quinta-feira, 14 de março de 2013

Veríssimo. Sempre!


Acabei de ler os mais novos livros do Veríssimo.
Maridão comprou na penúltima viagem ao Rio e me deu de presente. Ambos são divertidos, inteligentes e atemporais. 
Gosto tanto que até enrolo pra terminar os textos. Tenho a impressão que demorando, enrolando, fico mais tempo junto dele, uma coisa...
Aprendo tanta coisa lendo os livros e textos, que até grifo nos livros para não esquecer. Foi assim com o verbo defenestrar, aprendido há uns 6 anos. Li, gostei e até uso com certa frequência em minhas conversas de bar.
Dentre os vários verbos, verbetes e vocábulos, o verbo da vez é "Escanhoar".
Você sabia que escanhoar significa "barbear com perfeição"?
Pois bem, esse está anotado e prontinho para fazer parte da minha vida daqui pra frente. 

"A barba quer existir. Todos os dias ela tenta. Todos os dias aparecem as pontas dos fios que, se o homem deixar, crescerão, ocuparão o seu rosto e mudarão seu visual e possivelmente sua personalidade e seu destino. E tudo depende da crucial escolha de todas as manhãs: rapar ou não rapar? Escanhoar-se ou não escanhoar-se? Ser ou não ser um homem com barba? E com que tipo de barba?
(...)
Que possível autoimagem ou critério estético tem um homem cuja barba se resume num tufo abaixo do lábio inferior?
 Ou num bigode fino que desce pelos lados da boca em tiras que se reencontram na ponta do queixo?"

Escanhoar-se não escanhoar-se. Em algum lugar do paraíso.

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