domingo, 26 de janeiro de 2014

De volta

Cheguei e sobrevivi!
Tive um dia de folga e andei pela cidade.
Não dava pra não tirar uma foto estilão "selfie", não?

Em breve, voltamos à nossa programação normal.

Semana bacanona gente!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Fé!


Esta semana será uma semana muito difícil pra mim.
A minha mãe fará uma cirurgia complicada amanhã, no mesmo dia em que chego do outro lado do oceano.
Isso mesmo. Viajo daqui a pouco (a trabalho) para Madrid e praticamente ao mesmo momento em que desembarco em terras madrileñas, ela entra na sala de cirurgia.
Meu coração está saltando pela boca, além de eu estar sentindo um aperto no peito danado. Estou sentindo a mesma coisa que senti quando saí de São Luís há pelo menos duas semanas: um misto de impotência e fé.

Quando a viagem a Madrid foi marcada, nada disso existia. Minha mãe não estava doente e eu poderia ir trabalhar com o coração focado na cidade e no trabalho, mas não! A vida tem essa mania de colocar tudo ao mesmo tempo pra gente... Testando, exaurindo nossas forças, nos deixando a ponto de explodir quase sempre. Já me perguntei durante muito tempo o porquê disso, mas agora não pergunto mais. As respostas foram chegando e ainda chegarão, cada uma de uma forma e por um motivo.

Calculei as férias para poder acompanhá-la na cirurgia. Calculei os dias, os momentos e os programas, mas quem disse que a vida se calcula?

Tenho fé de que tudo vai dar certo.
Tenho fé que Deus só dá uma missão a quem consegue suportar.
Tenho fé de que sairei disso muito mais forte.
Tenho fé que minha mãe vai driblar mais essa.
Tenho fé. Muita fé!

Não sei ao certo quando volto para atualizar o bloguito, mas conto com sua paciência e compreensão. Na semana que vem, voltamos à vida como ela é.

Vou contando algumas coisinhas pelo Instagram (@ocioviagensegastronomia) e pelo Face (Curte lá!)


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Depois das férias: mente sã e corpo não!

Você volta das férias com a mente em completo delírio! Tudo tá bem, as broncas do trabalho não existem e sua cor causa inveja por onde você passa.
O seu corpo, por sua vez, está um bagaço só.
As roupas não entram. Os sapatos estão apertados. Pra resumir, você tá só o pó da rabiola!
Eu, além de gripada, cheguei com uns desconfortos abdominais, se é que você também tem um intestino temperamental. As férias acabaram e eu estava acabada fisicamente. Muito acabada.
Tivemos uns dias para descansar antes de voltarmos ao batente, ainda bem.
Em um dos dias, dormi o dia inteiro. Vi o maridão rapidamente, entre uma refeição e outra, que graças a Deus, ele fez.
Estava como esse cachorrinho, fotografado lá pelas bandas do Maranhão... fraco e sonolento.
Passada a semana (que mal senti passar), estou cansada novamente.
A mala que ainda não desfiz por completo, volta a se agitar, já que embarco na segunda para uma viagem a trabalho.
As necessaries que tanto me estressaram esta semana, porque não acho nada em lugar nenhum (não desarrumei a mala!), entram de novo na minha vida.
E assim, a vida segue.




segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Raposa, MA - passeio náutico que vale a pena!


Em meio às férias, resolvemos passear de barco pela Raposa, município da área metropolitana da Ilha de São Luís.
O município é pequeno. Grosso modo, deve ter por volta de 35 mil habitantes no máximo.
Tem uma cultura pesqueira muito interessante e também é um polo rendeiro de destaque em São Luís.

A cidade em si, não é muito atraente. São ruas estreitas, com casas, em sua maioria, de madeira, que lembram palafitas, no sentindo mais geral do termo.
Percebe-se a falta de saneamento básico na cidade e uma certa desordem urbana. Basta para isso, percorrer suas ruas para entender do que estou falando. Banheiros improvisados próximos aos mangues e muito lixo acumulado nas ruas e entre as casas é um dos retratos mais gritantes ao darmos uma volta perímetro urbano.

A Raposa surgiu como uma colônia de pescadores, com início na década de 40 do século passado, por pescadores vindos do Ceará e rapidamente tornou-se um reduto cearense, com as mulheres rendeiras desenvolvendo seu trabalho e os pescadores, imprimindo suas caraterísticas tanto no pescar, quanto na forma de cozinhar os peixes.

Vista da Raposa, do Mar

São Pedro, estátua em uma das praças da Raposa

O melhor da Raposa está em suas entranhas.
Os arredores e tudo que a cerca, são de uma beleza sem tamanho.
Não tire conclusões precipitadas ao entrar na cidade e ver casinhas simples, com ar bagunçado, meio sujas e demodês.
Ao passar pelas principais ruas, você culmina com um porto e um mar cintilante, igual ao da primeira foto deste post.

Tivemos que fazer um passeio de 2 horas apenas, pois por ali quem manda é o mar e ele ordenou que somente duas horas eram o suficiente para ficarmos encantados.

A paisagem lembra muito os lençois maranhenses com dunas, lagoas, mangues, praias e rios.
Numa comparação engraçada, mas não menos criativa, o que visitamos, é conhecido como as "fronhas maranhenses", fazendo um trocadilho do seu tamanho em relação ao atrativo mais famoso, que fica no litoral leste do Maranhão.


Do barco, avistam-se as primeiras fronhas...

Em determinados ângulos, não dá pra diferenciar dos lençois

Usamos uma embarcação para 26 pessoas, mas éramos apenas 9.

O passeio faz paradas estratégicas para contemplarmos os vários tipos de mangues, as dunas e a praia, excelente para banho, já que é isolada e possui índice mínimo de poluição.

Durante o passeio também vemos vários espécies de caranguejos, aves como garças, guarás, gaivotas, dentre outros.

A minha sensação era de liberdade e alegria!

Os coletes, como em qualquer passeio náutico, são itens obrigatórios.



Parte da família (a paulista!)

A outra parte - a maranhense. Só as meninas!

Sogra e sogro

Ela, a razão de tudo isso!

Aqui, pedacinhos de carinho ao longo do passeio.
Em sentido horário: Italo e Álvaro, Riba, da Ribatur, nosso guia atencioso e animado, Louise (afilhada), refletindo sobre a vida e Bel (irmã) com a sogra, alegres com tudo aquilo! Ah, e eu!


Como tinha dito lá no início, a Raposa é um polo pesqueiro muito importante para São Luís. Os peixes chegam no porto fresquinhos e tem sempre uma fila de gente pra comprar.
Além do peixe fresco, confesso que adoro como eles trabalham os peixes salgados. O peixe seco fica secando no sol e na sombra e o resultado são peixes secos, mas úmidos.


Ao longo do passeio é possível ver várias casas que vendem peixes secos.
O cheiro de tudo aquilo é cativante para mim, ao contrário do que muitos possam achar.
Peixes serra, Cangatãs, Meros e Arraias são os exemplares mais encontrados. Foi entrar naquelas casinhas, sentir o cheiro e lembrar da casa da minha vó, que sempre apreciou peixe salgado cozido com leite de coco. Hum...




Outro aspecto interessante da Raposa, são as rendas produzidas lá.
A maioria é renda de bilro e de uma técnica chamada filé. São camisas, camisetas, xales, coletinhos, redes, saídas de praia e todo tipo de indumentária que combina com calor, praia e sol.
Não achei os preços tão bacanas, como já achei tempos atrás, mas ainda assim, algumas peças valem muito mesmo.



A gastronomia não poderia ficar de fora de um passeio desses, não é mesmo?
Após o cansaço do passeio e de banhos de mar muito divertidos, a barriga exigiu e fomos a um autêntico restaurante especializado em peixes e frutos do mar, comer comidinha fresca vinda direto do porto!
A anchova é o mais famoso exemplar de culinária típica da Raposa. Na brasa, com arroz temperado, farofa, vinagrete e vatapá, o prato faz muito sucesso e satisfaz todos os paladares!
Aproveitamos e pedimos também carne de sol para diversificar a mesa!



A paisagem de todo o passeio vale muito a pena.
É um passeio diferente e enriquecedor, mas atenção: esqueça aqueles passeios pasteurizados que existem ao longo da costa brasileira. O mar do Maranhão é diferente e as paisagens também.
O passeio não contempla praias com mar azul e coqueirinhos. O negócio aqui é totalmente diferente: é preciso estar de coração e peito aberto para saber apreciar!

Usamos:
RibaTur - Agência de turismo
tratar com Riba ou Vanda
(98) 8167 - 6553
(98) 8721 - 6663
(98) 8848 - 0977




domingo, 12 de janeiro de 2014

Viagem a São Luís em tempos difíceis


Só se fala do Maranhão.
A palavra Pedrinhas pautou todas as grandes mídias no País e causou revolta e temor  em todos que assistiam.
Para os maranhenses, motivo de medo, terror, angústia e mais vergonha, porque faz tempo que o estado é protagonista de estatísticas pífias e vergonhosas.
Os piores indicadores sociais e econômicos são do Maranhão. A educação é uma farsa. A moradia é vergonhosa e a pobreza ainda é o recorte mais visto.

Estava em São Luís em todo o período da barbárie em Pedrinhas. Teve um dia que estávamos num happy hour e ficamos quase que isolados, porque o terror também veio por torpedos, ligações e pelo facebook. Todos avisando para voltarmos para casa. E nós,  em plenas férias.
Um horror.

Na mesma semana também fomos pauta por causa da dragagem de vários carros pelo mar na Praia do Araçagy, famosa praia em que é permitido o tráfego de carros.
Em todos os jornais, sites e Tv's a imagem dos carros mergulhados em água salgada e seus donos choramingando o prejuízo.
Isso não é uma vergonha. Pelo menos não senti. Pelo contrário, é uma questão cultural e natural, que a cidade e seus habitantes convivem tranquilamente.
O foda foi tudo acontecer no mesmo período e o Maranhão entrar nos lares brasileiros, como socos gratuitos nos estômagos.

É uma pena que todos agora conheçam o Maranhão com essas bombas.
É uma pena que todos saibam que existe um presídio chamado Pedrinhas e que ele é um "estado" de fato e de direito, dentro de um estado, sem fatos e direitos.

O ano novo já começa com muito ranço, com muita conta pra acertar, com muita mágoa no coração.
Pelo menos para os maranhenses.




Em tempo

Passaram-se 26 dias desde a última postagem.
Assunto não faltou.
Disposição também não.
O que faltou foi tempo.
A correria foi grande, tanto antes de viajar, quanto durante a viagem, estendendo-se à pós viagem.
Antes de sair de São Paulo, não consegui me organizar a tempo de escrever, me despedir, desejar feliz ano ano, arrumar mala e comprar presentes, além de fazer unha, namorar o marido, almoçar na sogra e beber umas antes da virada do ano. Correria mesmo!

Então, em tempo, gostaria de desejar um ano novo para você cheinho de coisas bacanas, dessas assim, de encher a boca e o coração.
Que seus sonhos se realizem e se não, que pelo menos, sejam semeados este ano.

Sucessão!