quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A decisão sobre Cuba - parte I

Quando você decide viajar, existem muitas razões para isso. Tanto objetivas quanto subjetivas.
Pode ser pra ter outras experiências, para conhecer pessoas novas, para descobrir aquele recanto que você viu na revista e que sonhou parte do ano, para estudar, para trabalhar, para visitar parentes e amigos ou mesmo para se reenergizar.
As razões para uma viagem, às vezes nem precisam existir de fato. Você viaja porque gosta, porque tem necessidade de conhecer novos lugares, porque sobrou uma grana...
Tem até as viagens realizadas por motivos pífios, como o fato de que todo mundo já conheceu "tal" lugar e você ainda não; para parecer mais "interessante" perante seus amigos e para ter o que conversar numa rodinha. As motivações variam de pessoa, personalidade e poder aquisitivo. Em suma, as razões são as mais diversas e íntimas possíveis.
Eu, há tempos quero fazer uma viagem diferente. Se pudesse me especializava em viagens para lugares ditos "exóticos". Tipo aquele lugar que metade da população jamais sonhou em ir, sabe? Pouca gente, muitos autóctones, vida normal rolando e você lá no meio vendo e sentindo tudo.
O problema é que esses lugares, por sua unicidade, são muito caros e viajar, vocês sabem, não é para quem quer ou sonha e sim, para quem tem grana e tempo.
Eu e o maridão, que também gosta de viajar e curtir a cidade dos cidadãos e não a dos turistas, decidimos economizar no ano que passou para fazermos uma viagem nessas férias, ou seja, tivemos que raspar o tacho do orçamento e garantir duas semanas de férias nos respectivos trabalhos.
Acertamos tudo, pesquisamos e escolhemos Cuba.

Aí vem mamãe:
- Minha filha, Cuba, Cuba, Cuba, daquele doido?
- Sim mãe, Cuba.
- Minha filha, passou na televisão uma senhora com 5 dentes de alho bem pequenininhos para o mês todinho! 
- Ah, no Jornal Nacional, né?
- Minha filha vocês vão passar fome lá! Não tinha um lugar mais normal pra vocês irem não?
- Mãe, não precisa se preocupar. Turista lá tem uma vida diferente. Mais perto da viagem eu explico pra senhora.
- Não sei não...

E papai:
- Olha menina, tu não vais aceitar nada de espertalhão no aeroporto. Pode ser droga. Eu não quero te ver presa na televisão!
- Pai, pelo amor de Deus!
- O que a gente vê de caso assim na televisão...
- Pai, por favor?

Continua amanhã...

2 comentários:

Ana Roberta disse...

Não estranhe os cães farejadores no desembarque nas malas e em você.
Cuba é inesquecível!!!

Ócio, viagens e gastronomia disse...

Ai, ai, ai....