, me preparou para uma das melhores noites de sono dos últimos tempos.

Vamos ao preparo:

Ingredientes

1 pacote de ervilha congelada (300 grs)
1 cebola média
1 dente de alho
2 batatas médias
1 e 1/2 litro de água para cozinhar
1 pitada de sal
Tirinhas de bacon
Alho para refogar o bacon

Modo de preparo

1ª Etapa
Coloque em uma panela a ervilha, a cebola cortada em pedaços grandes, o dente de alho cortadinho ao meio, as duas batatas descascadas e cortadas em pedaços grandes, o sal e a água. Cozinhe entre 30 e 40 minutos após abrir a fervura (a cebola vai desmanchar um pouco e ficar transparente e a batata precisa ficar cozida e bem molinha).
Após a fervura, desligue o fogo e deixe esfriar um pouco.
Depois de frio, passe no liquidificador tudo que estava na panela, colocando a água do cozimento aos poucos. Vá dosando pra ver como você quer que fique o caldo. O ideal é que não fique muito grosso e nem muito ralo.

2ª Etapa

Após passar no liquidificador, você pode guardar para consumir depois, pode congelar para tomar muito tempo depois ou pode consumir de imediato, lembrando que para isso, é necessário um detalhe importantíssimo, o que eu considero o toque da Chef, no caso da Andréa: antes de levar a sopa para a mesa, refogue numa panela tirinhas ou cubinhos de bacon com alho. Assim que o bacon estiver fritinho, jogue a sopa do liquidificador para "curar" um pouquinho no tempero e no gostinho que o bacon irá espalhar.
Depois de tudo isso, sirva sua sopa com os acompanhamentos se sua preferência.

Colocamos umas gotinhas de pimenta, um fio de azeite e jogamos uns croutons integrais pra dar um tchan!


Passo 1: cozinhar tudo até ferver por uns 40 min


Depois de esfriar um pouco, bater tudo no liquidificador com a água do cozimento e reservar até o momento de servir.

Importante: o bacon frito faz toda a diferença! Não precisa ser muito, basta um pouquinho para dar aquele saborzinho gostoso e acertar no sal. Por isso mesmo, tenha cuidado com a quantidade de sal na primeira etapa. Deve ser pouco para que o sal do bacon não estrague sua receita.

Se você não tem restrições em relação à ervilha, essa sopa vai surpreender você!

Bom apetite e bons sonhos!


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Los Mendozitos, vinho e glamour pelas ruas de São Paulo


Por essa não esperávamos: tomar vinhos e espumantes em tacinhas de plástico saindo de trailers lindos e divertidos.
Los Mendozitos  é uma adega sobre rodas que sai andando pelo mundo e enchendo todo mundo de alegria.

Passeando pela Benedito Calixto, descobrimos o trailer e adoramos! A ideia é prática e divertida, sem contar que achei lírico parar, escolher entre tinto, branco, rosé ou espumante e sair degustando um vinho interessante a preços bastante acessíveis.

Food Trucks são uma tendência mundial já algum tempo e chegaram com tudo aqui em São Paulo, após o crescimento do movimento de street food apoiado pela regulamentação da lei que permite a comercialização de comida de rua.

A ideia de Los Mendozitos é a mesma: vender nas ruas bebidas boas, no caso vinhos de Mendoza (Argentina), democratizando o acesso e oportunizando momentos de diversão e porque não, glamour?

Existe em São Paulo e no Rio de Janeiro, pelo que pude pesquisar no Facebook e Instagram.
Aos domingos, meu próximo encontro com eles deve ser, muito provavelmente, no Butantan Food Park, feirinha de comida de rua famosa por aqui, com chefes de cozinha renomados.

Simplesmente amei essa ideia!

Na foto estou com Nicácio e Odete, amigos queridos que moram em São Luís, que passeando por aqui também adoraram a experiência.
Foto: Italo Genovesi

terça-feira, 24 de junho de 2014

O São João que sempre aquece meu coração!

Irmã, Mãe e eu: alegria e sorrisos largos

Estive em São Luís nesse final de semana.
Nossa, como meu coração volta acalentado! Como me sinto amada e aquecida passeando por lá.
Fui na verdade, ver a minha mãe, que como já contei por aqui, está se recuperando de um tratamento longo e doloroso.
O objetivo era ficar o máximo do tempo com ela, já que fazia três meses que não nos víamos e a saudade era grande.

Mesmo ficando com ela a maior parte do tempo, em uma escapulida para um passeio vapt vupt, dei um pulo, literalmente, em um dos arraiais da cidade. Respirei bumba-meu-boi, bati matraca, vi alguns poucos amigos, tomei caldo de ovos e cantei clássicos do cancioneiro popular junino no show de Elba Ramalho.
Em uma noite, deu pra gargalhar e trazer alegria estocada pra um bocado de tempo!

Voltei com o mesmo coração apertado de sempre, mas com energia para enfrentar muitos desafios e a correria dessa tal vida moderna.

A minha mãe está cada dia melhor e é isso que faz valer a pena, sempre!

A Rua Portugal ainda vazia, mas colorida e linda.
Sentadinhas: a afilhada, a mãe e a irmã!

Lu, Dudu e eu, depois de uns 30 minutos tentando nos encontrar

No auge do suadouro junino: Margila, eu, Dadá e Nilza

Os Cazumbas são figuras típicas do auto do bumba meu boi. São espalhafatosos, alegres e botam medo com suas caretas, mas é essa a intenção: espantar o mau. Não é à toa que sou apaixonada por eles!

Ainda sobre os Cazumbas: a indumentária e a careta representam criaturas híbridas, meio humanos e meio animais.

Pandeirões suspensos e música no ar


Não por acaso, hoje é um dos dias mais animados do ano no Nordeste: é o dia de São João!
Viva!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Amazon Beer: cervejas gostosas com sabores que parecem de sorveteria!


Já tinha ouvido falar na Amazon Beer e nessas de ver as cervejas espalhadas por algumas prateleiras por aqui, já tinha lido alguns rótulos por pura curiosidade - ah, detalhe: amo rótulos!

Quando decidimos ir a Belém, já sabia que seria uma oportunidade ímpar de provar todas.

A Cervejaria Amazon Beeer é dentro da Estação das Docas e você vê os "alquimistas" trabalhando nessas delícias bem na sua frente.
O ambiente é agradável e te convida a experimentar todas aquelas gostosuras de sabores inusitados: tem sombra, ar condicionado, gente bacana passeando o tempo todo e um clima muito favorável às bebidinhas e a um bom papo.

Na cervejaria, tem o chopp vendido em tulipas e a cerveja em garrafinhas long neck. Tomamos em tulipas, mas compramos as long necks para trazer pra cá e poder experimentar com calma e escutando uma musiquinha boa em casa.
As garrafinhas são lindas e dá vontade de comprar só pra ter em casa como decoração, porque os rótulos (lá vem eu de novo)...

São 7 os tipos de cervejas: pilsen, lager, priprioca, cumaru, açaí, taperebá e bacuri, combinação de sabores digna de grandes sorveterias!

Cada uma tem suas características próprias e não somos nem de longe, grandes conhecedores de cervejas, pelo contrário. Bebemos e avaliamos o sabor de cada uma de acordo com o prazer que ela nos proporciona em cada momento.

A pilsen e a lager, são sem dúvida, as mais comuns ao nosso paladar. São os tipos mais consumidos no Brasil e combinam com nosso clima quente. Gostei das duas, com uma "preferenciazinha" pela pilsen. Maridão gostou de ambas!

As aromatizadas, confesso que me causaram um pouco de confusão. Algumas gostei, outras nem tanto.
A de bacuri, por exemplo, é a mais fraquinha das com sabor. Tem 3,8% de graduação alcóolica e ao contrário do que sempre pensei, você pode não gostar da fruta amazônica e gostar da cerveja, que foi o caso do Maridão: ele simplesmente amou e não vai lá muito com as fuças do meu amado bacuri!
4,7% é a graduação da cerveja de taperebá. Docinha, bem frutada, é feita com trigo. É boa, mas acho que não conseguiria ficar bebendo muitas... Maridão aprovou, mas também não beberia muitas sem enjoar. Tomamos a de cumaru com uma certa ansiedade, já que estávamos experimentando e gostando, mas de todas foi a que menos apreciamos. É forte e seca. Acho que paladares mais apurados que os nossos vão apreciar, sem dúvida.

Quando bebemos a de priprioca, a surpresa foi geral: foi uma das melhores em nossa humilde avaliação. Tem um amargo típico da raiz, mas achei que combinou muito bem. Essa quero repetir a dose muitas vezes ainda!

A de açaí, vou ficar devendo aos ociosos cervejeiros, porque ainda está na geladeira.
Tem a maior graduação alcoolica de todas (7,2%) e claro, tem a responsa de fazer bonito, porque convenhamos, é a cara do Pará!

Enquanto estávamos provando e repensando a vida (quando a gente bebe tem essas manias, né?), vimos inúmeras pessoas comprando os pacotinhos de cervejas para levar como souvenir, o que também fizemos, é claro!

Acho que essas lembranças inusitadas, são de fato, o que fazem a diferença em alguns destinos. Trazer como souvenir uma cerveja típica do lugar, me soa muito mais divertido do que um ímã de geladeira com a figura de um pote de açaí (também trouxe, cof cof cof), né?

Belém, muitas surpresas e ótimas lembranças até hoje!

Foto: Italo Genovesi

domingo, 15 de junho de 2014

Mercado Tucuruvi: cheio de coisinhas diferentes!



A nossa busca por conhecer os mercados municipais não para! Dessa vez fomos para a Zona Norte de São Paulo!

Acordamos cedo e saímos para mais uma expedição Ócio, Viagens e Gastronomia, que a propósito, só nos dá alegria.
Chegamos na Zona Norte antes do meio dia, mas tivemos um pequeno contratempo ao chegarmos no mercado: fomos barrados por um dos seguranças, que nos impediu de fotografar e nos fez pedir autorização para um senhor que pertence à associação de comerciantes.

[Tempo para a negociação]

Ok, fomos liberados depois de garantirmos ao responsável do mercado, que somos apenas um blog latinoamericano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior...

Entramos no mercado e de cara, já gostamos das barracas e dos empórios.
Todos os mercados municipais, em linhas gerais, são parecidos, já que seguem a mesma disposição e a mesma administração, mas é sempre possível achar uma coisa ou outra diferente.

Mesmo com a liberação para fotografar o mercado, andávamos pelos corredores e tínhamos a impressão de que todos estavam nos observando. Parávamos em uma banquinha e as pessoas nos perguntavam porque estávamos fotografando e se éramos de São Paulo...

[Tempo para respirar e explicar entre uma barraca e outra]

O espaço é grande, limpo, amplo e arejado.
Poucos mercados, dos que já visitamos, são tão organizados e limpos, mas tivemos a impressão de que é um mercado pouco frequentado e muito pouco utilizado pelos moradores da região. Tivemos essa impressão não só porque estava vazio, mas também pelo espanto que de certa forma causamos com nossas máquinas fotográficas.

Achamos um monte de coisinhas diferentes e sentimos que os produtos são tratados de uma forma cuidadosa. Aproveitamos para comprar alguns legumes e verduras orgânicos num empório muito bacana que vimos por lá.
Voltamos com as sacolas cheias!

Placa na entrada do Mercado do Tucuruvi. Onde fomos barrados!

Geral do mercado

Mercado visto do fundão



Existe uma peixaria dentro do mercado. Achamos os preços honestos e os produtos bem frescos.

Os empórios de secos e molhados: sempre uma atração à parte

Cabeças de alho e as várias espécies de batatas: tem a boa para purê, a boa para cozinhar e a apropriada para fritar!

Os cogumelos são comuns aqui em São Paulo. Nesta foto temos Shimeji, Shitake e Champignon fresco.
Não se engane: cozinhar cogumelos requer sensibilidade e talento.

Adoro garimpar coisas diferentes. Esse tipo de vagem deixa qualquer salada mais linda, não?

E essa abobrinha que já vem pronta para rechear? Linda!
 Além dessa, achamos as abobrinhas de bolinhas que fizemos no mesmo dia!

E pra fechar, deixo o colorido das frutas. Frutas já lavadas e cortadinhas em forma de salada ou em cubinhos pronta para sair comendo!


Mercado Municipal do Tucuruvi
 Avenida Nova Cantareira, 1686 - Tucuruvi

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Liberdade no final de semana: condição de felicidade!


Excetuando algumas sextas feiras, onde a vida nos dá uma rasteira, a chegada da sexta feria é sempre esperada com ansiedade.
Para mim, que não trabalho aos finais de semana, diferentemente de outros períodos da minha vida, o sábado e o domingo tem gosto de libertação.
Liberdade para fazer aquilo que dá vontade e com quem se ama. Isso de fato, é uma condição suprema de felicidade.
Não pode existir situação mais propícia à alegria e à diversão.
É claro, nem sempre dá para fazer do final de semana uma diversão só, tem dias em que estamos introspectivos, propensos ao silêncio, sem contar que o corpo não aguenta mais tantas estripulias, mas a possibilidade de poder escolher o que se quer fazer é deliciosa para mim.

Não temos dinheiro à vontade, é verdade, mas sempre dá pra tomar umas, aproveitar o dia ao ar livre, conhecer lugares novos e se encantar com tantas ofertas que a vida nos oferece.
Estou nessa fase: de alegria e liberdade plena. Tenho dois dias para criar uma programação bacana e ficar em ótima companhia. A vida realmente merece ser celebrada quando conseguimos aliar tantas coisas boas juntas.
Além disso, a minha mãe está melhorando aos poucos. Está mais confiante e mais forte. Isso também me dá forças para lutar cada vez mais e me sentir energizada para os próximos dias.

As semanas tem sido muito duras, muito cansativas, mas supreendentemente produtivas. O mundo hoje nos cobra de uma maneira nunca antes prevista, mas sabem... acho que é dentro dessa perspectiva que surgem as ideias mais criativas e as ótimas alternativas para vivermos melhor.

Tenho procurado formas mais sustentáveis e mais mansas de viver. Tenho tentado me livrar de maus pensamentos e de gente oca. Isso me dá sobrevida no dia a dia, mesmo quando chega meia-noite e você ainda tem muita coisa pra pensar, mas é assim: um dia de cada vez com a esperança de que muitos ainda virão.

A foto do post é para ilustrar, é claro! Não acho nada mais inspirador que mesinha de praia e mar azul, principalmente num dia chuvoso e quase frio, como o de hoje.

Aproveite o seu final de semana e comece uma nova semana renovado, mesmo que cansado, mas de alegrias e bons pensamentos!

Inté.


Foto: Cayo Blanco, Cuba, 2014

domingo, 1 de junho de 2014

Show do Arnaldo Antunes na reinauguração do Museu da Imigração: muito amor!



Museu da Imigração, uma beleza de prédio

Ontem foi a reabertura do Museu da Imigração, aqui na Mooca.
O prédio é lindíssimo e mostra a importância do processo de imigração no Estado de São Paulo e também o tamanho desse movimento à partir de 1887.
O prédio inicialmente era a hospedaria de imigrantes, que abrigou nos séculos XIX e XX, mais de 70 nacionalidades que chegaram ao Brasil com o intuito de trabalharem nas lavouras de café e das indústrias existentes. De hospedaria, passou a ser chamado de Memorial do Imigrante e em 2010, recebeu o nome de Museu da Imigração.

Não pude conhecer o acervo, pois funciona somente até às 17h e no fundo no fundo, fomos pra ver o Arnaldo Antunes, que iria fazer um show às 17h, de acordo com a programação de reabertura.
Demos uma voltinha rápida pelos espaços comuns, tomamos um café da cafeteria do Museu e fotografamos as pessoas felizes e admirando mais um espaço público e lindo.
Em breve, voltaremos lá e contamos tudo por aqui, é lógico.


Programação do dia de reabertura

A programação teve um dia inteiro de atividades intensas, incluindo danças de comunidades imigrantes, como a dança lituânia, que a minha amiga Catarina participa e que infelizmente ainda não tive a oportunidade de assistir (por minha culpa!).
Encontrei com ela e batemos um papo rápido, o suficiente para me atualizar de vários bafões, rá!

Catarina e eu, colocando os papos em dia
Às 17h30 o Arnaldo maravilhoso lindo Antunes começou o show.
O palco foi montado na frente do Museu e tinha pouca gente assistindo, mas o suficiente para fazer o clima ficar intimista e muito legal.
O Arnaldo Antunes, sempre muito tímido, fez um show honesto,  sensível, emocionante e divertido. As letras de suas músicas são sempre muito profundas, embora algumas não aparentem isso, mas especialmente, é preciso silêncio para entendê-las.

O Arnaldo é amor antigo. A minha geração aprendeu a vê-lo com suas danças esquisitas (continua até hoje) no Titãs, grupo de rock muito famoso no Brasil.
Eu confesso que antes de gostar dos Titãs, lá pela adolescência, eu quando criança, tinha medo dele. Quando assistia o Cassino do Chacrinha e o via com aquele cabelo, mexendo os braços e pulando daquele jeito meio robótico-meio extra terrestre, morria de medo (isso é sério!).
Fui simpatizar mesmo, com a música "Comida". Depois que ele saiu dos Titãs, no entanto, comecei a amar.
Quando conheci o maridão, juntamos os gostos iguais e foi só alegria, desde então.



Uma parte do show foi o repertório do novo trabalho, que chama "Disco", mas ele cantou grandes sucessos e algumas "dasantigas".
O figurino, sempre surpreendente, foi um show à parte: pijamas!





Depois dessa foto, quase tenho medo do Curumim!





Fotos: Italo Genovesi