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Paranapiacaba - dica boa de bate/volta em São Paulo

E então decidimos ir a Paranapiacaba...
A corrida é imensa e as vagas, que são consultadas nesse site aqui acabam em menos de 1 dia.
Ficamos meses em lista de espera, até que um belo dia, chegou nossa vez!
O trem turístico sai da Estação da Luz sempre aos domingos, às 8h30.
Os vagões destinados a esse passeio se dividem em vagões originais da década de 50 e vagões adaptados, que mais parecem ônibus leito. Como não seria diferente, optamos por ir no vagão dos anos 50!
Ao contrário do que pensei, o vagão é amplo, as poltronas são enormes e não há divisão entre as mesmas, o que para nós foi muito melhor, já que dá pra ficar mais juntinho e se quiser, dá até pra fazer ou ganhar um cafuné durante a viagem.

Paranapiacaba é um distrito do Município de Santo André, São Paulo.
Ainda hoje, vive da história e dos tempos áureos da São Paulo Railway, estrada de ferro que transportava insumos do interior do Estado ao Porto de Santos.
O distrito é dividido em parte baixa e parte alta. A parte baixa foi a residência dos operários da famosa estrada de ferro e conserva ainda as casas, ruas e a atmosfera daquela época. As casas são encravadas em meio a serras e também à Serra do Mar, uma paisagem lindíssima!

Em algumas ruas de Paranapiacaba, tive a impressão que o tempo não passou.
Uma delícia o lugar!



O Expresso Turístico sai da Estação da Luz em três domingos do mês.
Os atendentes, o maquinista, enfim, toda a equipe é bem treinada e são muito gentis.
A viagem dura 1h30 numa velocidade muito pequena. Dá pra ver bem a paisagem, ler, cantar,  namorar e dormir.

A Estação da Luz já é uma atração à parte e juntando com a energia de viajar de trem turístico, a coisa fica bem divertida.

Chegamos com uns 40 min de antecedência e deu até pra cansar de esperar...

O vagão antigo, que foi o que viajamos, possui essas poltronas espaçosas, que parecem de ônibus antigo.
São muito confortáveis e espaçosas.




A distância entre uma poltrona e outra é relativamente grande. 

O big ben é uma das principais atrações de Paranapiacaba.
Tudo em Paranapiacaba gira em torno dos antigos moradores e da SPR.
O estilo das casas e o modo de vida ainda remetem às questões ferroviárias.


Também não consegui pronunciar!

O pau da missa, atração disputada pelos visitantes.


Amei esse cartório!


O Bar da Zilda é famoso. Em todos os guias que procuramos e pesquisamos,  ele sempre está  no topo.
Paramos para umas cervejinhas sem compromisso...

A Maria Fumaça faz um passeio de 10 minutos a uma velocidade quase 0. De acordo com o guia acompanhante do passeio, é a locomotiva original mais antiga em funcionamento hoje no mundo.
Vale pelo barulho e pra ver carcaças e mais carcaças de outras locomotivas, inclusive de uma ambulância antiga.

A parte alta de Paranapiacaba não tem muito a ver com a parte baixa, mas guarda encantos como este...

Detalhe dos bancos da Maria Fumaça


São Paulo Railway

Maria Fumaça: "soltando brasa, comendo lenha..."

A viagem também valeu pelo cambuçi, fruta típica da Mata Atlântica e rara hoje em dia.
Cada comerciante consegue estocar umas 4 mil dúzias para o ano todo. Experimentamos o suco . Amei!
Compramos 1 dúzia congelada e uma cachaça. Na foto estou experimentando o "gelinho de cambuci" ou como se diz na minha terra: suquinho!

O Distrito é muito pequeno. Na parte baixa, onde estão as casas de madeira que representam as moradias dos operários da São Paulo Railway, em menos de 30 minutos você percorre tudo a pé.
Nesse dia, na hora da volta, vimos esse barzinho com música ao vivo. O clima estava bom.


Paranapiacaba guarda uma aura, eu diria, poética. Achei a cidade inspiradora, embora ela seja lembrada por uma cultura que não é muito comum no Brasil: a das ferrovias.
O fato de descobrir ou relembrar a história de uma passagem muito importante para o pais, vale a viagem, mas é uma pena que toda essa história esteja abandonada! As locomotivas que ilustram o passeio de Maria Fumaça estão de dar pena. As casas de madeira, que dão um ar interiorano e único ao lugar, também precisam de reparos e de manutenção urgentes.

Acho que saí de lá mais ansiosa que quando cheguei. Saí preocupada com mais um atrativo turístico do Brasil sem a atenção merecida e principalmente, com a sensação de que dá pra fazer muita coisa bacana!


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