quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Comidinhas de casa


A comidinha da foto é a típica comida das noites de segunda a quinta no apzito.
Além de tentar minimizar os exageros do final de semana e os almoços fora de linha nessa fase de muito trabalho, temos tentado manter o "foco verde" nos jantares.
Tenho chegado depois do maridão todos os dias e dia sim e outro não, rola uma surpresinha boa (ôba!).
Essa saladinha com toque de marido foi essa semana!
Fiquei com a maior dó de comer os coraçõezinhos de peito de peru...
Deixei por último, hehe.



(Continua...)

Domingo amanheci com uma saudade danada de um beiju da minha vó e fiz alguns aproveitando a tapioca que ainda tenho e para inaugurar um pote de manteiga novinho vindo do Maranhão.
No Maranhão, beiju é beiju! 
Tapioca é o nome vulgar dessa iguaria do Ceará pra baixo (geografica e politicamente falando).
Não há registros históricos em São Luís do Maranhão de que a massa de tapioca úmida e quente transformada em uma goma em forma de disco, fosse recheada com carne seca, queijo coalho, doce de leite e afins. 
Essa tradição é coisa do sertão do Brasil incorporada por alguns estados do Nordeste.
No Maranhão, a tapioca (insumo usado para fazer o acepipe) tem uma textura diferente. Não é grossa nem fina, é "meio termo" e por isso mesmo, diferente do que é vendido nos outros estados do Nordeste.
Beiju para nós é meio durinho, quase crocante e com manteiga! De uns tempos pra cá, com a fusão das tradições culinárias no mundo, é que se encontra fácil barracas de "tapioca" por São Luís com recheios de frango com catupiry (a maior insanidade gastronômica na minha opinião), calabresa, coco ralado com leite condensado, etc, mas garanto: antes, beiju era assim: com manteiga!
Antigamente, os pobres eram pobres, mas comiam manteiga, vejam vocês. Margarina é coisa recente, embora mais barata.
Pobre antes comprava a granel, mas comprava usando unidades de medidas muito diferentes: uma, duas colheres, meio copo de manteiga, etc. 
Lembro de ter ido muito comprar 4 colheres de manteiga no "Seu Baduca" no interior. Voltava rápido com a minha porção enrolada num papel manteiga para que vovó pudesse lambuzar meu beiju quentinho...

Fiz os beijus, melequei metade da cozinha e fiz um chocolate quente para experimentar um pote de chocolate Cacau Show que comprei.
Aí foi só salpicar canela e correr pro abraço!



A minha família até hoje só come manteiga. [Ok, sem discussões acerca de saúde, colesterol, trans e tal]
Além dos hábitos alimentares "gordos" da família, as manteigas vendidas no Maranhão são diferentes. São mais salgadas, é verdade, mas mais cremosas, mais amarelinhas e mais saborosas.
A manteiga da foto não é a que mais gosto, mas comíamos sempre lá em casa. Também é muito gostosa.
Comparando com as mais famosas vendidas em São Paulo, de latinhas, ainda assim, a Itacolomy é muito melhor!

O café da manhã foi com gosto de casa de vó e com lembranças de mãe...
Ah, o charme? Ficou por conta da minha caneca de ágata que amo muito!


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