terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Paraty e o centro histórico cheio de poesia


A minha relação com Paraty é antes de mais nada, afetiva.
Quando fui a primeira vez, sabia que tinha algo especial lá.
Cheguei e fui embriagada por uma aura de poesia e de liberdade nunca sentida em nenhum outro lugar.
Foi ali também que me apaixonei perdidamente por um poeta meio marginal em relação à toda aquela festa (foi na Festa literária de Paraty - FLIP de 2007).
Esse poeta me encantou exatamente por estar à margem de toda aquela pose comum em festas desse tipo.
[...]
Os anos se passaram, muita ponte aérea rolou nessa história, estamos casados oficialmente há quatro anos e agora com uma novidade: esperando nosso primeiro filho e muito mais apaixonados a cada dia.
É ou não é para amar esse lugar?

A cidade é paradoxal. São aglomerados desordenados ao redor de um centro histórico divino, que mais parece um museu a céu aberto. São incontáveis amostras de uma arquitetura linda, poética e bucólica.
Paraty tem um ritmo próprio e insiste em ser pequena. Tenho a impressão que quer ser pequena, mas elegante, resgatando sua aura da época do caminho do ouro.
Isso pode ser sentido pela grande efervescência artística que existe por lá. Os ateliês espalhados pela cidade são prova de quão criativos são os artistas instalados em vários casarões nas principais ruas do centro histórico.
São estruturas de bom gosto, com peças lindas e muitas vezes caras, mas para quem aprecia arte e artesanato de primeira, lá é um dos melhores lugares para comprar.

As ruas com pouca luz à noite ainda transformam o centro em um lugar mais especial, que são emoldurados com ótimos pequenos restaurantes românticos e com comidinhas fusion para todos os gostos.
Caminhar pelas suas ruas [mesmo reclamando das pedras "pés-de-moleque" que incomodam até quem está de tênis], coladinho em quem é especial, dá uma sensação boa de acolhimento e prazer. Estivemos rapidamente no último final de semana, mas o suficiente para desfrutar da beleza da cidade e voltarmos energizados para o ano novo.

Abaixo, pequenas amostras de toda essa belezura do Centro Histórico.

Enjoy!








quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Pão de Alho feito em casa. Hummmmm!


Deu uma vontade absurda de comer pão de alho.
Cheguei no mercado e só tem pacotes com pelo menos 6 pães grandes, o que para nós é realmente muita coisa.
Mesmo comendo um pouquinho mais depois da gravidez, nunca dá pra comer tudo dos pacotes e acabo entupindo a geladeira de metades e mais metades de coisas.

Resolvi então comprar 4 mini pães franceses e matar a vontade por aqui mesmo.

Fiz uma pasta com alho ralado, manteiga com sal e orégano. Cortei os pães em sentido longitudinal, passei o creme e ainda finalizei com uns pedacinhos de muçarela para dar um tchan (ou pra deixar mais gordo, se você preferir).
Deixei no forno a 180 graus uns 10 minutos até ficar quase crocante. Hummm...

Na grelha é muito melhor, é claro, mas na falta de um bom churrasco por esses tempos, esses mini pãezinhos quebraram um "galhão".

Comi bem quentinhos como entrada. Nossa, delícia!



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Embaixada Paraense na Benedito Calixto: o jambu é o rei!

A comida paraense está realmente na moda.
Quem vem acompanhando o mercado gastronômico do Brasil ao longo desses últimos anos, consegue perceber claramente o trabalho árduo dos chefs e culinaristas paraenses em mostrar o que é uma comida exótica para o resto do Brasil e do mundo.
Eles venceram e ainda vencem preconceitos em relação ao Norte do Brasil, mas estão conseguindo mostrar uma comida bem feita, saborosa, diferente e única.
Não é só o Pará que tem insumos diferenciados, muitos outros estados do Norte e Nordeste do Brasil também possuem, mas reconheço a luta de todos os paraenses em fazer um trabalho sério de propagação das delícias consumidas nesse Estado tão diverso.

No espaço dedicado à venda de comidinhas na Praça Benedito Calixto, praça cheia de bossa localizada em Pinheiros (e que vamos e vamos e vamos....), há petiscos para todos os gostos. Dentre as várias barraquinhas, a Embaixada Paraense é uma que está sempre bombando.
Sábado agora paramos lá novamente e fiquei só na vontade da minha cerpinha gelada :(
Em compensação, pedimos um escondidinho gostosíssimo! Feito com mandioca, carne seca e jambu... uma misturinha pra lá de boa. Achei bem equilibrado e mesmo o jambu refogado, não deixa a língua adormecer muito.
Além do escondidinho, comemos uma bolinho de carne com queijo gouda e jambu que também amamos.
Pena que não tinha suco de taperebá, o meu favorito!

Se estiver passando pela Benedito, encosta lá e deixa o jambu te levar...

Importante: a maioria das barraquinhas ficará fechada nesse final de ano, só voltando em janeiro!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Não foi presentão, foi lembrancinha, mas com o mesmo amor de sempre!




Amo dar presentes. Se pudesse, encheria os amigos e familiares de muitos mimos.
Este ano, com uma conta gigante que é ter um bebê, tive que diminuir as contas e otimizar uma série de presentes.
Acredito que as famílias vão entender.
Para os amigos de São Luís infelizmente não mandei quase nada por falta de oportunidade mesmo. Para os amigos daqui, resolvi fazer lembrancinhas que parecem comigo e que iam agradar a todos os paladares: sal temperado.
Vi no Panelaterapia a ideia e fiz quase igual, afinal, ideias boas devem ser compartilhadas.
Resolvi fazer sal temperado para a galera do trabalho e para alguns outros amigos. Usei sal grosso e temperei com ervas finas.
Fiz etiquetinhas com meus cortadores, prendi com barbante amarelo em potinhos que comprei especialmente para isso.
Ah, detalhe: é preciso lavar os potinhos e escaldar com água fervente para esterilizar.

Aqui abaixo, fiz pacotinhos com guloseimas para os nossos porteiros. O detalhe que mais amei, foram as fitinhas brancas com mensagens positivas para 2015. Fiz um pacotinho para cada porteiro, zelador e faxineiro.

Agora só faltam minhas duas vizinhas de andar. Quero fazer algo de ano novo. Acho muito gentil oferecer mimos aos vizinhos mais próximos. Nos cumprimentamos, conversamos, acabamos trocando coisas boas e algumas lamúrias também. Porque não presentear, mesmo que seja com lembrancinhas, para celebrar estarmos todos juntos e seguindo em mais um ano de muita luta?



Para você que me acompanha, mesmo que de vez em quando, meu mimo é desejar muita saúde e coisas boas para você também!

Mamãe em São Paulo: compras e comidinhas



Com a minha impossibilidade de viajar de avião até o bebê nascer, vou ficando por aqui esse período.
Minha mãe querida veio para uma semaninha conosco e bem na semana que estou de férias, amém.
Foi vê-la no aeroporto chegando que comecei a abrir o berreiro! Eu passava a mão na minha barriga e mostrava pra ela chorando.
Essa emoção, de fato, foi novidade...
Recuperei-me de tudo e já levei a danadinha pra tomar café na Jupan, padoca ao lado de casa que faz a alegria dos meus visitantes.
Ela ama!

Não foi bem uma semana de passeios turísticos.
Ela quis mesmo foi sair para comprar presentes para a família. O que andamos nos centros de compra populares dessa cidade não está no gibi (lembram dessa?).
Fomos no Brás, na Zé Paulino, na 25 de Março, dentre outros.
Empurra-empurra, sacolas pesadas, calor, cansaço, minhas pernas inchando, minha barriga de 28 semanas, enfim, não foi fácil, embora prazeroso.
Além dessas andanças, fui ao dentista, ao médico, fomos pagar uma promessa na Igreja de Santo Expedito, além de irmos com o sogro e a sogra na Benedito Calixto, que ela nunca tinha ido.
Ela fica meio assustada com tudo, embora goste de conhecer coisas novas.
Acho que é tanta novidade, que ela fica meio zonza com tudo, mas aproveita as ofertas e faz muitas compras!
Está lindona com esse cabelinho estiloso.
Posso dizer que após um ano muito difícil, abandonar os chapeus e lenços foi uma grande vitória!

Maridão com sogra e sogro na Benedito Calixto

Mamis na Paulista. Adora enfeites de Natal



Momento cabelinhos novos e comidinhas paulistanas

Amor sempre.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Arte, milho e ervilhas

Você se dispõe a enfrentar uma fila gigante para poder apreciar uma das mais badaladas exposições dos últimos tempos;
Vai a um prédio belíssimo e repleto de histórias;
Vê pessoas, troca ideias e se diverte;
Passa rapidamente na cafeteria e sai da exposição.

[...]



Aí na saída tem um quadro super criativo com post its e canetinhas, perguntando o que faltou em sua visita e você, levando em consideração toda a sua saga para contemplar as obras do Ron Mueck, escreve...


Posso com isso?

domingo, 23 de novembro de 2014

Exposição Ron Mueck - espanto e genialidade!


Ron Mueck é australiano e autor dessas obras impressionantemente reais. São esculturas em tamanhos variados. Na verdade, são em tamanhos monumentais ou mesmo muito menores que os de uma pessoa de estatura média.
Utiliza materiais diversos para chegar aos perfeitos detalhes: fibra de vidro, resina, acrílico e silicone à partir de um modelo em argila. Os detalhes como veias, pelos, rugas, unhas, só pra falar do que mais me chamou a atenção, são incríveis.
O excesso de realismo é o que de fato mais impressiona, sem falar é claro, no contexto em que o artista te leva a pensar, como o porquê, qual a motivação e em que situação aquele personagem estaria sendo retratado.
Cada obra te leva a pensar em alguma coisa diferente, mas com a mesma admiração e espanto que você observa todas.

Vi uma matéria sobre esse artista ano passado em algum canal pago e me interessei. Este ano, já esteve em cartaz no Rio de Janeiro e confesso que estava ansiosa para que chegasse por aqui.

O problema são sempre as filas em todas as exposições boas: para entrar na Pinacoteca as filas são desumanas! Chegamos por volta das 11h e você tem a impressão de que aquelas filas não vão acabar nunca mais. Tem fila fora da Pinacoteca (mais ou menos 1 hora), depois você entra nos jardins e tem outra fila para ter acesso às obras (imagino que mais umas duas horas mais ou menos).
Usufruí do benefício concedido às grávidas, que é ter preferência para entrar e conseguimos estar de frente para a primeira obra do Mueck em menos de 1 minuto após chegarmos. Não preciso dizer que amei essa possibilidade, principalmente porque quase nunca me utilizo desse direito (esqueço, na verdade).

Outra coisa um tanto incômoda nessas exposições, é a falta de educação das pessoas, mas isso a gente tira de letra e consegue curtir tudo, sempre!
[Algumas pessoas não sabem se comportar: ultrapassam os espaços delimitados para segurança da obra, conversam sobre todos os assuntos enquanto você está observando, ao invés de contemplarem, passam na frente, tiram fotos e empurram os outros... Lembrei quando fomos ao Memorial da América Latina ver os quadros Guerra e Paz do Portinari, tinha um casal intelectualóide falando da obra, da vida do artista, das influências, etc, atrapalhando todos que estavam próximos - uns chatos, eu diria]

Bom, de qualquer forma, valeu muito ter ido ver as obras do Ron Mueck. Nunca tinha visto nada tão perto do real e que me chamasse tanto a atenção.

Conselho de amiga? Corre que com um esforcinho, dá pra ver!

Obra: À deriva

Obra: Máscara II (sem dúvida a mais impressionante de todas - autorretrato do artista)




:
Obra: Natureza morta (essa obra também chama muito a atenção pelo tamanho e pelos detalhes das texturas do corpo do frango) 

Obra: Juventude

Obras: Jovem Casal e Mulher com as compras

Obra: Mulher com galhos

Obra: Homem em um barco (o barco tem tamanho real e o homem é pequenininho)

Obra: Casal debaixo do guarda-sol (escultura em uma escala enorme. Parecemos muito pequenos diante dessa obra... mas não somos?)

A difícil arte de tirar uma foto com pouca gente ao lado.
A exposição fica em cartaz na Pinacoteca até 2 de fevereiro de 2015.
Praça da Luz, 2. (Estação Luz do Metrô)
www.pinacoteca.org.br
R$ 6,00
Terça a domingo, das 10h às 18h
Quinta, das 10h às 22h, com entrada gratuita à partir das 17h

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O caldo na saída da balada!


A mania de tomar caldos após as baladas vem de longe.
Mesmo São Luís sendo uma terra quente, com temperaturas que ultrapassam facilmente os 30 graus, tomar caldos nada tem a ver com o fato da iguaria aquecer o corpo e sim, à possibilidade de recompor as energias e preparar o corpo para outras e outras festas.
Ludovicense adora diversão, aprecia sair e se divertir, mas a festa só está completa quando na volta pra casa dá pra parar e tomar um “caldinho”. Assim, o corpo se fortalece e se prepara para uma provável ressaca da melhor maneira possível.
Muito antes de a cidade oferecer aos seus cidadãos várias “casas de caldo”, eu já tomava caldinhos na casa da mamãe para repor as energias e expulsar a preguiça.
Lembro que aos domingos já acordávamos com o cheirinho vindo da cozinha. A mamãe sempre acordou mais cedo para deixar tudo pronto. Aos poucos os amigos iam chegando para aproveitar a iguaria feita com muito carinho e sabor. A “suadeira” era inevitável, assim como as cervejinhas após tudo isso.
Os caldos mais famosos lá em casa sempre foram o de mocotó, peixe, sururu e o de ovos. Esse, um verdadeiro clássico maranhense! Todos os sabores feitos pela mamãe, com altíssimo grau de delícia, é claro!
A culinária maranhense, muito variada, tem em seu DNA muitos pratos ensopados, cozidos e guisados, o que reflete a diversidade das nossas influências étnicas.
As casas especializadas em caldos oferecem em seus menus muitos sabores ludovicenses. Além dos comuns lá em casa e já citados, existem outras combinações de sucesso como o caldo de sarnambi (marisco muito consumido em São Luís e em locais praianos, conhecido no mundo gourmet como amêijoa ou vôngole), de legumes, caldo verde, de camarão, de caranguejo e as misturas de vários desses juntos, dependendo do seu estômago e da sua vontade.
Os ensopados trazem consigo as referências antigas do poder curativo e de recuperação do corpo. Quem nunca, durante uma doença, não obedeceu a mãe ou a avó e tomou uma canjinha de galinha para que o corpo pudesse se restabelecer? Vem daí a nossa cultura de depois da “cachaça” tomar um caldo para ficar em pé e por isso mesmo, já está sacramentado: saindo das farras, tem que tomar um caldinho para poder dormir com o estômago forrado e acordar bem.
Em um passado recente, fui a uma famosa casa de caldos da cidade e pedi um caldo de sururu. A decepção foi enorme! Além do atendimento sofrível que é recorrente, o caldo tinha gosto de amido de milho e farinha seca. Sururu que é bom, necas. Mesmo sem desculpa plausível, imagino que os caldos ficam congelados e por muito tempo guardados, sendo aquecidos a cada pedido.

Numa outra viagem, também recente, fui a duas outras casas de caldo e em ambas, os caldos estavam bons, mas ainda assim, minhas expectativas ficaram frustradas, pois com o histórico familiar e com uma mãe especialista em “caldinhos cura-ressaca”, fica muito difícil achar outros que possam concorrer! J

Jornal Cazumbá, novembro de 2014.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Ócio Baby

Gente, estou falando sobre a gravidez e o Vicenzo em outro blog.
Passem lá para dar uma olhada: chama Ócio Baby e por enquanto tem apenas três textinhos básicos, mas prometo que irei falar mais e mais...
Passa lá, vai?

domingo, 9 de novembro de 2014

Castelo Rá-Tim-Bum, a exposição.



O Castelo Rá-Tim-Bum foi um marco para várias gerações depois da minha.
Embora soubesse da existência e de vez em quando desse uma olhada na Tv Cultura, não acompanhei. Era muito educativo para mim, que já tinha meus 18, 19, 20 anos e como toda pessoa com essa idade, tinha a certeza de que já sabia tudo nessa vida.

Depois que o programa acabou, sempre ouvi excelentes críticas, longas matérias falando da importância pedagógica do programa e de tudo o que representou para pelo menos, umas três gerações e sempre quis saber um pouco mais sobre esse clássico nacional.

A exposição que está no Museu da Imagem e do Som - Mis, é um sucesso. Estava programada para ficar em cartaz até 12 de outubro, mas pelo buxixo que causou, abriram novos lotes de venda na internet (e graças à Marcela que me avisou bem na hora, conseguimos comprar num lote de 180 ingressos) e ficará até 25 de janeiro de 2015.

A exposição é muito divertida.
Devo imaginar a alegria e emoção daqueles que viveram aquela época e que acompanharam tudo diariamente.

Vendo todo o processo de criação na exposição, os cuidados com as réplicas perfeitas e com as peças originais e com a preocupação dos seus criadores em transmitir dicas e ensinamentos práticos, me senti feliz em mesmo agora, poder ter acesso a tudo isso.

Fomos eu, o maridão e a Carlinha, que assistia o programa duas vezes ao dia e estava de fato, muito feliz em ver tudo aquilo.


Painel na entrada da exposição



A porta do Castelo com o Porteiro. Todo mundo quer tirar foto


Tíbio e Perônio, os cientistas malucos


Difícil conseguir uma foto assim, sem ninguém por perto


Desse ratinho eu lembrava bem



Além dos ambientes, estão expostos os estudos de figurino e perucas. Bacanão!

Essa catraca na frente da casa dos passarinhos é demais!

A Carlinha e a cobra Celeste





Vários produtos foram licenciados na época do programa: sucesso é isso!

Nos aposentos da Morgana

Na casa dos passarinhos. Foto clássica da exposição.

Professor Abobrinha
Pesquisei agora no Ingresso Rápido e vi que todas as datas do site estão esgotadas.
As gerações que acompanharam tudo estão se divertindo com esse revival, embora eu também tenha visto na exposição inúmeras crianças que já nasceram muito após o programa acabar.
Ao mesmo tempo que isso tira a chance de quem teria muito interesse, criar novos públicos para exposições e mesmo para o mundo fantasioso do Castelo é um grane passo.