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Série Cuba - Carrões, motocas e outros

Os carros são uma atração à parte em Cuba.
São muitos e de todas as cores, tamanhos e tipos. A grande maioria, da década de 50.
Esses carrões são herança dos tempos "áureos" de Cuba, antes do triunfo de La Revolución. Após o embargo americano, os carros que chegaram lá são russos, chineses e de qualquer outro país comunista da época. São comuns ladas e alguns nessa linha, que acabamos por não conhecer, ou porque não chegaram aqui ou porque chegaram e não fizeram tanto sucesso tempos atrás.
Embora tenhamos visto muitos carros russos, são esses da década de 50 que fazem a alegria de turistas e curiosos. Nós (eu e maridão) e nossos amigos brasileiros (Rapha, Kátia e Camila) pagamos 15 CUC's pra um passeio de conversível da década de 50 pelas ruas de Havana e El Malecón.
Divertidíssimo!!!
Chegamos no hotel arrasando e falando "desculpaê" pra todo mundo!

Tem vermelho...

Verde azeitona...


Rosa chiclete... Ai, acho que queria ter esse!

Vermelho sangue...

Amarelo canário...

Azul geladeira, e muitas outras cores.

Aqui, uma foto que representa bem os contrastes cubanos: uma BMW novinha e um ladinha velhinho.

Esse aqui eu tava achando o máximo, até ver...

Esse aqui!

Aí vi esse aqui e morri!

Quando me recuperei do susto, olhamos esse aqui estacionado num encontro de gente esquisita,  na qual participamos (oi?), hehe. Lindo, limpo, perfeito e com o motor aberto para que todos pudessem ver o quanto está conservado.

Achei este muito simpático.

Esse aqui, vimos muitos. Cada vez que víamos caíamos na gargalhada, porque é um FIAT 126 (POLSKA)  o que nos faz imediatamente lembrar do FIAT 147, famoso aqui no Brasil.
Porque rimos? Simples, ele é a metade do 147 e parece de brinquedo. Um barato!

Sidecar, muito comum em Havana.

Um verde velhinho, mas imponente!
Viram o ônibus biarticulado? Pois é, lotados sempre.

Esse tá beeeemmm velhinho.

Essa foto não tá parecendo cena de filme? Adorei!
Foto tirada sábado à tarde em La Rampa.

Nós, arrasando num Chevrolet  Bel Air conversível. Desculpaê!
Cena clássica em Cuba. Maridão, eu, Camila, Kátia e Raphael, amigos brasileiros que encontramos lá e só desgrudamos porque eles tinham roteiro diferente. Estavam vindo da Colômbia.

Os cocotáxis são uma gracinha. Tem esse nome pela aparência com cocos.
Pra mim é um capacete de  Fórmula 1. Andamos e nos divertimos muito. São mais caros que  os táxis "normais".

Esse trenzinho era o transporte em Cayo Largo para as praias. Existem os horários em que eles passam nos hotéis e depois nas praias. Cabe 60 pessoas. Usamos algumas vezes. É divertido, mas é muito lento.
Para quem tem tempo, uma ótima!

Embora esses carrões façam a fama de Cuba, existem muitos carros novos. A grande maioria é do governo cubano, que os utiliza em missões oficiais e também em órgãos públicos.
Tivemos transfer in em um carro relativamente novo, um Citroën, Berlingo o que nos impressionou um pouco, mas logo descobrimos que a frota de táxi é estatal e os motoristas de táxis arrendam do governo os carros.
Os automóveis de um modo geral fazem parte do cotidiano cubano de uma forma até engraçada. Vira e mexe, vimos alguém arrumando um carro parado na rua, ou como se diz na gíria popular, "fazendo uma gambiarra" pro danado voltar a andar. A manutenção não deve ser fácil! O cheiro de querosene e a fumaça preta no ar estão lá pra não nos deixar mentir.
Os carrões também protagonizam cenas hilárias, como o táxi coletivo, que é na verdade um jeito bem bacana de socializar um deslocamento. Várias pessoas pegam o mesmo táxi e pagam fracionado até onde querem ficar, ou seja, os táxis fazem o percurso que as pessoas que estão dentro precisam, mas vão parando para pegar mais gente que esteja interessada. Um barato.
  
Também vimos BMW, Audi e muitos outros, ou seja, não só de carros remendados vive Cuba. Com a pequena abertura econômica que o Raul Castro vem fazendo, imagino que daqui ha 3 anos, as coisas mudem muito de figura...

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