quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cuba, de novo!


E lá vou eu novamente para mais uma viagem a trabalho.
O bloguito vai dar um tempo e só volta após 09 de maio, que é quando estarei de volta.
Vou reviver uma viagem que foi linda em um país igualmente lindo.
Agora irei com outros olhos e com outro foco. Uma viagem a trabalho nunca vai ser como uma viagem a lazer, mas entre um compromisso e outro, dá pra tirar umas fotos boas, eu espero.

Enquanto isso, me segue no Instagram (@ocioviagensegastronomia) e vira fã lá no face, vai?

Inté a volta.

domingo, 27 de abril de 2014

Bondinho, a reinvenção de um atrativo turístico.


A capacidade de se reinventar é uma qualidade que poucos destinos turísticos possuem.
Cidades grandes, cosmopolitas e que recebem um número grandes de turistas, convivem com essa responsabilidade diariamente, mas também contam com o apoio da própria dinâmica das cidades, que já promovem mudanças suficientes para deixar repetidas viagens, diferentes umas das outras.

O Pão de Açúcar, por exemplo, é uma atrativo clássico do país. Não há quem nunca tenha ouvido falar.
Há gerações e gerações que já visitaram, mas que a cada nova visita, revivem aspectos esquecidos pelo tempo. Eu sou um exemplo disso.
Fui três vezes a esse atrativo, sendo que a última visita foi na semana passada, onde pude rever detalhes e curiosidades que por algum motivo, eu não tinha guardado na minha memória RAM.
Confesso que só voltei ao Pão de Açúcar porque o maridão e os cunhados não conheciam.
Achava que já tinha visto tudo, que indo duas vezes na vida era o suficiente, mas não! Valeu muito a pena ir novamente ao velho bondinho.
Ele está muito mais moderno. A estação de partida, então, está em reforma e possui lojinhas, filas mais ou menos organizadas e o melhor: agora você pode adquirir via internet e passar na frente dos tontos que deixaram para comprar lá mesmo, no caso, nós.

A turma estava animada. Estávamos ansiosos para curtir a cidade e ao mesmo tempo querendo desestressar, já que o trecho de São Paulo para o Rio, levou 4 horas a mais que o previsto, ou seja, o suficiente para "melar" todo o roteiro pensado e programado com todo o grupo da viagem.

Toda essa demora nos fez sair do Bondinho às 20h, causando um certo desconforto para alguns membros do grupo que não estavam conosco, mas isso também faz parte de todo roteiro de viagens. Tem gente que fica feliz e tem gente que fica triste!


De dentro do avião

Parte do grupo: André, Carla, Patrícia, eu, Italo e Lu (a bolsa da Frida, é na verdade, Lu representada!)

Tem muito amor envolvido nessa foto: Italo e Marcelle

Estressada por causa do atraso do voo, preocupada com o roteiro que não ia ser seguido à risca, a fila enorme... só nos restava tomar umas!

O bondinho está mais moderno: branquinho, com mais lugares para apoio dentro dele e muito, mas muito mais rápido. São apenas 3 minutos para subir!



A capacidade é de 65 pessoas a cada viagem. Nem um a mais, só a menos!



Ele e a paisagem: não pode ter coisa mais linda na minha vida!

A camiseta combinando com a paisagem não foi proposital

É ou não é uma das cidades mais lindas do mundo?

Ficamos até a noite. As filas estavam gigantes e fomos vendo a mudança da paisagem. Chegou a neblina e tudo mudou!


Essa cena foi surreal. Achei que estavam indo e vindo de Hogwarts...

A noite chegou. Com ela, o cansaço, mas a alegria de estarmos juntos era muito maior

Nas duas paradas: uma no Morro da Urca e outra no Pão de Açúcar, você tem algumas opções de restaurante, lojas, sorveterias, souvenirs, etc.
O que temos hoje em dia é muito maior e diversificado em relação à minha última visita que foi em 1997. Não consideraria as opções democráticas, porque não são. Uma lata de cerveja é R$ 7,00 e uma porção mísera de pão de queijo é R$ 9,50 e ponto final, mas até aí, entendo as questões negativas de se ser um atrativo único no mundo. Você sobe sabendo que a vida é assim.
A estrutura do Morro da Urca é composto de anfiteatro, pracinha e espaços gastronômicos. No Pão de Açúcar existe o Cocuruto, um espaço cultural que conta a história do bondinho e de toda a tecnologia dispensada para o feito.

Achei tudo bem mais moderno, iluminado, com cara de Rio de Janeiro. O que eu tinha na lembrança era mais opaco, estático...
Como quase todos os atrativos do Rio de Janeiro, estava lotado. O dia inteiro lotado! Lotado para subir, lotado para descer, mas ainda assim, foi menos sacrificante que a nossa última ida ao Cristo Redentor, que nos rendeu muito estresse.

Para os que foram pela primeira vez, só elogios. Para Mamá, Patrícia e eu, que já tínhamos ido, também rendemos elogios ao Bondinho e percebemos a mudança logo que chegamos na estação, antes de entrarmos. Se eu fosse você, em sua próxima visita ao Rio de Janeiro, iria lá para ver.

Bondinho do Pão de Açúcar
R$ 62,00 - adultos (cartão e à vista)
Meia entrada para idosos e estudantes, apresentando os respectivos documentos de identificação.
Aceitam compras pela internet


sábado, 26 de abril de 2014

As cocadas da vovó

As festas religiosas ainda são muito importantes para o Maranhão. O povo ainda dá muita importância para a fé e isso se reflete em todos os municípios do Estado. Em cada um deles, com menor ou maior intensidade, há um santo padroeiro ou mesmo uma religião predominante.
Por sermos um país oficialmente católico, os municípios em sua maioria possuem santos padroeiros e na mesma frequência, festejos religiosos tradicionais, que dão movimento aos lugares.
É assim em todo o Estado do Maranhão e é assim em Humberto de Campos, cidade em que passei praticamente todas as férias da minha infância e adolescência.
Em Humberto de Campos, o festejo mais popular é o em homenagem a Nossa Senhora Sant’Ana, mãe de Maria e avó de Jesus.
Antigamente, o festejo tinha início em meados de julho com uma procissão pequena, percorrendo as quatro principais ruas da cidade. Durante todo o festejo, as noites tinham ladainha com algumas partes sendo rezadas e cantadas em latim.
No dia 26 de julho, dia da Santa, o festejo religioso tinha seu ponto alto com nova procissão, dessa vez dando uma volta maior no município, que culminava com uma missa animada que se encerrava com um leilão.
O leilão da igreja era organizado pelas beatas da cidade, incluindo minha querida vó Concita. Cada uma das devotas de Sant’Ana oferecia de bom grado um prato ou alguma “joia” para ser leiloada. Valia tudo, desde o velho galeto assado com farofa, panela de pressão, vasinho de flores de plástico, conjunto de guardanapos de crochê, toalhas de prato pintadas ou bordadas à mão, bolo de tapioca, de macaxeira ou de massa e ainda o que não podia faltar: as cocadas da vovó.
A roda do leilão começava a se organizar um pouco antes da missa terminar e bastava os músicos encerrarem suas participações dentro da igreja, para que se posicionassem ao lado da roda de leilão e animassem a porta da igreja. O movimento era grande e todo mundo punha sua melhor roupa para prestigiar Nossa Senhora Sant’Ana.
O leilão tinha uma dinâmica própria. As pessoas iam ficando por ali enquanto o leiloeiro chegava para tomar conta da roda. Lembro de vários leiloeiros durante a minha infância e adolescência. A coisa era informal a ponto de serem convocados para tal função, os amigos que estavam de bobeira na hora do leilão ou que eram previamente convidados, mas não com tanta antecedência assim.
Lembro como se fosse hoje, toda a rotina da minha vó elaborando nossa “joia” para Nossa Senhora Sant’Ana: o coco era ralado desde cedo e colocado num alguidar para descansar. Depois do almoço ela vinha toda graciosa para a cozinha e começava a fazer as cocadas. Depois de cozidas, ela espalhava na mesa para cortar e esperar secar. Entre um cochilo e outro dela, eu sempre roubava umas ao mesmo tempo que pedia perdão à santa.
As cocadas tradicionais ficavam branquinhas e as de maracujá ficavam amarelinhas decoradas com algumas sementes da fruta coladinhas.
As cocadinhas eram acomodadas em pratinhos e cobertas com guardanapos de crochê feitos por ela mesma. Ficava uma lindeza! Levávamos para a missa até a hora do leilão e eu aguardava ansiosa até a hora H.
O leilão acontecia com o leiloeiro fazendo brincadeiras e vendendo as joias aos expectadores de forma muito lúdica. Sorríamos sempre e cada um que tava assistindo dava seus lances aleatoriamente. As figuras mais importantes da cidade, como o Prefeito, o delegado e o médico, por exemplo, eram meio que obrigados a arrematar “joias” para ajudar na festa da padroeira. Os comerciantes mais ricos da cidade e os filhos ilustres, também.
Hoje, sei que o que me interessava no leilão era ter a certeza de que as cocadas da vovó iriam ser leiloadas por um preço razoável. Acho que dessa forma as pessoas dariam valor ao trabalho dela e que nossa “joia” era importante diante das outras. Algumas vezes, nós mesmos arrematávamos o pratinho...
Hoje sei também que o que ficou depois disso tudo, além das lembranças incríveis, foram as amizades que construí ao longo de todo esse tempo e o amor que fui dando para aquele município que tão bem me acolheu e me acolhe até hoje. O festejo ainda existe, mas não tenho certeza se ainda tem leilão. As festas de hoje possuem uma conotação diferente para a maioria dos adolescentes e é uma pena que festas religiosas e populares estejam ganhando proporções sertanejas, forrozeiras e funkeiras, embora eu entenda que a cultura é mesmo mutante e se transforma em outra para logo ser novamente transformada.

Minha avó continua participando ativamente das atividades da igreja, mesmo tendo se passado mais ou menos uns 20 anos e graças a Deus e a Nossa Senhora Sant’Ana, a família continua devota e rezando para aquela que sempre nos mobilizou e nos alegrou nos meses de julho.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cristo Redentor, nos protegendo sempre!


O Rio de Janeiro marcou mais uma vez as nossas vidas.
Em setembro do ano passado compramos as passagens meio sem pensar, apenas porque estava R$ 89,00 cada trecho, para passarmos o feriado de semana santa, que terminou nesta segunda.
Do ímpeto de comprar os tickets, até fechar todas as reservas, foi uma busca incessante por tarifas melhores, já que a cidade sempre foi conhecida pelos preços exorbitantes, oficializada agora com o surreal, moeda paralela criada pelos moradores, como medida de protesto.
Fomos num grupo grande, juntando nós, saindo de São Paulo e várias amigas saindo de São Luís.
De um modo geral, é uma viagem muito cara. Quase tudo que você faz custa caro, mas tudo que você faz, é divertido, desde o sotaque.
A viagem foi alegre e eu tentava não olhar o relógio pra não ver as horas se adiantando.
A cidade continua sendo um dos recortes mais bonitos do país, sem dúvida. Alguns atrativos se reinventam a cada nova visita, como é o caso do Pão de Açúcar, que visitamos para que o marido e os cunhados conhecessem.
Foi uma viagem linda. Eu estava despreocupada. Estava com algumas das pessoas que mais amo e enfim, estava a fim de curtir.
Essa é uma das vantagens de estar mais velha: você sabe dividir a vida real da viagem e consegue aproveitar até o último minuto!

A foto é uma simples homenagem a ele, o Cristo Redentor, que nos protegeu durante toda a viagem e protege diariamente, dando a energia necessária para seguirmos na luta.

Volto logo logo com muitas muitas muitas fotos.

Foto: Italo Genovesi



terça-feira, 15 de abril de 2014

Mercado do Ipiranga: pequenininho e cheio de bossa!

Não se engane com essa fachada sem glamour. O mercado é um charme!

Esses mercados municipais de São Paulo me deixam looouuccaaa!
Quanto mais visito, mais me apaixono e fico assim, doidinha da cabeça querendo ficar o dia todo sentada e vendo as coisas acontecerem.

O Mercado do Ipiranga é o menor que já visitamos, desde que começamos a série Mercados Municipais de São Paulo.
Em uma passada de olho, você consegue visualizar, quase que ele todo, mas o diferencial é que é muito aconchegante. Diferentemente dos outros, as pessoas se cumprimentam, parece que se conhecem, como se fossem vizinhos. Talvez até sejam mesmo, mas o clima cordial é um destaque.
Maridão já tinha me levado faz tempo, mas agora voltamos com outro olhar e confesso que gostei mais ainda.

Em se tratando de oferta de serviços e produtos, podemos dizer que tem muita coisa, mas em menor quantidade. De qualquer forma, você não passa vontade, pois tudo que você quer, tem.

Vou voltar lá sim e pra tomar uns chopps, que dessa vez não pude!

Geral do mercado


Frutas e pimentas. Sempre gosto dessa mistura

Os temperinhos de sempre

Foto conceito, de acordo com a concepção fotográfica do maridão


Mercado Municipal do Ipiranga
Fone : 2063-3405
Endereço: Rua Silva Bueno, 2109 - Ipiranga - 04208-052 
Horário de Funcionamento: 
Terça a Sábado: 8h às 19h
Domingo: 8h às 13h
Administrador:João Isaias

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O Buteko da Bia

eu, Mamá, Paty, Dadá e Lu = Buteko da Bia

O Buteko da Bia é mais um daqueles exemplos de grupos no whats app, muito comum por esses tempos.
Foi criado por Paty, para tratarmos de uma festinha que iríamos fazer no final do ano passado em São Luís, por ocasião das férias, já que eu estaria por lá.
A festinha acabou não acontecendo porque descobrimos que a minha mãe estava doente e fiquei sem clima para comemorar algo, já que a minha cabeça estava voltada para a recuperação dela.
O grupo foi criado e na mesma hora falamos de novela, rá! Na sequência fofocamos sobre alguém e até hoje o Buteko existe exatamente como uma roda que se forma ao redor de uns bebericos: falamos de besteira, de coisas sérias, avisamos de promoções, mandamos vídeos, recados e dessa forma vamos nos mantendo unidas e de certa forma, próximas.
O Buteko é formado por mim, Marcelle, Patrícia, Dadá e Luciana ou melhor: por mim, Mamá, Paty, Dadá e Lu, já falando com intimidade. Nosso comportamento, de acordo com Dadá, faz jus ao nome: às segundas-feiras, por exemplo, ninguém fala, como se estivéssemos todas de ressaca, mas vai chegando o fim de semana, a coisa vai esquentando e no sábado bomba.
Todas são amigas queridas de longas datas, de coração e de amor. Cada uma, conheci de forma diferente e todas beliscaram meu tão escorregadio coração.
Semana que vem, o Buteko estará no Rio de Janeiro, sem a presença de uma integrante: Lu, que espertinha, veio logo ficar comigo a semana passada e parte dessa semana.
Além das integrantes do Buteko da Bia, estão indo outros amigos também, que farão parte desse congraçamento delicioso.
A programação está quase fechada. Fizemos roteiro com day by day, estimativa de custos e fotinhos para ilustrar. Um luxo!
Alguns membros se dividirão em alguns programas, mas na maioria estaremos juntos e sorridentes.
Todos os dias Paty faz a contagem regressiva e as respostas sempre são: "aiiiiii que delícia", "não vejo a hora", "vem Rio", "chega logo Rio!" e mais milhões de bonequinhos do celular com camarões, cervejas, drinks, sol e carinhas rindo.

Um certo alguém já falou uma vez, que o melhor da viagem é a espera por ela. Concordo em parte com essa afirmação, pois estou curtindo isso agora, mas se tudo correr bem e se Deus nos permitir termos uma ótima viagem (e ele quer!), o Buteko da Bia vai fazer morada no Rio na semana que vem e vai fazer bonito!
Aguardem!


terça-feira, 8 de abril de 2014

Parece que foi ontem


Essa foto foi tirada no início de janeiro deste ano.
Parece que foi ontem.
Parece que o tempo não passou assim dia a dia e sim em blocos. Se essa fosse a contagem, era como se tivessem passados uns 4 blocos de tempo. Coisa rápida.

O mar tem as características da minha terra: cinza, com muito material em suspensão, mas é quentinho, agradável e refrescante.
Raposa, saudade!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Eu mudei



Essa sou eu aos 9 anos.
Esse muro não existe mais. Essa casa também não mais existe, assim como essa árvore, que tinha um monte de percervejos, não está mais lá.
Essa da foto não existe mais. É apenas uma foto de um retrato antigo.
Eu sempre fui assim, meio posuda. Nunca fui igual às minhas amiguinhas que brincavam de boneca nessa idade e que tiravam foto um pouco tímidas. Eu não, posava como modelo e queria ser uma delas.
Minha brincadeira era sentar na porta de casa às 17h, já de banho tomado e cabelo penteado, com as pernas cruzadas pra ver as pessoas passarem.
Sempre gostei de pessoas. Sempre gostei de ficar arrumada. Sempre fui vaidosa. Sempre me maquiei.
Fui uma adolescente tranquila. Xinguei minha mãe algumas vezes em pensamento, mas isso é normal. Brinquei de pés descalços na areia, brinquei de "rouba-bandeira" e de "cai no poço". Brinquei de roda e dancei São Gonçalo.
Tornei-me uma adulta cedo. Tomei decisões sérias (para mim) cedo. Colaborei com a minha mãe cedo. Comecei a trabalhar no tempo certo.
Desde que comecei a trabalhar, nunca tive um emprego de "faz de conta". Quer dizer, tive uma única oportunidade de trabalhar menos, mas não foi legal.
Sempre me dediquei aos amigos. Sempre tive muitos amigos. Sempre entendi as diferenças entre eles. Sempre amei meus amigos. Sempre fui feliz com meus amigos.
Mudei de cidade algumas vezes.
Em todas fui feliz. Hoje sou bem mais.
Mas eu não sou mais, essa da foto.
Eu mudei.