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Série Cuba - O que comemos

Ai Cuba... que saudade!
É bom sentir saudade de uma viagem, não é mesmo? Isso significa que a viagem foi bacana, divertida e saborosa.
Oi? Saborosa?
Sim, saborosa! Como desvencilhar as comidas do lugar em uma viagem? Impossível!
As comidas representam a cultura de um povo, o modo de vida de uma comunidade e muito especialmente, como enfrentam o dia-a-dia por meio de suas tecnologias culinárias.
Antes de viajar, qualquer pessoa minimamente curiosa pesquisa sobre pratos, insumos, restaurantes, comidinhas, bebidas, o que é "típico" e o que não tem muita força na localidade.

Antes de irmos a Cuba eu não fiz isso, contrariando o minha índole curiosa e viajante. Não tive tempo! Quem fez, [de um jeito jornalístico, eu diria] foi o maridão, que basicamente se animou quando leu que em Cuba as comidas são muito parecidas com as nossas. Os textos traziam frases que ressaltavam arroz, feijão, frangos, peixes e banana.
Fiquei despreocupada, embora eu não faça a menor questão de feijão e o maridão, não coma de jeito nenhum!
Viajamos com nossa carga de remédios de viagem, nos precavendo de eventuais enjoos e indisposições intestinais.

Logo na primeira refeição, além de sermos ludibriados pelo garçom (ô raça, como diria Tutty Vasquez), foi difícil explicar que um prato para nós dois é mais que suficiente. Dois pratos sempre sobram e não é por mim não, que sou comilona. É pelo companheiro, que come menos que uma criança de 10 anos!

Dessa alimentação em diante, passei muito mal.
Há alguma coisa no tempero cubano que me fazia enjoar e passar mal toda vez que comia. Deixei de curtir alguns programinhas em função dessa constante indisposição.
Além disso, as verduras, legumes e frutas não são bonitos, de boa qualidade. Em função das restrições do país, imagino que a produção seja capenga. Sonhei tanto com as minhas saladas, que ficava triste...
"Apanhamos" um bocado para acertar nos restaurantes, no que pedir, entender que pollo e cerdo são insumos básicos e que quando o prato tinha  descrição de salada de vegetales, era só esperar alface murcha, repolho e um tomate, basicamente.

Do meio da viagem pra frente, só comíamos pizza, sanduichinhos no bar da piscina e uns hambúrgueres aqui e acolá.
Definitivamente, não foi uma viagem que deixou saudades no quesito "Comidas".

Mas apesar de tudo isso, comemos algumas coisas boas sim. Não é tudo ruim, nem de qualidade dividosa. Descobrimos um "Paladar" incrível, restaurantes também estrelados no Guia e algumas boas surpresas.
Em um próximo post, falo dos "Paladares", casas de família que se abrem para receber comensais. Muito bacana!
Esse assunto ainda irá render alguns outros posts. Aguardem!


Como sempre, procurando coisinhas conhecidas e com cara de tonta, aff.
 Experimentei o picolé Crocanty da Nestlé. Uma delícia sem tamanho.

No final da viagem (no final mesmo!), achamos essa bomboniere. Tava seca por um docinho e não tinha visto nenhum em nossas andanças. Docinhos de café, chocolate, amêndoas... muito bons!

Um dos primeiros "Paladares" que comemos. A apresentação era boa, mas não aprovei o sabor, embora tanto o maridão, quanto o Rapha, a Camila e a Kátia tenham gostado.
Pescada com vegetais e purê de batatas.

Peixe ao olho de camarão. Pratos com requinte e sofisticação.
Bolas de carne com molho de queijo. Esse aqui foi o melhor restaurante que fomos.
Café Laurent. Falaremos dele em outro post.


Aqui, um autêntico prato do Nordeste do Brasil. Embora com nome Grillada Batabanó (nada brasileiro), é uma fritada de coisas do mar. Tem lagosta, pescada e camarões.
Comemos bem nesse dia, num terraço colonial lindo!
A única sobremesa que comemos. Pudim de leite com mamão.


Aqui, entramos na fase do fast food. Hambúrguer com batatas fritas.

Eu optei, nesse dia, por um sanduiche de filé. 

Um energético em meio ás nossas comilanças. Sempre vai bem!

A velha batata frita cansada de guerra.

Bom, esse aí de cima é um perro caliente ou em nossa língua, cachorro quente. Maridão comeu bem.

As pizzas são engraçadas: são finíssimas, com um molho ralo de tomate, umas raspinhas de queijo e outra coisa qualquer.  No meu caso, sardinha.

Sanduichinho de atum

Noite de gala: jantar italiano! Entradas deliciosas: brusquetas, frios, tomates e picles

Passei mal com os restaurantes do Resort. Tudo que tem horário e muita gente, dá confusão, né?
O do almoço, tinha um esquema de buffet de legumes, saladas e churrasqueira para grelhados.
Pão, hambúrguer, legumes e uma fatia de queijo e presunto.

Outro almoço: vegetais, hambúrguer e frango.

Comemos macarrão! O que seria da nossa vida sem ele?
Andávamos famintos porque já tínhamos entrado na fase fast food.
O Restaurante La Roca foi o mais barato/saboroso que conseguimos comer. Indico muito!

Comi com molho de camarão e o maridão comeu bolonhesa

Agora sim. A melhor coisa que comi em Cuba: viandas fritas.
Bananas verdes fritas em formato chip. As melhores são do Restaurante La Roca. 

Pizza Marguerita, acreditem!


O assunto não tem como morrer aqui. Ainda tem muita comida pra comentar.
O café da manhã com meus Huevos Revueltos...

É só esperar!

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