domingo, 30 de junho de 2013

São João em pequenos vídeos

Ei você que acha que cultura tem tamanho e que algumas são maiores que outras, por favor, vá para outro blog! Não me interessa ter você por aqui!

Você que não sabe o que são as manifestações dos vídeos, não tente gostar de primeira! Só que nasce ouvindo isso, tem amor.

Mas você que tem curiosidade e vontade de ver coisas novas, pode sim, assistir e apreciar.

E você, que se interessa pela diversidade do mundo, que entende que cada povo tem suas crenças, seus valores e seu modo peculiar de viver, se estiver disposto,veja os vídeos.

No Maranhão, no São João não só tem forró, como nas outras regiões do Nordeste. Nossa principal atração é o Bumba-meu-boi, uma manifestação cultural criada pelos negros e índios que habitavam aquela região há muito tempo atrás.

O bumba-meu-boi tem vários sotaques, ou seja, vários ritmos de embalam as cantorias e as danças. Cada sotaque tem uma peculiaridade e isso é o mais bacana de tudo.
As danças são adornadas com bailarinos que treinam quase que o ano todo frenéticas coreografias. Estão em sua maioria com roupas de índios e vaqueiros, já que a dança encena causos acontecidos nas fazendas de gado, por isso o boi é o artista principal.

O mês de junho é uma festança só e todas as pessoas se programam para curtir o São João todas as noites. É um mês "puxado", por assim dizer. Fazendo uma comparação meio chinfrim, imagina um carnaval com duração de 15 dias. É isso, só que em ritmo de toadas e danças.

O maranhense se aproveita do ritmo natural que tem, da facilidade de mexer os quadris e da paixão pela música e passa o mês inteiro em festa. Ô delícia.

Este ano não pude estar presente. A cada dia que passou do mês de junho, lembrava dos detalhes dos arraiais... Os amigos, que são sempre queridos, mandaram uns vídeos pra eu ir compartilhando, lembrando e matando a saudade.

Esse primeiro é o Boi Famosão de São João, de Humberto de Campos, nada menos que da cidade da minha avó e de onde passei parte da minha infância e adolescência. É diferente, pois tem um tamanho maior do que os outros bois. O sotaque é de matraca, instrumento típico da Ilha de São Luís.
Foi enviado por Liliane Verde, amiga de longas datas...




Esse segundo vídeo, é do Boi de Nina Rodrigues, de sotaque de orquestra, onde os instrumentos de sopro são a maior característica. A música é sucesso em São Luís e foi enviado por Patrícia Arantes, outra amiga de longas datas e farras.



Obrigada meninas. Eles alegraram muito o meu coração!

Hoje é dia de São Marçal, santo festeiro que encerra as festas juninas em São Luís.
Devem ter milhares de pessoas reunidas agora no bairro do João Paulo e se despedindo das festanças...
Valeu boi!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Arraiá ABAV: pra lá de bão!

Toda a equipe com Sr. Leonel.
Iniciamos o dia hoje nessa animação!
Uma semana de produção e tivemos o café da manhã junino mais divertido de todos!
Cada um trouxe uma coisinha e no final, olhem a gostosura que ficou.
Todo mundo com alguma coisinha caipira pra fazer um clima e muita alegria no coração. É isso aí!

A mesa está até agora para quem quem quiser chegar... quer dizer, estava. Ôpa, peraí, que agora só tem os pés de molequeeee, er, er, er... cabou!

Valeu pessoá!

Geral da mesa e alguns detalhes: torta de atum e Bolo de fubá.

Nossa mesa, com destaque para o arroz doce,  canjica, torradinhas, paçoca amor, doce de leite e manteiga aviação.

Destalhes da nossa mesa: bolo de milho,  docinhos de batata, abóbora e maria mole.

Paçoquinha de colher e sacos de pipoca estilizados


Filomena, Marcela, Luciana e Carol.

Da esquerda pra a direita: Cléo, Marcela, Luis, Vitor e Edlaine

Em pé da esquerda para a direita: Luis, Cléo, eu, Carol, Filomena e Lu agaxada.

Os meninos, da esquerda para a direita: Luis, Gil, Euclides e o Vitor

Edlaine, em momento "perfil do face" e Gil, em momento: é tudo meu!


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Espetáculo Lampião e Lancelote - alegre e emocionante!

Na temporada inteira, fui assistir duas vezes.
A última, no sábado que passou.
O espetáculo é apaixonante. Tem história, tem música, tem riso e emoção.
A fantasiosa história do encontro entre Lancelote e Lampião no meio da caatinga faz tudo ser possível.
Lampião dá um show à parte e garante boas risadas do começo ao final.
O cenário é lindo, diferente e encantador, sem contar que o texto é primoroso e a trilha sonora, do Zeca Baleiro, é impecável.
Ando com as músicas na cabeça até hoje!

Pena a temporada já estar acabando. Fiquem com o vídeo promocional do próprio Sesi.
Eu assistiria ainda muitas vezes...


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Munik lança bombom de quentão! Ê coisa boa, sô!


Atenta à chegada do inverno, época em que os consumidores apreciam saborear um delicioso chocolate, a Chocolates Munik lança a caixa de bombons de quentão, que tem recheio licoroso. A novidade, coberta com chocolate ao leite, é desenvolvida artesanalmente, com ingredientes nobres e chega ao mercado em embalagem de 100 gramas ao preço de R$ 10,80. De acordo com a gerente comercial da marca, Tatiana Nunes Ferreira, a produção deverá chegar a duas toneladas e a expectativa de crescimento de vendas, com esta inovação, é de 10%. “Nossos produtos são muito apreciados pelos consumidores e contamos com a chegada da estação fria, quando o consumo de produtos de chocolate aumenta, para atrairmos tanto os chocólatras, quanto àqueles que não abrem mão de oferecer um presente saboroso. Além disso, o produto é ideal para as comemorações das Festas Juninas” completa a executiva.

SOBRE A MUNIK

Com fábrica e sede instaladas na capital paulista, a Chocolates Munik conta hoje com 30 lojas no estado de São Paulo. São 20 pontos de venda na capital e 10 nas cidades da Grande São Paulo e interior, como Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Guarulhos, Atibaia, Campinas, Santos, Sorocaba e Ribeirão Preto. A empresa planeja ampliar esta rede para 44 lojas até dezembro deste ano. Sua linha de produtos inclui mais de 300 itens, como o seu tradicional pão de mel, bombons, chocolates diversos, bolos, pirulitos, sorvetes, panetones, ovos de páscoa, doces como brigadeiro e camafeu e produtos personalizados, en tre muitas outras opções.



domingo, 23 de junho de 2013

Risoto de Pinhão. Receita quentinha, ótima para dias frios.



Fui conhecer pinhão aqui em São Paulo.
É típico do mês de junho e do frio. Nas festas caipiras daqui, sempre tem.
No Nordeste, também tem, mas nas regiões de serra, onde o clima é mais ameno. No Maranhão, nem pensar...

Maridão adora e quando experimentei a primeira vez, adorei de cara e criei um problema sério para mim: não consigo parar de comer, ó céus!

Vi no Matraqueando a receita de risoto de pinhão e sabe quando você lê uma receita e vê que tem tudo em casa? Quer dizer, o creme de ricota tive que comprar, mas o resto, tava na mão.
Maridão topou e pronto. O almoço foi risoto de pinhão com umas kaftas beeeemmm assadinhas!

Vamos ao passo a passo.





Ingredientes

2 xícaras de arroz arbóreo
300 g de pinhão picado
2 colheres de margarina (ou manteiga)
2 colheres de creme de ricota
25g de queijo parmesão ralado grosso
1 cebola pequena
1 tablete de caldo de legumes
4 copos de água
1/2 xícara de vinho branco seco (barato, é claro!)
sal a gosto

Modo de preparo
Cozinhe o pinhão numa panela de pressão por 40 min (após começar a chiar) em fogo baixo. Para descascar o pinhão de forma mais fácil, aperte a parte mais gordinha dele para o pinhão sair (de preferência quente).
Numa frigideira funda derreta a margarina e doure a cebola. Em seguida acrescente o arroz e frite ligeiramente. Coloque o vinho e mexa até evaporar. Acrescente uma porção de pinhão (deixe um pouco para por no final) e refogue mais um pouco. Acrescente pouco a pouco o caldo de legumes dissolvido em água quente. Vá mexendo em fogo médio até a água evaporar.
Antes de colocar a última porção de caldo de legumes, salpique o queijo ralado, acrescente o creme de ricota e o restante do pinhão. Acerte o sal. Vá mexendo até o arroz ficar cremoso e al dente.

Agora vamos às dicas e aos, er...er... equívocos:

Como podem ver nas fotos, optamos por um arroz arbóreo integral e por essa sábia escolha, ao invés de finalizarmos o prato em 30 minutos, como de costume em risotos, saltamos olimpicamente para 1 hora e 30 minutos.
Arroz integral de fato é mais duro e demora mais para cozinhar, mas em risotos, depois dessa experiência, creio que pela cremosidade, é melhor optar por um arroz arbóreo tradicional.
Achamos a quantidade de pinhão um tanto gradinha. De uma próxima, ponho um pouquinho menos.
Caso você não tenha creme de ricota, requeijão também serve, só que vai ficar mais cremoso e vai interferir um pouco mais no sabor.
Risoto é assim: fazer e comer, portanto, sirva quentinho. Para dias frios, huuummmm...

No resto, coragem e fé. É delicioso!

Portugal e suas presenças marcantes

Augusto Mendes, amigo de São Luís: responsável por momentos únicos, como no carro elétrico lotado, no dia da greve de metrô.


Os doces, companhia onipresente na viagem.
Os prédios lindos: acompanham toda Lisboa

E a cervejinha? A companhia certa nas horas de folga.

Expectativa pelo que vinha no cardápio...

As praças...

Carol, dividiu o trabalho e uma parte da folga.



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Portugal é elegante. Sem mais.


Lisboa tem um quê de elegância.
É uma cidade que respira bom gosto nos pequenos e nos grandes detalhes.
Não há tanto o que falar. O bom mesmo é observar, admirar e deixar as paisagens tocarem o coração de quem visita essa cidade, que é o berço da nossa descoberta.
Voilá.





Essas ruas me fizeram apaixonar!

Mosteiro dos Jerônimos - incrível arquitetura.

Gostei especialmente dessa foto

Os bondes, ou melhor, carros elétricos, estão em toda parte. Delícia de ver e de usufruir.


Foto ufanista, mas oportuna!

Esse azulejo tem um significado muito grande para maranhenses. É uma espécie de "azulejo-símbolo" de São Luís. Vi e meu coração deu uns pulinhos na hora! Pena não ter tido tempo para apreciar mais ainda...

Foto cedida por um companheiro de viagem: PH

Foto cedida por um companheiro de viagem: PH

Foto cedida por um companheiro de viagem: PH

Foto cedida por um companheiro de viagem: PH

Não sei bem o que diz, não pesquisei, mas adorei!


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Mexerica que parece abóbora. Assim como na vida: tem coisa que parece, mas não é.

Na vida tem um monte de coisa que parece, mas não é!
Tem gente que parece legal, mas não é.
Tem aqueles que parecem ricos, mas não são.
Tem também aqueles que são carrancudos, mas são uns fofos, lá no fundo...
Tem negócio que parece bom, mas não é.
Mulher bonita na foto, mas na real não é.
Casal que parece feliz, mas está junto por conveniência.
Gente que aparenta ser humilde, mas é arrogante.
Relação que parece que vai vingar e brocha!
E por fim, a vida te leva para um lado e o caminho certo, às vezes, é pro outro.

Essa mexerica é assim: gostosa, amarelinha, mas não parece uma abóbora?

segunda-feira, 17 de junho de 2013

São João do Maranhão

Bom, aqui de longe só me resta ficar saudosa.
Só me resta cantarolar umas toadas que continuam na memória e curtir o site lançado para divulgar as novidades e os arrasta-pés da cidade.
Adorei!
Para saber de tudo que tá rolando desde o mês de maio, é só clicar aqui.

Portugal - coisas que comi, bebi e vi!



Não há viagens sem comidas e bebidas!
A cultura gastronômica de um lugar traduz exatamente as influências de sua gente. Diz muito sobre os costumes, sobre o passado e até sobre o futuro.
O que você come, faz parte da memória da viagem, tanto quanto as atrações turísticas, propriamente ditas.

Portugal, como era de se esperar, é um lugar para se comer bem.
Com uma dieta mediterrânea, o país é sinônimo de peripécias culinárias e de escapadelas dos regimes.
As comidas são bem temperadas, tem sabor forte e possuem a marca de misturar carnes de vaca ou porco, com frutos do mar.
Os menus esbanjam peixes, mariscos e carne de porco, como falei. Os jantares que tive a oportunidade de participar eram uma pintura aos olhos. Tudo sempre bem decorado, com muita pompa e com misturas desafiadoras!
Gostei bem de tudo que foi servido para nós, enquanto estava trabalhando e também tudo aquilo que consegui comer nas horas vagas ou mesmo quando fui passear.
O bacalhau é de fato, uma comida muito apreciada. É relativamente barato para os portugueses e é feito de diversas formas, sendo o "com natas" um dos mais comuns em Lisboa.
A alheira, outra iguaria que adoro, também é fácil encontrar. Não costuma ser cara.
E por fim, em diversos pratos, pude perceber a presença do coentro, muito apreciado por lá, mas não muito pelos brasileiros não-nordestinos.

Os doces, esses sim, um tanto exagerados em sua composição! 
Tudo tem muito ovo, muito, muito e muito açúcar. Comi até o terceiro dia sem cerimônia. Nos dias seguintes, comi com ressalvas e nos últimos, bem, eu beliscava e a consciência pééémmmmm, apitava!
Além da dupla ovo-açúcar, as amêndoas  e as natas compõem a maioria dos doces.

O Pastel de Belém registradinho e famoso no mundo todo não deu para provar. Esse fica para uma próxima.
No tempo que tive para visitar a pastelaria, a fila estava gigantesca. Há uma número curioso e muito consolidado na cidade: são vendidos cerca de 20 mil pasteis de belém por dia e apenas 5 pasteleiros sabem a receita secular. (Por esses números já dá pra entender que não deu mesmo para esperar a mega fila...)

[Nota: Pastel de Belém é uma marca registrada. A receita foi criada desde o início do século XIX, mas difundida à partir de 1837 por mestres pasteleiros que foram passando de geração a geração os segredos do pastel. A pastelaria oficial é até hoje bem próximo ao Mosteiro dos Jerônimos, como quando surgiu. É uma graça, super bonita e limpa. Os pasteis vendidos na cidade que seguem a mesma receita são chamados de pasteis de nata. Os de Belém são apenas os com registro.]

A sorte de quem não tem muito tempo, é que a cidade é cheia de docerias que vendem o pastel de nata e nesse quesito eu posso dizer que tive uma certa experiência, comendo um aqui e outro ali.

As bebidas, bem... são várias, com destaque para os vinhos verdes, super refrescantes e para a Ginginha, bebida típica local, que proporciona uma experiência muito bacana.
Fui levada para tomar Ginginha, assim que cheguei em Lisboa, por uma brasileira com larga experiência em Portugal e com larga experiência em Ginginha, olhem que maravilha! Aprendi que tomar ginginha é obrigatório e que você deve pedir "com elas", ou seja, você pede uma dose e vem umas duas ginjas no seu copo. Ginja é uma fruta prima da cereja, só que um pouco mais amarga. 
Para tomar a Ginginha mais famosa (também registrada), as filas fazem parte do programa, é claro.

Sobre cervejas, experimentei as duas principais: Sagres e Super bock.
Gostei mais da Sagres, embora eu considere as cervejas de lá mais fortinhas que as de cá.
Não sei se no fundo gostei mais da Sagres pela empatia com o nome, mas a Super Bock também agrada quem aprecia bebidas com lúpulo. 

[Nota2: só eu lembro da grande escola portuguesa que treinava os navegadores portugueses, chamada Escola de Sagres?]



Essa foto traduz muito o período da viagem. Nessa época é comum serem servidos caracois em todos os bares, lanchonetes e restaurantes. Placas lindas e divertidas como essa são comuns pela cidade.
Não, não comi caracois!

Essa é a Ginginha com registro e por isso mesmo, com receita secular. O ritual de bebê-la em pé ou mesmo sentada em banquinhos na praça é uma delícia. Não poderia vir sem trazer uma dessas.

Comidas quase prontas são vendidas pelos bares e restaurantes em Lisboa, assim, nas vitrines. Você olha, simpatiza e pede para prepararem na hora.


Como tem pastelaria e docerias em Lisboa! Pra todo lado que se anda, você se depara com belezuras gastronômicas desse tipo. Uma tortura a cada esquina.


Coca-cola sem cafeína foi demais pra mim e o Leite meio gordo, que quer dizer semi desnatado também foi um aviso e tanto!





Já tinha desistido de comer comidinhas da madrugada, sabem? Todas as refeições possuem rituais, vem com vinho e todo um aparato junto. É preciso ter tempo.
Mas achamos uma lanchonetinha no bairro alto que vende lanches rápidos, além de caracois, é óbvio! Esse aqui chama prego no pão, ou seja, bife de carne de vaca no pão!

Uma das coisas que mais amo na vida são as palavras, os nomes e os termos que traduzem os objetos. Analiso as palavras quase sempre, mas para consumo próprio mesmo. Essa delícia da foto, que foi sugestão do meu chefe (lisboeta de nascença), chama Cataplana de Peixes. Não é lindo o nome? Não é poético?  Depois de provar, amei mais ainda.
Como nordestina que sou, acho que trocaria as batatas que vem como acompanhamento por farinha, rá!

Caixa de gambas foi sugestão de um amigo. Para acompanhar uma cervejinha, não tem igual!