domingo, 31 de março de 2013

Festival de Saladas do Apzito: Salada de Endívias



Ai as saladas...
Cada dia que passa vou me apaixonando mais por elas.
Essa semana fiz mais algumas, mas resolvi postar a de endívias, por ainda não termos postado nada com endívias por aqui.

Endívia é uma folha amarga que tem o formato super bacana de barquinho. Dá pra usar de várias formas: recheadinhas, como usei, cortadinhas em forma de rolinhos, rasgadas grosseiramente, e por aí vai.
Pesquisando, vi que é da família da Chicória, também amarga.

Para montar um prato bem bacana de páscoa, resolvi fazer barquinhas de endívia com kani e com atum, já que seria o acompanhamento de filés de peixe empanados.

Para 14 endívias, os recheios foram os seguintes:

Para o recheio de Kani:
4 bastonetes de kani picadinhos e escorridos
1 colher se sopa de creme de ricota
1 colher de sopa de maionese com limão
1 colher de sopa de cebola picadinha (bem pequenininha)
1 fio de azeite extra virgem
1 punhado de salsinha picada

Para recheio de Atum:
2 colheres de sopa de atum ralado ao natural
2 colheres de creme de ricota
1 colher se sopa de cebola picadinha (bem pequenininha)
1 punhado de salsinha picada
1 colher se sopa de milho cozido no vapor
1 pitada de sal
1 pitada de pimenta moída na hora

Para servir, pus algumas folhas de rúcula e cortei 6 tomatinhos sweet grape laranjas.

Nosso almoço de Páscoa teve sabor de mar: filés de peixe empanados com uma farinha super bacana que a Aki nos indicou (depois mostro), salada de endívias com kani e atum e arroz branco quentinho, a especialidade do maridão!

Preparação da salada





terça-feira, 26 de março de 2013

Festival de Saladas do Apzito: Salada de quinoa


Descobri a quinoa lendo revistas de nutrição.
Considerada um dos grãos mais completos do mundo, com uma composição muito rica de proteínas, carboidratos, ferro, cálcio, fibras e calorias, fiquei curiosa e comecei a usar em casa com uma certa frequência.
Ela substitui o arroz e outros grãos nas refeições e muitas vezes uso como alimento principal e único.
Sempre comprei quinoa branca, mas achei essa que é misturadinha e comprei para experimentar. Achei super bacana também e até um pouco mais gostosa.
Não vou iludir ninguém aqui e dizer que é saborosíssima e tais e tais. Não!
A quinoa é um grão e assim como o arroz, precisa de temperos para ter um saborzinho. Ela deve ser cozida até que os pequenos grãos se abram um pouco. 
Geralmente deixo entre 10 e 15 minutos após abrir a fervura. Cozinho com sal e vou experimentando até achar que deu o ponto. Depois escorro na peneira e ela fica pronta para o uso culinário.
A que está na foto, fiz um refogadinho de legumes (ervilha, cenoura, brócolis e couve flor) com azeite, cebola, alho, um tico de sal e pimenta.
Após o refogado, joguei a quinoa e misturei tudo. Acertei no azeite e sal e pronto!

Completei o jantar com uma saladinha de alface e tomate e três ovinhos de codorna pra dar um tchan! 
Deixo essa sugestão pra variar um pouco o cardápio nessas noites em que a criatividade está em baixa e a preguiça em alta!

A receita campeã (que o maridão mais gosta) no apzito com o grão, é quinoa com legumes e cubos de peito de frango refogados. Essa é imbatível. Ele raspa o prato!

domingo, 24 de março de 2013

Visita ao CEAGESP - o mundo das comidas está aqui!


A convite da Andréa, fomos visitar o CEAGESP, Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, que eu não conhecia.
Em toda cidade do Brasil existe uma central de distribuição aos moldes do CEAGESP, mas imagino que nunca na mesma proporção.
O espaço é muito grande e formado de galpões com todos os tipos de legumes, verduras, frutas e temperos possíveis. Dessa forma, eles distribuem para toda a região.

No meio de tudo, há um varejão, com banquinhas vendendo de tudo um pouco, uma espécie de feira. Visitamos toda a área do varejão, incluindo a área que está em reforma.

O CEAGESP fica na zona oeste e para nós, é muito longe. Não compensa irmos sempre lá, até porque os  preços estavam altíssimos.
Achamos tudo mais caro que nas feiras de bairro, onde deveria ser o contrário, já que eles distribuem.

Vale a pena frequentar para comprar umas coisas diferentes, daquelas que você não encontra em todas as feiras. Nesse quesito, é um prato cheio!
Os peixes que compramos também estavam fresquinhos e vi muitos peixes também não muito comuns. A Pescada amarela, que não encontro facilmente, estava até num preço bom, se comparado aos peixes mais consumidos em São Paulo.
A visita foi super bacana e encerrou-se, é claro, com o bom e velho pastel de feira!


Geral da visita: nosso grupão, o relógio marcando o avançar das horas, os carrinhos usados como transporte de mercadorias e a ótima faixa avisando que dá pra transferir a conta para o próximo mês.

Adorei esse vendedor de bananas!



Nunca tinha visto berinjela bola. É linda!

Nunca houve na história desse país um provolone tão macio e cremoso!

Um super ninho.


A Minhoca e sua sacolinha de feira linda!






sexta-feira, 22 de março de 2013

Mocotó, vontade que dá.


Comer um mocotó agora com muita pimenta e limão.
Foi assim que me permiti sonhar há alguns poucos minutos...
A vontade veio temperada com aquela fome tão comum que chega antes da hora do almoço e nos deixa meio zonzos.
Não, não é uma comida fácil aos olhos de muitos.
Imagina você em sã consciência pensar que buchos, tripas e todos os "fatos" do boi podem ser consumidos cozidos e com bastante molho? Claro que não! É preciso muito delírio pra imaginar que algo assim possa ficar palatável.
A bem da verdade, quando foi inventado, não tinha a obrigação de ficar gostoso, era mesmo pra matar a forme de muitos que não tinham dinheiro para comer as partes nobres do boi.
O adjetivo gostoso veio com o tempo, com a inclusão de temperos e aprimoramento nas técnicas de cocção.
Mas é sempre em momentos de muita privação que surgem ideias ótimas e o mocotó surgiu, para alegria de uns, para matar a fome de alguns e para o bico torcido de tantos outros.

Como hoje é sexta, me dei ao luxo de fechar os olhos e ver uma mesa com toalha de plástico, um prato de mocotó quentinho (saindo fumaça  de tão quente), uma cumbuca de farinha d'água ao lado e um pires com pimenta, numa harmonia perfeita, que traduz de forma fidedigna os moldes alimentares da minha gente.

O mocotó e a farinha juntos, formam uma argamassa capaz de permanecer dentro de você por semanas. Uma coisa fora da realidade de qualquer dieta saudável.
A gordura que fica em seus órgãos vitais é tanta, que basta deixar o prato de mocotó por 15 minutos ao vento para ver a gordura congelando e ficando espessa como um toucinho. 
Sempre que comia em São Luís, usava a estratégia de lavar o prato logo depois de comer ou mesmo de não  ver os pratos empilhados na pia, para não ter que comprovar a irracionalidade que tinha acabado de fazer, vendo as crosta de gordura ao redor dos pratos.
Não, não é uma comida fácil.
É preciso ter estômago.
É preciso ter nascido em uma casa que tem no prato, um dos seus pontos fortes.
É para poucos e para os ousados, gastronomicamente falando...

Mas quem liga para as regras de uma dieta ou para a tal racionalidade, numa sexta-feira, estando há 3000 km de distância de um prato de mocotó da mãe? E se tiver uma cervejinha gelada para acompanhar?
Melhor ainda...

quarta-feira, 20 de março de 2013

Pitaia, a fruta com glamour!


Essa é a Pitaia. Estranha por fora e linda por dentro.
Sou apaixonada por esse conjunto de cores. Acho demais!
É uma fruta relativamente comum  pelas feiras aqui em São Paulo, e bem famosa no Mercado Municipal. Volta e meia passo por lá e vejo turistas fotografando ou mesmo posando com essa belezura nas mãos, um barato.
Não a considero a mais gostosa das frutas. Ela é até meio sem gosto, pra falar a verdade. O que não lhe falta mesmo, é glamour: é rica em vitamina C, fibras, minerais e antioxidantes. Não é ótimo?
E para garantir o glamour completo, olha o preço: no último sábado, uma grande custava a bagatela de R$ 17,50, em média. 
Tem ou não tem glamour?


O lado esquerdo está sem polpa e o direito com. Lindo, não?



Doação da fruta para degustação e fotos: Carol Reinoso
Produção: Cléo Pires.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Sábado "Cazamiga" em São Paulo.


Basta juntar duas mulheres para a conversa rolar solta, dizem os sábios.
No último sábado éramos três. Três tagarelas. Três sorridentes e felizes.
Fomos bater perna e tomar umas cervejas.
Eu, a Carol e a Marcela trabalhamos juntas e rola uma interação boa. Cada uma com seus gostos, preferências e pensamentos. A graça é exatamente essa: todo mundo diferente, mas se respeitando e se curtindo.
Foi um verdadeiro périplo até sentarmos na frente de umas cervejas geladas.
Encerramos o dia com os pés acabados, mas alegrinhas, alegrinhas...



Meninas, quando vai ser a próxima?

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dicas de Gastronomia e bem estar

Adoro inventividades!
Fico cada dia mais feliz com as coisas lindas que vejo sobre gastronomia e bem estar.
Tem de fato, muita modinha, principalmente para mim, que me considero uma adoradora de coisas de ontem, mas que tem umas coisas charmosas, ah, tem!

Imagina tomar um café nessa xícara e depois abocanhá-la por inteiro? Demais, não?

E esse óleo para ressaca, feito com as mais ricas e perfumadas essências, feito para amenizar os efeitos do dia seguinte dos beberrões?  

Lascas exóticas de chocolate. Achei chiquetudééérrimo.

Chocolate em forma de picolé. Morri!

Para saber mais, seguem links:

The Cookie Cup
Óleo para ressaca
Chocolates

quinta-feira, 14 de março de 2013

Veríssimo. Sempre!


Acabei de ler os mais novos livros do Veríssimo.
Maridão comprou na penúltima viagem ao Rio e me deu de presente. Ambos são divertidos, inteligentes e atemporais. 
Gosto tanto que até enrolo pra terminar os textos. Tenho a impressão que demorando, enrolando, fico mais tempo junto dele, uma coisa...
Aprendo tanta coisa lendo os livros e textos, que até grifo nos livros para não esquecer. Foi assim com o verbo defenestrar, aprendido há uns 6 anos. Li, gostei e até uso com certa frequência em minhas conversas de bar.
Dentre os vários verbos, verbetes e vocábulos, o verbo da vez é "Escanhoar".
Você sabia que escanhoar significa "barbear com perfeição"?
Pois bem, esse está anotado e prontinho para fazer parte da minha vida daqui pra frente. 

"A barba quer existir. Todos os dias ela tenta. Todos os dias aparecem as pontas dos fios que, se o homem deixar, crescerão, ocuparão o seu rosto e mudarão seu visual e possivelmente sua personalidade e seu destino. E tudo depende da crucial escolha de todas as manhãs: rapar ou não rapar? Escanhoar-se ou não escanhoar-se? Ser ou não ser um homem com barba? E com que tipo de barba?
(...)
Que possível autoimagem ou critério estético tem um homem cuja barba se resume num tufo abaixo do lábio inferior?
 Ou num bigode fino que desce pelos lados da boca em tiras que se reencontram na ponta do queixo?"

Escanhoar-se não escanhoar-se. Em algum lugar do paraíso.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A fantástica fábrica de guloseimas


Fomos visitar a incrível fábrica da Village, uma das marcas campeãs de panetones no Brasil.
Criada há mais de 40 anos, a Village tem uma infinidade de produtos deliciosos, além dos já consagrados panetones. São wafers, pães de mel, bombons, bolos, biscoitos, palitos de chocolate, krespito e ovos de páscoa e o tradicional bolo de nozes.

Esses aqui sou capaz de comer uma tonelada fácil...


E esses aqui, o maridão...

Ficamos impressionados com o tamanho da fábrica e com a estrutura altamente moderna de tudo, além, é claro, do cuidado excessivo que todos da fábrica possuem com a qualidade dos seus produtos. O chocolate usado como insumo é puro e de marca consagrada no mercado.

Na ocasião da visita, no ano passado ainda, a produção estava a todo vapor, mas não pensem que era na fabricação de panetones, e sim, de ovos de páscoa! Isso mesmo, ovos de páscoa!

Entende-se como produtos temáticos e/ou sazonais, os produtos que tem maior saída e que vendem mais, em determinadas épocas do ano, a exemplo dos Panetones e bombons licorosos no Natal, Ovos de chocolate e Bolos especiais na Páscoa, etc.

Para essas épocas e com a grande demanda existente por esses produtos, a produção é antecipada em até 5 meses para garantir um produto de qualidade e também maiores vendas.

A Village para essa Páscoa está cheia de novidades e gostosuras para você.

Os bolos de Páscoa são uma verdadeira tentação e é uma das poucas marcas com bolos totalmente lights, sem adição de açúcar, como é o caso da Bella Páscoa Frutas Light, ótimo para quem tem dietas com restrições de açúcar e gorduras.


Como iguaria das iguarias dos bolos de páscoa, indico o Bella Páscoa Bem Casado, com recheio de doce de leite e com uma massa bem fofinha, deliciosa! 


Os ovos de chocolate também são saborosíssimos e para a alegria da garotada tem os da famosa galinha pintadinha!
O produto mais vendido da Village no entanto, é atemporal e igualmente irresistível: é o Pão de Nozes, pão macio e adocicado que faz você não parar de comer até o momento que acaba, deixando uma pontinha de quero mais, sempre!
Bolo de Nozes, campeão de vendas.


Village

Rua Ibitirama, 1409 - Vila Prudente - CEP 03133-200 - São Paulo - SP
(11) 2342-6644
e-mail: sac@villagecepam.com.br

quinta-feira, 7 de março de 2013

Salada de bifum com legumes. Saboroooosa!



Macarrão de arroz não é assim aquela delícia de sabor. Gosto dele sempre associado a um temperinho bem elaborado.
Desse jeitinho fica uma delícia!
O bifum (macarrão de arroz) cai muito bem misturado a legumes. Fica leve e nutritivo.
Fiz uma salada de bifum com toque oriental, aproveitando os insumos de casa, como sempre.
Cozinhei uns legumes crus, descongelei alguns que estavam no freezer há algumas semanas e  aproveitei para por umas fatias peito de peru e queijo prato que estavam fazendo volume na geladeira.

Fervi o bifum por uns 3 minutos, escorri e misturei tudo na própria travessa da salada.
Por último joguei uns tomatinhos sweet grape, amendoim e temperei com molho de soja e azeite.
Ê lê lê... Ficou bom, heim?




terça-feira, 5 de março de 2013

Mais que uma simples mensagem

Há muito tempo, os recursos de telecomunicações, digo telefones, não eram assim pá pum! Nada de abrir a bolsa, pegar um telefone pequeno, tocar levemente algumas vezes e na mesma hora conseguir falar com alguém em qualquer lugar.
A começar que telefone era um artigo de luxo. Era preciso ficar em lista de espera e custava caro ter um, além de mantê-lo e de pagar as contas no final do mês. Lembro-me do primeiro telefone de disco da minha casa e também do número facílimo, ainda com apenas sete dígitos e que todos os parentes tinham de cabeça. Por muitos anos aquele número funcionou como uma verdadeira lista telefônica. Quem queria saber um número de alguém da família ou amigo da família, bastava ligar para mamãe que ela informava mediante uma rápida consulta na agenda, que por sinal, era sempre desorganizada aos olhos dos outros, mas para ela, funciona bem até hoje!
Quando comecei a passar as férias longe da minha mãe, só tinham três formas de nos comunicarmos, dada a distância abissal da capital até o interior: por meio de cartas, recado via parentes ou por telefone. Este último, obedecia ao ritual imposto pelo único telefone de Humberto de Campos: o do posto telefônico da TELMA – Telecomunicações do Maranhão S.A.
Tenho lembranças de que o posto era uma reivindicação antiga dos humbertoenses e que demorou a chegar por lá. O atraso nas questões de comunicação era muito grande, isolava um lugar que fica a 182 km da capital como se estivesse a 1000. Tudo era difícil por causa dessa limitação. Quando o telefone chegou, levou o progresso, a facilidade e porque não dizer, a modernidade.
O posto ficava localizado no final da rua do meio. Era uma casa adaptada com duas cabines telefônicas e um salão de espera relativamente grande para os padrões da época, com um banco contínuo parecendo de igreja, encostado na parede de frente para a telefonista, que por sua vez, ficava atrás de um balcão munida de dois telefones. O espaço era escuro e fazia muito calor, principalmente nas duas cabines.
O ato de telefonar e de receber um telefonema era um processo lento e tinha duas situações distintas: uma, quando eu queria ligar para casa e outra, quando a minha mãe ligava. Nesta última situação, o processo era o seguinte: minha mãe ligava para a telefonista de plantão, que anotava o nome de quem ia falar, com quem queria falar e a previsão do tempo de retorno da ligação.
E como é que eu poderia estar lá, se não sabia que minha mãe tinha ligado? Pois bem, o responsável por essa mágica da tecnologia, era o mensageiro do posto telefônico!
Na verdade não era apenas um, mas vários mensageiros, divididos em turnos.
Geralmente eram jovens conhecidos por todos da cidade e eram eles que tinham a missão de levar os recados a todas as pessoas de Humberto de Campos, vejam vocês.
Na época, é claro, eu não fazia ideia da importância daquele trabalho para todas as pessoas do lugar e nem tinha a real dimensão da utilidade de um telefone, apenas compartilhava do sofrimento de todos os mensageiros, pelo andar dia e noite em ruas com areia até o meio das canelas e acrescento: eram rápidos para percorrer léguas com um papelzinho em mãos com o recado anotado pela telefonista.
O mais difícil de todo o trabalho de levar os recados era sem dúvida, quando a pessoa não estava em casa. O pobre do mensageiro tinha que sair procurando o fulano por vários lugares até encontrá-lo. A sorte, no entanto, é que era tudo muito menor.
Era comum ver os meninos “caçando” o povo no mercado, no cais, no matadouro e por aí vai.  Eu, por várias vezes, recebi os recadinhos enquanto brincava de “elástico”, “queimado”, ou de “rouba-bandeira”.
Dentro do posto, nos deslocávamos para as cabines quando a telefonista mandava e fechávamos a porta para que ninguém escutasse o assunto, embora não adiantasse muita coisa. Quando era uma recomendação ou bronca da mãe, falávamos baixinho, mesmo com o calor sufocante pela porta fechada. Quando o assunto podia ser de domínio público, abríamos um pouco a porta para abrandar o calor.
Os mensageiros quando não estavam à caça dos seus procurados, ficavam sentadinhos na porta do posto esperando a próxima missão, sem nem desconfiar de sua importância e do quão vitais eram, para o desenvolvimento daquela cidade.
E naquela época a cidade era romântica... Não tinha luz, chegava-se de barco e tinha mensageiros...

***
O tempo passou e as coisas mudaram. Os telefones fixos chegaram em quase todas as casas. Uma verdadeira festa.
As lembranças também são fortes sobre esse acontecimento, novamente importante para todos. Humberto de Campos era um pouco maior que a época do posto, mas menor que hoje.
Todos os prefixos tem quatro dígitos desde que os telefones chegaram (3367) e durante muito tempo minha avó sabia de cor e salteado o número do telefone de todos os amigos e parentes, já que apenas os últimos números mudavam. Era só perguntar:
-Vó, qual é o telefone da Tia Esmeralda?
- 2240*, minha filha!

* número fictício.

Coluna Ócio, Viagens e Gastronomia,  Jornal Cazumbá.

domingo, 3 de março de 2013

Coleção Risqué Brasil Gastronomia. Adorei!



Adorei essa ideia da Risqué.
Nossa, quantas possibilidades temos em nossa gastronomia, não é mesmo?
Tô usando Suflê de Goiaba. Achei bem  bacana.
Já usei Geleia de Pitanga e esse sim, achei divertido!
Um salve para a Risqué!

sábado, 2 de março de 2013

Sufocada

Entrei na farmácia na tentativa de passar o tempo lendo rótulos e descobrindo novidades do mundo da beleza entre dois compromissos.
Entrei e fui imediatamente abordada por uma demonstradora de produtos da marca "X".
Falei que não, não estava à procura de nada específico.
- Mas se você conhecer os xampus, vai se interessar.
- Não, mas não quero nada não, muito obrigada.
- Eles são sem sal, tem um efeito especial para cobrir cabelos brancos, são profissionais e estão há dez anos no mercado.
- Não, muito obrigada.
- O preço deles é bastante acessível. Você pode pagar no cartão parcelado...
- Muito obrigada, mas não tenho interesse.
Irritada, mudei de gôndola e fui com os olhos em direção a novos xampus.
- A senhora conhece esse creme de pentear com óleo de Argan? Disse uma outra demonstradora.
- Muito obrigada, mas não estou procurando nada especial. Estou até com pressa...
- Mas seu cabelo tá precisando, está um pouco opaco.
Agradeci, fiquei com vontade de dar uma bifa nela e saí sem ter conseguido ver nada.

***
- Amor, vamos passar na Drogaria para comprar uns remédios que não consegui comprar naquela farmácia da Paulista?
- Sim, no caminho para o clube passamos lá.
Pensamos em entrar e sem nem por os segundos pés dentro da farmácia, vem uma moçoila com uma cestinha.
- Posso ajudar? Procurando alguma coisa específica?
Nos entreolhamos e deve ter rolado um bico torto da minha parte.
- Não, vamos só dar uma olhada em umas coisas, obrigada.
Atravessamos o corredor meio confusos e totalmente sufocados com tanta presteza.
Porque não se pode mais entrar numa loja e ficar em paz, ler rótulos, respirar, andar, comparar? Discutíamos os dois.
Fizemos a bobagem de parar em frente a uns sabonetes de uma nova marca e eis que vem outra atendente.
- Os senhores já tem o cartão da loja?
- Já, muito obrigada.
Saímos sem comprar nada. Hunf!

***
- Olha amor, aquela camisa tá linda, né? Você não tem nada parecido.
- É. Gostei...
- Vamos entrar e ver se fica bem.

- Já foram atendidos?
- Queremos ver aquela camisa da vitrine.
- Aqui. Pode experimentar, viu?
Voltamos do provador e nos dirigimos ao caixa.
- Não quer ver camiseta?
- Não, obrigada.
- As camisetas estão R$ 49,90, pode parcelar no cartão.
- Não, muito obrigada. Um sorriso.
- As calças estão em promoção. Vestem super bem.
- Não obrigada.
- Tem roupas femininas, muita coisa em promoção também.
- Obrigada.
- E gravata?
- Não!
No caixa, quase pagando, vejo um cesto de palha com meias e mostro com os olhos para o maridão discretamente.
- Olha, essas meias são ótimas. Não querem levar?
Como assim, ela me viu mostrando com o olhar?
- Não moça, muito obrigada. Sem sorrisos.

Vamos rápido amor!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Embu das Artes - ótimo passeio em São Paulo!


Embu das Artes é uma delícia.
Pacato, com cara de interior e efervescente nas artes!
Fomos num sábado chuvoso e meio frio, sem contar que eu tinha passado mal a noite toda e a última coisa que queria fazer era caminhar e contemplar coisas bacanas. Doente é uma coisa...
Mas como era uma programação combinada há muito tempo, resolvi encarar mesmo estando nas últimas.
Foi um passeio rápido, para se ter uma ideia do conjunto. Num momento em breve, vou com as minhas faculdades mentais em ordem e tenho certeza que apreciarei muito mais.

As lojas de artesanato se multiplicam em todas as ruas. São lojas de todo tipo de material, com especial presença de lojas de móveis rústicos.
Fiquei apaixonada por pelo menos umas quatrocentas estantes, duzentas mesas, 80 aparadores e novecentos e vinte cadeiras. 
Há também as lojas com aquele tipo de artesanato comum em todo o Nordeste do Brasil, com bichinhos em  madeira, cerâmicas, argilas, madeira, ágata e ferro.
Há uma quantidade considerável de lojas de tapetes, mantas e cortinas de tear, também espalhadas pelo Brasil a fora.
Os preços, bem, são um tanto salgados, se compararmos comprar direto na fonte, mas não são um assombro perto da realidade de São Paulo.
Achei um passeio muito bacana. Indico a todas as pessoas mesmo!
Dá pra passear, comprar, comer bem, espairecer e se desprender um pouco do agito que é São Paulo.


Namorador






Fica pertinho da capital.
Em menos de 1 hora chegamos lá.
O caminho é pela Regis Bittencourt.

Como foi um passeio rápido, não consegui ver a área que não está concentrada nas praças principais da feirinha. Prometo que na próxima visita, conto tudo!