Pular para o conteúdo principal

Série Cuba - onde nos hospedamos

Para escolher as hospedagens em qualquer viagem, é preciso ter em mente de forma muito objetiva, o que é prioridade. Conforto? Localização? Serviços? Preço?
Depois de definida a prioridade,tudo fica mais fácil na hora de decidir.  
O valor, por exemplo, define muito bem sua hospedagem, inclusive em função dele, as prioridades são alteradas em algumas situações. Para alguns viajantes, esse quesito é primeiro definido, para só depois as outras questões  serem colocadas em jogo.
Em nosso caso, em qualquer viagem para local urbano, decidimos que a localização é o fator mais importante. Na sequência, optamos por um certo nível de conforto, coisa que cada um tem e de forma muito particular. 
Com o valor que tínhamos para pagar e levando em consideração que o Habana Libre fica no bairro vedado, e muito próximo do El Malecón, optamos por esse, que inclusive nossa agente de viagens tinha se hospedado.

Pesquisamos sobre o mesmo e só estando lá, é que fomos entender a questão "é o coração e uma das principais atrações do bairro". Pela sua magnitude e quantidade de gente que transita por ali, o hotel é um centro de entretenimento, por assim dizer. Tem lojas de souvenir, sorveterias, lojas de conveniência e uma lanchonete/café badalada e frequentada pelos jovens cubanos. Funciona 24h e garante o movimento daquele pedaço, que também fica ao lado da sorveteria Copelia e do cinema Yara, ou seja, vários pontos a favor do Habana Libre.

O Hotel impressiona logo na chegada. É o maior de Havana, com 572 quartos, o que faz dele um gigante em todos os aspectos. Esse detalhe no entanto, fica amenizado, quando vemos a maioria dos hotéis da cidade: faraônicos!

O Hotel foi fundado em 1958 sob a bandeira Hilton e no ano seguinte, foi tomado pela revolução e virou quartel general de Fidel, dizem as plaquinhas que contam a história do emblemático prédio. Possui estruturas rígidas e fortes e ficávamos imaginando desde quando não eram feitos reparos.

São 6 elevadores, que infelizmente não dão conta da quantidade de gente, quer dizer, dão, mas precisa-se de muito tempo e muita paciência para se conseguir entrar em um. Era preciso calcular pelo menos 30 minutos antes de qualquer programa, só para descer até o lobby.

Pare e pense rapidamente no café da manhã com pelo menos 1000 pessoas (média rasa calculada por mim) famintas todos os dias? Pois é, uma briga por assentos, comidas e sucos, embora nem todas as pessoas se desloquem para o restaurante no mesmo horário. Padecemos um pouco até entender a posição de cada coisa no café da manhã e até que horas as comidas eram repostas. 

O ar condicionado não gelava o suficiente em nosso quarto nem dos outros amigos brasileiros, fato explicado pela imensidão do prédio, que tanto o ar, como a água quente no banheiro, apenas funcionavam em horários que não são de "pico", ou seja, é preciso que menos gente esteja usando para poder funcionar.

Os quartos no entanto são muito espaçosos, coisa que a gente não vê mais hoje em dia. E a vista de Havana, bem, a vista é um espetáculo! Todas as panorâmicas que fizemos de Havana são de lá, e garanto: são incríveis!

No segundo dia de hospedagem, porém, as coisas já estão mais relaxadas e esses probleminhas que incomodam inicialmente vão sendo minimizados pela folia da viagem e pela energia que a cidade tem. O hotel possui vários restaurantes, piscina, café, lanchonete e um salão de festas chamado Turquino, que fomos ver um showzinho de salsa, super divertido!

Esse painel é lindo.  Impressiona pelas cores.
É feito de ladrilhos e tem autoria da renomada  cubana Amelia Peláez.

Lobby do hotel, sempre lotado de gente esperando guias de turismo e transfers.
No momento não estava cheio, por que era muito cedo e fotógrafo que se preza, acorda cedo para pegar alguns ângulos diferentes, né?

Cafezinho no Lobby também é um programa que relaxa os apaixonados por café.

Piscininha gelada demais! Tomamos sol dois dias antes do almoço e incrível: o sol não arde e o vento é frio.
Delícia!

A piscina fica aberta das 10h as 18h. Adorei esse espaço.

Aqui ficam as espreguiçadeiras.
Ótimo momento para relaxar, avaliar a viagem e escolher novos programas.

Chegamos em Cayo Largo, já sabendo um pouco de como seria a hospedagem: quartos confortáveis e sossegados.
Os hoteis de Cayo Largo se parecem muito. São aqueles resortões sem muito luxo, que abrigam um mundaréu de gente, consequentemente fazendo comida para um batalhão e com piscina como atração principal. E foi isso mesmo, desse jeitinho que escrevi!
Ficamos em um dos resorts Meliá, com um quarto confortável, limpo, com água quente e ar condicionado um pouco melhor. Achei a decoração do quarto bem prática e funcional. Sabe aquela coisa que você pinta e não tem que gastar com decoração? Pois é, um pouco poluído, mas gostei bastante.
No quesito funcionários, assim como em Havana, os mensageiros e camareiras são um retrato de simpatia. O povo da recepção, é muito mal educado, os do café da manhã são exaustos e os dos bares são um tanto quanto sisudos.
[Nada que uma boa gorjeta não mude completamente, hehe.]
Os restaurantes do Resort Sol Cayo Largo são espalhados, para que as hóspedes possam se movimentar e dar "vida" a todas as dependências do empreendimento. O almoço era na beira da praia, o jantar e o café da manhã no restaurante próximo à recepção e ainda bem pertinho da piscina, tinha o snack bar, para lanches rápidos. 
[Sobre as comidas, influências e outros, teremos ainda um momento especial aqui, aguardem!]
O resort ainda tinha lojinha de conveniências, onde encontrei a cubana mais simpática do mundo e lojinha de souvenirs, além de espaço para guias de turismo e de reserva de restaurante.

Fonte na entrada do hotel

Carrinho para deslocamento com bagagens

Geral 1 do quarto. Teria em casa fácil fácil essa mesa, espelho, cadeira e  porta "TV"

Caminhas separadas não sei pra quê, mas aproveitamos bem uma só, hehe.

Geral 2 do quarto. Lá fora era mato, mas dá pra ver o mar lááááá no fundinho...

Banheiro alegre! Ressalvas para essa banheira chatérrima, que odeio com todas as minhas forças.
A banheira escorrega, a cortina cola na buzanfa e por aí vai...

Cansada na frente do chalé.

A localização do Habana Libre vale todo e qualquer inconveniente que você possa vir a ter, pelo menos se sua prioridade for localização!
Gostei de ter ficado num bairro longe de Habana Vieja, que passávamos quase o dia todo. Dessa forma, você passa a entender um pouco mais a cidade e seus meandros.
Caso seja conforto, sua preferência, fique em um dos mais modernos, ou se quer história, fique no Hotel Nacional, que traduz bem os bons tempos de Cuba.
Postarei em breve sobre essas outras hospedagens. Seguraê!

Posts da Série "Cuba".
Pra você que chegou agora, seja bem vindo!
Nossa viagem a Cuba durou 12 dias  em janeiro de 2012 e nos dividimos entre La Habana e Cayo Largo del Sur.

Fotos: Italo Genovesi e Beatrice Borges

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Patinhas de caranguejo ao molho vinagrete

O vinagrete do jeito que eu gosto...

Ingredientes
1Kg de patinha de caranguejo (de preferência do Maranhão, hehe) 2 tomates maduros 1 cebola 1 pimentão verde (que pode ser o da sua preferência) 1 maço de cheiro verde (se você preferir) ou apenas cebolinha 2 limões Sal Azeite para temperar
Modo de preparar
Afervente as patinhas em água com umas pitadinhas de sal. Veja bem, aferventar não é ferver. Basta abrir fervura e elas começarem a ficar cor de rosa, é pra tirar do fogo. Reserve e deixe esfriar. Se ficarem muito tempo no fogo elas ficam duras e na verdade elas devem ficar macias. Após lavar os legumes, corte em pedaços uniformes e bem pequenos, assim como o tomate (que é uma fruta). Para mim, quanto menor, melhor. Misture todos os legumes cortadinhos num bowl, tempere com o suco do limão, sal e bastante azeite. Acrescente um pouco de água filtrada para dar um pouco mais de molho ao vinagrete. Arrume as patinhas num refratário deixando-as com o "cabinho" pra cima. Dessa forma fica mais f…

Óleo composto de soja e oliva. Não caia nessa!

Esses óleos compostos que tanto enganam os comensais espalhados por ai foram feitos para cozer, não para derramar em cima do prato pronto! Foram criados como uma alternativa para quem está com o orçamento apertado ou não tem costume de cozinhar com azeite de oliva.  Para um prato refogado, por exemplo, fica muito saboroso. O problema é que pelo fato de ser mais barato, os donos de alguns restaurantes de segunda, terceira, quarta e quinta categoria substituem o tradicional azeite por esse composto e a turma desavisada, derrama com gosto em cima do prato. Uma maldade! Vejo o povo jogando em cima da salada, sendo que em todos os compostos, 95%  é de óleo de soja e apenas 5% é de azeite (não extra-virgem!). Esperteza do restaurante que ganha por um produto de qualidade inferior e lerdeza do consumidor que não lê o que está consumindo. O consumo de azeite no país tem crescido assustadoramente, à proporção que  a gastronomia ganhou status de ciência e o poder aquisitivo da população melhorou.  De…

Raposa, MA - passeio náutico que vale a pena!

Em meio às férias, resolvemos passear de barco pela Raposa, município da área metropolitana da Ilha de São Luís.
O município é pequeno. Grosso modo, deve ter por volta de 35 mil habitantes no máximo.
Tem uma cultura pesqueira muito interessante e também é um polo rendeiro de destaque em São Luís.

A cidade em si, não é muito atraente. São ruas estreitas, com casas, em sua maioria, de madeira, que lembram palafitas, no sentindo mais geral do termo.
Percebe-se a falta de saneamento básico na cidade e uma certa desordem urbana. Basta para isso, percorrer suas ruas para entender do que estou falando. Banheiros improvisados próximos aos mangues e muito lixo acumulado nas ruas e entre as casas é um dos retratos mais gritantes ao darmos uma volta perímetro urbano.

A Raposa surgiu como uma colônia de pescadores, com início na década de 40 do século passado, por pescadores vindos do Ceará e rapidamente tornou-se um reduto cearense, com as mulheres rendeiras desenvolvendo seu trabalho e os pesc…