quarta-feira, 20 de junho de 2012

O bom da vida


Quando estou no metrô de São Paulo na hora do rush, não dá pra fazer outra coisa a não ser pensar no dia-a-dia ou observar o que está ao meu redor.

Em meio àquele aperto, ao calor, às músicas dos fones de alguns, à respiração da outra pessoa, que obrigatoriamente vem no meu cangote, é possível que qualquer pessoa desacredite das coisas boas da vida, na beleza de viver e até na nobreza de alguns seres humanos...

A situação é tão constrangedora, que chego a sorrir sozinha muitas vezes. As pessoas se olham com raiva como se um, tivesse mais direito que outro a um metro cúbico qualquer de oxigênio. 

Quando as portas se abrem numa estação, é o momento de soltar a respiração, puxar o oxigênio de fora para dentro dos pulmões e esperar mais aperto, já que a quantidade de gente que sai do trem é infinitamente menor que a que entra.
A coisa é realmente difícil.
A vida fica sem energia durante o seu trajeto, mas basta chegar à sua estação para que você volte a sorrir e sentir o vento no rosto.
É nesse momento que vale a pena lembrar do bom da vida, da natureza e de tudo o mais que vale a pena.





As fotos que ilustram este post são a cara do bom da vida.
As orquídeas são lindas, coloridas, complexas... 
Os abacaxis ornamentais são a coisa mais graciosa do mundo, embora tenham uma casca espinhosa e a aparência áspera.

É isso: vida!

Bom dia!

Obs: As orquídeas e os abacaxis são do jardim da Minhoca...

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