Pular para o conteúdo principal

Domingo na Praça - Belém do Pará



O Pará está na moda. Mais pela gastronomia que pelos outros atrativos, mas a bem da verdade, achei Belém um destino e tanto!

Ricardo Freire  uma vez disse que o Pará era o destino mais legal que alguém não queria conhecer e acho que ele conseguiu traduzir de uma forma incrível o que é o destino, embora só tenhamos conseguido ficar poucos dias em Belém, não podendo desfrutar, por exemplo, da Ilha de Marajó.

Entendo que Belém ainda figure no contexto de "Destino Exótico" do país e percebi isso quando falava que iria finalizar minhas férias por lá e via olhares duvidosos, caretas e muitas perguntas, do tipo: - Tens parente lá? - Vais a trabalho?

O fato é que resolvemos conhecer para aproveitarmos o momento de fama do lugar, a vontade "desde sempre" do maridão e a oportunidade de sanar uma dívida minha antiga, que era a de não conhecer uma cidade praticamente ao lado da minha terra natal.

Após decidirmos a viagem, lemos muito sobre a gastronomia local, sobre os restaurantes que estão fazendo história, sobre os chef's badalados que com seus talentos transformaram a comida paraense em referência no Brasil e principalmente, sobre os insumos amazônicos que bombam hoje em dia.

A cidade de Belém nos surpreendeu desde a hora que desembarcamos nela. O aeroporto, as praças, os prédios e os principais atrativos que visitamos, nos deixaram surpresos e com vontade de voltar para vermos mais e mais.


Nos hospedamos num hotel muito simples, mas com uma localização muito boa: em frente à Praça da República, que para nossa sorte, tem uma feirinha tradicional todos os domingos. Além da feirinha, a Praça abriga o Teatro da Paz, com visitações de hora em hora, exceto às segundas-feiras.

Passeamos pela feirinha, compramos coisinhas bacanas, experimentamos pela primeira vez a pupunha e fomos entrando no clima amazônico.


Uma das coisas mais bacanas em Belém é a mania que os moradores tem, de tomar sucos. Confesso que em nenhum dos lugares pelos quais já passei,  tomar suco de frutas regionais é um programa tão divertido e diferente!

Em vários lugares se vê banquinhas com garrafas e caixas térmicas cheias de sucos das frutas mais deliciosas desse mundo: taperebá (o nosso velho conhecido cajá), cacau, graviola e várias outras delícias. Tomei alguns, mas um de acerola, certamente, ficará na minha memória como o suco mais gostoso da vida. A cremosidade e a textura daquele suco, creio que jamais serei capaz de sentir, a não ser que volte para lá.



A feirinha na Praça da República vende de tudo. Bijuox, discos, comidinhas, castanhas, biscoitos, peixes (isso mesmo!) e bombons, muitos bombons.
É muita coisa pra ver e experimentar.
As banquinhas se espalham pelo perímetro da praça inteira e olha que ela é enorme...

Achei a praça interessantíssima. As pessoas curtem passear nela. Sentam nos bancos, bebem cervejas, sucos, conversam e deitam na grama como se estivessem em piqueniques. Lindão!





A pupunha, bem, já falamos dela aqui mesmo no Blog. Delícia de sabor indescritível pra mim.


Os bombons, doces e todo o tipo de gostosura de cupuaçu, bacuri, açaí e castanha do Pará, formam um capítulo à parte da gastronomia paraense. Impossível voltar de lá sem dezenas de exemplares.

O cupuaçu e o bacuri são frutas amazônicas de sabores muito exóticos. Ou você ama ou odeia. Eu, amo muito, assim...muito mesmo, essas duas delícias.

O açaí além de rechear bombons, é um dos mais importantes alimentos da região. Faz parte do cardápio diário dos paraenses e com um peixe frito, hum....







Esse post representa o nosso primeiro dia em Belém e muita coisa ainda viria a nos surpreender!
Segura um pouquinho que vem mais coisa bacana por aqui.

Inté!

Fotos: Italo Genovei

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Patinhas de caranguejo ao molho vinagrete

O vinagrete do jeito que eu gosto...

Ingredientes
1Kg de patinha de caranguejo (de preferência do Maranhão, hehe) 2 tomates maduros 1 cebola 1 pimentão verde (que pode ser o da sua preferência) 1 maço de cheiro verde (se você preferir) ou apenas cebolinha 2 limões Sal Azeite para temperar
Modo de preparar
Afervente as patinhas em água com umas pitadinhas de sal. Veja bem, aferventar não é ferver. Basta abrir fervura e elas começarem a ficar cor de rosa, é pra tirar do fogo. Reserve e deixe esfriar. Se ficarem muito tempo no fogo elas ficam duras e na verdade elas devem ficar macias. Após lavar os legumes, corte em pedaços uniformes e bem pequenos, assim como o tomate (que é uma fruta). Para mim, quanto menor, melhor. Misture todos os legumes cortadinhos num bowl, tempere com o suco do limão, sal e bastante azeite. Acrescente um pouco de água filtrada para dar um pouco mais de molho ao vinagrete. Arrume as patinhas num refratário deixando-as com o "cabinho" pra cima. Dessa forma fica mais f…

Raposa, MA - passeio náutico que vale a pena!

Em meio às férias, resolvemos passear de barco pela Raposa, município da área metropolitana da Ilha de São Luís.
O município é pequeno. Grosso modo, deve ter por volta de 35 mil habitantes no máximo.
Tem uma cultura pesqueira muito interessante e também é um polo rendeiro de destaque em São Luís.

A cidade em si, não é muito atraente. São ruas estreitas, com casas, em sua maioria, de madeira, que lembram palafitas, no sentindo mais geral do termo.
Percebe-se a falta de saneamento básico na cidade e uma certa desordem urbana. Basta para isso, percorrer suas ruas para entender do que estou falando. Banheiros improvisados próximos aos mangues e muito lixo acumulado nas ruas e entre as casas é um dos retratos mais gritantes ao darmos uma volta perímetro urbano.

A Raposa surgiu como uma colônia de pescadores, com início na década de 40 do século passado, por pescadores vindos do Ceará e rapidamente tornou-se um reduto cearense, com as mulheres rendeiras desenvolvendo seu trabalho e os pesc…

Óleo composto de soja e oliva. Não caia nessa!

Esses óleos compostos que tanto enganam os comensais espalhados por ai foram feitos para cozer, não para derramar em cima do prato pronto! Foram criados como uma alternativa para quem está com o orçamento apertado ou não tem costume de cozinhar com azeite de oliva.  Para um prato refogado, por exemplo, fica muito saboroso. O problema é que pelo fato de ser mais barato, os donos de alguns restaurantes de segunda, terceira, quarta e quinta categoria substituem o tradicional azeite por esse composto e a turma desavisada, derrama com gosto em cima do prato. Uma maldade! Vejo o povo jogando em cima da salada, sendo que em todos os compostos, 95%  é de óleo de soja e apenas 5% é de azeite (não extra-virgem!). Esperteza do restaurante que ganha por um produto de qualidade inferior e lerdeza do consumidor que não lê o que está consumindo. O consumo de azeite no país tem crescido assustadoramente, à proporção que  a gastronomia ganhou status de ciência e o poder aquisitivo da população melhorou.  De…