sábado, 26 de outubro de 2013

Cação ao molho de camarão - raspamos o prato!


Definitivamente fazer comida pra dois não é fácil.
A quantidade de comida às vezes nos engana. Ou é tempero demais, ou é de menos.
Quase sempre calculamos errado por aqui. As massas então, são um terror. Dizem os entendidos e os trocentos livros que tenho aqui, que sem contar o molho e recheios (em caso de massas recheadas - ai, adoro!), entre 80 e 100 gramas por pessoa é o ideal, fazendo uma média entre aquele que come "normal", o que come por três e aquela que come pouco.
Resumindo que a gente aqui faz errado porque está sempre cozinhando com fome e acha que vai comer muito, mas quando está tudo na mesa, já não rola a fome toda, uma coisa!
Parei pra ver o freezer esses dias e o que tem de sobra de comida não é brincadeira!

Final de semana passada, ao contrário do que acontece aqui, não sobrou nada do almoço!
Fizemos peixe ao molho de camarão e foi uma alegria só!

Já tínhamos comprado um cação há umas duas semanas, porque o maridão gosta. Eu não era tão fã. Lá pela minha terra peixes cartilaginosos (peixes sem escamas, tipo cação, arraias) não são lá essas iguarias e quase nunca comíamos, mas estando aqui e sabendo que ele gosta, resolvemos fazer.

O desafio inicial foi que eu não tinha ideia de tempo de cozimento, já que eles são um pouquinho mais duros.
Mas o maridão temperou, deixou marinar e depois assamos no forno em temperatura a 180º por uns 40 minutos. Ficou branquinho, é verdade, mas como íamos jogar o molho de camarão por cima, estava tudo resolvido (assamos 4 postas médias no total).

Fiz o molho de camarão com algumas restrições de tempero, afinal, divido a vida com um cidadão que não come coentro e o tempero das coisas do mar deve ser um pouco mais leve (se eu estivesse em São Luís, pense num prato coberto com coentro, rá!).



Refoguei a cebola, um tiquinho de alho e azeite.
Depois pus o tomate para ir desmanchando (maridão-assistente, tirou a pele do tomate), temperei um pouco e pus um pouquinho de água para criar um molhinho.
Coloquei extrato de tomate e duas colheres de sopa de leite de côco. Depois que deu uma apurada, joguei os camarões previamente marinados e deixei uns minutos.
Quando desliguei, joguei salsinha e cebolinha e tampei.

Vixe maria, comemos, repetimos, lambemos os beiços e nos jogamos no sofá da sala até tarde da noite!



Os especialistas advertem: comer e deitar em seguida não faz bem ao corpo, só à mente!
Bom apetite!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ela, a ressaca.

- Nossa! fazia tempo que eu não te encontrava...
- Pois é, estava sentindo falta.
- Eu não. Não estava sentindo falta nenhuma, desculpa a  franqueza. Adoro os momentos que antecedem sua chegada, mas quando você chega, fico um lixo!
- Nossa, assim você me ofende!
- É a mais pura verdade. Não dá pra negar isso, olhando pra essa minha cara no espelho. Olha que horror?
- Você mesmo vive falando que a vida é feita de momentos. E o que dizer de vocês dois dançando no quarto de madrugada com a música dos Stones altíssima? E o papo atualizado com sua amiga?
- Ah não vem não. Isso é golpe baixo!
- Nada disso. Só estou te rememorando o que aconteceu no auge da alegria.
- Eu sei... mas daria para ter tudo isso sem ter que te encontrar depois.
- Ah meu bem, mas aí é que está a questão. Eu vou aparecer sempre. Não admito não participar desses momentos. Sou assim.
- Você é uma cretina, uma egoísta, uma intrometida, isso sim.
-  Rarara (e soltou um sorriso meio Clodovil)
- Hunf! Torci a boca com um certo descaso.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Aniversários de criança


Nasci no dia 1º de janeiro, uma data festiva por natureza!
Tirando o fato de ter feito minha mãezinha ficar com dor em pleno Réveillon, nos anos seguintes meus aniversários foram só alegria.
Meia noite e um minuto do Réveillon já é meu aniversário e começo a comemorar junto com os fogos da virada do ano. Estouro champanhe, espumante, cidra, cerveja (a bebida que tiver na ocasião) e saio abraçando todo mundo desejando um ano frutífero e recebendo as energias que todos desejam nessa época.
Se pensarmos somente na festa, a data não poderia ser mais emblemática.  O mundo inteiro está comemorando a virada do ano e recebemos uma carga extra de energia para podermos seguir por mais uma etapa. É um período muito especial para todos nós.
Aí você deve estar pensando “Que lindo!”, “Que maravilha!” e eu falo para você: não, não é assim tão lindo. Há um detalhe superimportante nisso tudo: eu nunca tive um aniversário de criança na vida! Você pensa que é fácil? Que tudo são flores? Não! Não sei como não fiquei uma pessoa revoltada, com desvio de comportamento ao longo desses anos.
Explico: a minha família gosta de farras. E são farras que obedecem a um formato único e muito próprio.
São festas regadas a muita cerveja, cantorias e instrumentos musicais. Esses instrumentos variam de acordo com a quantidade de convidados, já que cada um tem um dom, mas em geral sempre tem violão, pandeiro, cabaça, já houve tempo em que tinha obrigatoriamente cavaquinho, saxofone, trombone, além das caixas de fósforo, abridores de cerveja batendo em garrafas e o batuque feito com as mãos em baldes ou mesmo na mesa. A habilidade de cada membro da família com determinado instrumento fazia com que fossem sempre os mesmos convidados e as festas ficassem cada vez mais ensaiadas.
Além dos instrumentos musicais, as mulheres da minha família têm vozes muito bonitas e afinadas. A minha mãe, por exemplo, tem um tom super alto que encanta quem a ouve. De quando em vez, é chamada de Marrom, só pra fazer um comparativo! A minha avó sempre teve voz boa, minhas tias também cantam muito bem. As ovelhas negras nesse quesito, bem, são eu e a minha Tia Leila, que em troca de afinamento e voz bonita, ganhamos formosura (que as outras tias não leiam esse texto!).
A minha mãe é a pessoa que mais gosta de festa nesse planeta. Tem uma energia incrível e por conta dessa característica, sempre fez dos meus aniversários, festas dela.
Eu nunca tive um aniversário com balões, língua de sogra ou chapeuzinhos coloridos. Nunca tive enfeites de bichinhos nas paredes. Nunca tive uma festinha de aniversário com trilha sonora da Xuxa, do Balão Mágico ou do Trem da Alegria!
As minhas festinhas sempre tiveram uma cara diferente. A minha trilha sonora sempre foi embalada pela voz da minha mãe cantando Ângela Maria, Altemar Dutra, Nelson Gonçalves ou Núbia Lafayette. Ao invés de servirmos bolo com brigadeiros e beijinhos, nas minhas festinhas distribuíamos pratos de mocotó, feijoada e comidas de gente grande.
As festinhas do dia 1º de janeiro nunca começaram às 19h, como em festinhas infantis, e sim ao amanhecer do dia, aproveitando a volta pra casa das festas de Réveillon.
As festas em que comemorei meus aniversários ao longo da vida tinham uma informalidade característica da minha casa. Todos podiam entrar. Sempre tinha vaquinha para renovar o estoque de cerveja, sempre dava pra por mais água no feijão e sempre dava certo no final.
Ainda bem que ao invés de ficar revoltada, fiquei amante de músicas antigas, fiquei fã de instrumentos de sopro, fiquei apaixonada pela família e fui cativando muitos e muitos amigos.

Ah, e a minha mãe, continua adorando festinhas em casa. Ainda com cantoria, instrumentos musicais e muita cerveja!

Montagem da foto: Vitor Bargas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Comidinhas nordestinas: casadinhos, disquinhos de queijo e castanhas.



Ganhei esses belisquetes nordestinos há um tempo. São de Aracaju.
É claro que não existem mais no apzito, já comemos tudinho, mas que delícia gente!

Bem, os casadinhos eu já iria adorar só por serem casadinhos, porque confesso, nutro uma paixão exacerbada por eles. De qualquer tipo, com qualquer recheio e de qualquer padaria. Não excluo ninguém e não tenho preconceitos.
Esses aqui são mais durinhos e menos quebradiços. O recheio de goiabada tem um sabor super bom: nem doce nem azedo.

Já esses disquinhos de queijo não tenho palavras para descrever.
São discos muito finos de uma massa assada que leva queijo coalho. Tesão puro, para quem gosta dessa iguaria.
Não sabia que existiam nesse Nordestão de meu Deus. Foi uma ótima descoberta. Com uma cervejinha, ôpa!


As castanhas de caju dispensam apresentações.
Crocantes, revigorantes, relaxantes... Delícia pura!

Soube que hoje é o Dia do Nordestino.
Tarra mesmo faltando um dia pra nóis, ó!
Salve, salve!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Café da manhã temático: infância, mas nem tanto...


Bom, todo mês temos um café da manhã temático por aqui. É o dia pra comer até rachar o "bucho"!

Mês de outubro, nosso tema foi infância. Cada um trouxe seu bichinho de pelúcia, ou bonequinha ou carrinho, enfim, aquele brinquedinho do coração (ou não!), assim como rolou a velha vaquinha de sempre.
Além dos brinquedinhos, fizemos um mural de fotos super divertido. Uns com fotos originais, outros com fotos montadas, e claro, isso tudo uma obra do super Vitor e da super Filomena!












Trouxe Eustáquio, meu galo de tecido, rei absoluto dos bichos do apzito!
Aqui ele conheceu Maria Pintadinha (a Galinha Pintadinha da Maria Olívia, filha do Vitor - detalhe, pus o nome nela aqui e a Maria Olívia nem sabe!).
Como eram quase os únicos galináceos da festa, se entrosaram super bem...

Posaram pra fotos comigo...

E posaram pra fotos com a Lu e a Carol...

Não deu outra! Ah essas crianças...


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Expoflora e as comidas holandesas

Panekooken. Queijos e mais queijos

Em toda a Expoflora, há inúmeros espaços para alimentação. São recantos, quiosques, restaurantes, confeitarias e praças de alimentação. Existe até um número grande de ofertas de comidas "nacionais", mas o bom mesmo numa situação dessa é experimentar coisas que não costumamos comer no dia a dia.

Salsichão holandês, por exemplo! Para todo lado que eu virava, tinha alguém com um salsichão desses. Tinham vários quiosques só para as famosas salsichas.
Cada salsicha vinha com um mini pãozinho francês.
É na verdade uma linguiça assada na chapa. Cada um de nós comeu uma com direito a mostarda escura também. Gostei bem.

No almoço, na dúvida entre churrascaria e comida holandesa, optamos pela segunda, mesmo sabendo que quase tudo é de porco (maridão não come carne suína e quase nenhum dos seus derivados, embora eu, a sogra e o sogro gostemos bastante).

Pedimos duas panekooken e costela de porco com molho barbecue e batatas fritas.
Comemos as panekooken sem saber do que eram feitas. Ensaiamos acreditar em algo com trigo e queijo, mas descobrimos após comermos quase tudo que é uma pasta de queijo com recheios de queijo, gratinada com queijo, ou seja, uma bomba calórica sem tamanho!

A costela estava boa, mas senti que a sogra não gostou muito do molho barbecue. Sogrão não falou nada, mas comeu quase tudo!

De um modo geral, as comidas holandesas seguem a linha germânica: repolhos, batatas e porcos.
Para o nosso paladar é um tanto esquisito, já que estamos acostumados a saladinhas e um arroz para acompanhar.


Os doces, ao contrário dos pratos quentes, não tenho do que reclamar!
O famoso Stroopwafel, que é um wafel recheado com caramelo é divino! Basta esquentar um pouquinho em cima da xícara de café ou chá para que ele derreta e a vida ganhe outro sentido!

Trouxe o wafel e biscoitos amanteigados de amendoim da confeitaria Martin Holandesa, a übermodel da confeitarias de Holambra, rá!


Maridão e sogro na fila de espera para o Restaurante Pannekoek Huis