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Da janela ou do sofá.

Tenho a impressão que este ano passou meio de ladinho, sem encostar em mim.
Parece que o vi de uma janela.
Ou de um sofá em frente a uma televisão. Eu no sofá e o ano na televisão.
Sabe quando parece que você não interagiu com o ano? Que as coisas aconteceram, mas que deixaram você meio de fora?

O ciclo de mais um ano terráqueo está se fechando e eu estou com essa impressão cretina. Coisa louca!
Desde que cheguei aqui, tracei metas que ainda não pude cumprir, por inúmeros motivos. E um dos mais importantes é a própria adaptação com a cidade, seus desafios, crueldade e distâncias.
Sinto-me um pouco mais adaptada, mais familiarizada com as pessoas e com as situações, mas ainda sinto falta dos meus amigos. De conversar de igual pra igual.
De poder usar meu sotaque sem ter que pausar pra explicar de onde venho e quem eu sou. De poder reclamar da minha cidade com propriedade de causa. De reivindicar. De ficar triste com mais um casarão interditado e nessa tristeza, afogar as mágoas em algumas cervejas geladas e suando com 34°.
Talvez a impressão de um ano distante seja por isso. Ainda estou em adaptação.

Mas começo a gostar mais da cidade, dos programas que aos poucos eu e o maridão vamos tornando rotina. O cotidiano paulistano me encanta em muitas coisas. Gosto da grandeza da cidade. Da possibilidade de ver de tudo. De poder fazer quase tudo e principalmente de dividir a vida com alguém tão parecido comigo e tão disposto a aceitar as diferenças.

Este ano será um ano marcado na minha memória. Tanto pela sua assimetria, quanto pela falta que senti dele, pelo menos até agora!

Um quinta de primeira categoria pra você!


Comentários

Anônimo disse…
Amo os dois , felicidades forever.
Saudadessssssssssssssssssssssssssssss de vocês e da Augusta, minha pedra ametista.
kissesssssssssss
Lindo da minha vida, que saudade. Amamos você também! Minha pedra ametista, kkkkk

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