Pular para o conteúdo principal

Raposa, MA - passeio náutico que vale a pena!


Em meio às férias, resolvemos passear de barco pela Raposa, município da área metropolitana da Ilha de São Luís.
O município é pequeno. Grosso modo, deve ter por volta de 35 mil habitantes no máximo.
Tem uma cultura pesqueira muito interessante e também é um polo rendeiro de destaque em São Luís.

A cidade em si, não é muito atraente. São ruas estreitas, com casas, em sua maioria, de madeira, que lembram palafitas, no sentindo mais geral do termo.
Percebe-se a falta de saneamento básico na cidade e uma certa desordem urbana. Basta para isso, percorrer suas ruas para entender do que estou falando. Banheiros improvisados próximos aos mangues e muito lixo acumulado nas ruas e entre as casas é um dos retratos mais gritantes ao darmos uma volta perímetro urbano.

A Raposa surgiu como uma colônia de pescadores, com início na década de 40 do século passado, por pescadores vindos do Ceará e rapidamente tornou-se um reduto cearense, com as mulheres rendeiras desenvolvendo seu trabalho e os pescadores, imprimindo suas caraterísticas tanto no pescar, quanto na forma de cozinhar os peixes.

Vista da Raposa, do Mar

São Pedro, estátua em uma das praças da Raposa

O melhor da Raposa está em suas entranhas.
Os arredores e tudo que a cerca, são de uma beleza sem tamanho.
Não tire conclusões precipitadas ao entrar na cidade e ver casinhas simples, com ar bagunçado, meio sujas e demodês.
Ao passar pelas principais ruas, você culmina com um porto e um mar cintilante, igual ao da primeira foto deste post.

Tivemos que fazer um passeio de 2 horas apenas, pois por ali quem manda é o mar e ele ordenou que somente duas horas eram o suficiente para ficarmos encantados.

A paisagem lembra muito os lençois maranhenses com dunas, lagoas, mangues, praias e rios.
Numa comparação engraçada, mas não menos criativa, o que visitamos, é conhecido como as "fronhas maranhenses", fazendo um trocadilho do seu tamanho em relação ao atrativo mais famoso, que fica no litoral leste do Maranhão.


Do barco, avistam-se as primeiras fronhas...

Em determinados ângulos, não dá pra diferenciar dos lençois

Usamos uma embarcação para 26 pessoas, mas éramos apenas 9.

O passeio faz paradas estratégicas para contemplarmos os vários tipos de mangues, as dunas e a praia, excelente para banho, já que é isolada e possui índice mínimo de poluição.

Durante o passeio também vemos vários espécies de caranguejos, aves como garças, guarás, gaivotas, dentre outros.

A minha sensação era de liberdade e alegria!

Os coletes, como em qualquer passeio náutico, são itens obrigatórios.



Parte da família (a paulista!)

A outra parte - a maranhense. Só as meninas!

Sogra e sogro

Ela, a razão de tudo isso!

Aqui, pedacinhos de carinho ao longo do passeio.
Em sentido horário: Italo e Álvaro, Riba, da Ribatur, nosso guia atencioso e animado, Louise (afilhada), refletindo sobre a vida e Bel (irmã) com a sogra, alegres com tudo aquilo! Ah, e eu!


Como tinha dito lá no início, a Raposa é um polo pesqueiro muito importante para São Luís. Os peixes chegam no porto fresquinhos e tem sempre uma fila de gente pra comprar.
Além do peixe fresco, confesso que adoro como eles trabalham os peixes salgados. O peixe seco fica secando no sol e na sombra e o resultado são peixes secos, mas úmidos.


Ao longo do passeio é possível ver várias casas que vendem peixes secos.
O cheiro de tudo aquilo é cativante para mim, ao contrário do que muitos possam achar.
Peixes serra, Cangatãs, Meros e Arraias são os exemplares mais encontrados. Foi entrar naquelas casinhas, sentir o cheiro e lembrar da casa da minha vó, que sempre apreciou peixe salgado cozido com leite de coco. Hum...




Outro aspecto interessante da Raposa, são as rendas produzidas lá.
A maioria é renda de bilro e de uma técnica chamada filé. São camisas, camisetas, xales, coletinhos, redes, saídas de praia e todo tipo de indumentária que combina com calor, praia e sol.
Não achei os preços tão bacanas, como já achei tempos atrás, mas ainda assim, algumas peças valem muito mesmo.



A gastronomia não poderia ficar de fora de um passeio desses, não é mesmo?
Após o cansaço do passeio e de banhos de mar muito divertidos, a barriga exigiu e fomos a um autêntico restaurante especializado em peixes e frutos do mar, comer comidinha fresca vinda direto do porto!
A anchova é o mais famoso exemplar de culinária típica da Raposa. Na brasa, com arroz temperado, farofa, vinagrete e vatapá, o prato faz muito sucesso e satisfaz todos os paladares!
Aproveitamos e pedimos também carne de sol para diversificar a mesa!



A paisagem de todo o passeio vale muito a pena.
É um passeio diferente e enriquecedor, mas atenção: esqueça aqueles passeios pasteurizados que existem ao longo da costa brasileira. O mar do Maranhão é diferente e as paisagens também.
O passeio não contempla praias com mar azul e coqueirinhos. O negócio aqui é totalmente diferente: é preciso estar de coração e peito aberto para saber apreciar!

Usamos:
RibaTur - Agência de turismo
tratar com Riba ou Vanda
(98) 8167 - 6553
(98) 8721 - 6663
(98) 8848 - 0977




Comentários

Giselle disse…
Ola Beatrice

gostaria de saber em relacao aos precos, do passeio em si e do almoco.

obrigada

Postagens mais visitadas deste blog

Patinhas de caranguejo ao molho vinagrete

O vinagrete do jeito que eu gosto...

Ingredientes
1Kg de patinha de caranguejo (de preferência do Maranhão, hehe) 2 tomates maduros 1 cebola 1 pimentão verde (que pode ser o da sua preferência) 1 maço de cheiro verde (se você preferir) ou apenas cebolinha 2 limões Sal Azeite para temperar
Modo de preparar
Afervente as patinhas em água com umas pitadinhas de sal. Veja bem, aferventar não é ferver. Basta abrir fervura e elas começarem a ficar cor de rosa, é pra tirar do fogo. Reserve e deixe esfriar. Se ficarem muito tempo no fogo elas ficam duras e na verdade elas devem ficar macias. Após lavar os legumes, corte em pedaços uniformes e bem pequenos, assim como o tomate (que é uma fruta). Para mim, quanto menor, melhor. Misture todos os legumes cortadinhos num bowl, tempere com o suco do limão, sal e bastante azeite. Acrescente um pouco de água filtrada para dar um pouco mais de molho ao vinagrete. Arrume as patinhas num refratário deixando-as com o "cabinho" pra cima. Dessa forma fica mais f…

Óleo composto de soja e oliva. Não caia nessa!

Esses óleos compostos que tanto enganam os comensais espalhados por ai foram feitos para cozer, não para derramar em cima do prato pronto! Foram criados como uma alternativa para quem está com o orçamento apertado ou não tem costume de cozinhar com azeite de oliva.  Para um prato refogado, por exemplo, fica muito saboroso. O problema é que pelo fato de ser mais barato, os donos de alguns restaurantes de segunda, terceira, quarta e quinta categoria substituem o tradicional azeite por esse composto e a turma desavisada, derrama com gosto em cima do prato. Uma maldade! Vejo o povo jogando em cima da salada, sendo que em todos os compostos, 95%  é de óleo de soja e apenas 5% é de azeite (não extra-virgem!). Esperteza do restaurante que ganha por um produto de qualidade inferior e lerdeza do consumidor que não lê o que está consumindo. O consumo de azeite no país tem crescido assustadoramente, à proporção que  a gastronomia ganhou status de ciência e o poder aquisitivo da população melhorou.  De…