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Passaporte e vacinação: é preciso tirar férias antes da viagem!


E de repente me vi tendo que quase “tirar férias” para poder resolver as burocracias de uma viagem internacional.

Mal pude acreditar quando coloquei no papel todas as pendências necessárias para poder viajar para um destino do Caribe.

Começa que tirar um passaporte é uma luta inglória, se você tem pressa. É preciso muita antecedência e se você mora em São Paulo, é preciso de 3 a 6 meses de espera! Vacilei em relação a isso e só me sobrou a alternativa de tirar em Santos, pois por aqui só tinha agendamento para o ano que vem.

Na página da PF, tinha uma opção para dia 02/11. Ôpa, pensamos. Feriado, que ótimo! Preenchemos tudo como manda o figurino e duas semanas depois descobrimos que abriram errado a data, ou seja, estávamos como antes: sem agendamento e sem passaporte.

Maridão ligou e depois de muitos minutos pendurado num telefone conseguido na internet, fomos "encaixados" numa outra data. Isso porque ligamos para tirar a dúvida. Eles talvez não ligassem para retificar o erro do próprio sistema. Um descompasso fora do comum!

Depois de negociar para faltar no trabalho por um motivo não tão compreensível assim, soube que teria que faltar no trabalho novamente para poder buscar o tal passaporte. Pensei que pela evolução do mundo, você tivesse que abdicar de um período do trabalho, mas saísse da Polícia Federal com tudo em mãos.  Nada disso!
Não basta faltar um período, são dois! Ainda bem que minha Diretora passou por isso recentemente e concordou em me liberar durante esse processo. Imagino que para aqueles que não tem um trabalho flexível, esse luxo não seja possível.

[Parece que você é um pouco penalizado pelo fato de decidir viajar. Por um momento, escutei uma bruxa com nariz adunco e uma verruga na ponta me dizendo: “Ah, vai viajar? Então delicie-se com toda a burocracia do mundo e tchaaaan, apontou sua varinha mágica em cima de mim com um encantamento que nem meu querido Harry Potter seria capaz de tirar"]

Passada a agonia do passaporte, dois períodos fora do escritório e muita paciência, sem contar os custos embutidos nessa operação,  e o fato do jogador Ganso estar no dia em que fomos a Santos resolver tudo e entrar na nossa frente e nos atrasar muito, chega a etapa da vacinação.

Tanto eu quanto maridão, somos vacinados contra febre amarela. “Ótimo, pensei”.
Que nada! É necessário possuir a Carteira Internacional de Vacinação – CIV que você só pode tirar na ANVISA.  Fomos pesquisar na internet e vimos que aos sábados seria possível resolver isso. Maridão ficou feliz, eu também e marcamos de ir em Congonhas trocar a bendita carteira nacional por uma internacional. Está escrito no site: Sábado!

Acordamos muito dispostos e saímos cedo já que da nossa casa até o aeroporto, gastamos mais de 1 hora intercalando metrô e ônibus. Eis que demos com nossos narizes na porta da ANVISA que agora tem um aviso em A4 grudado na porta: Não funcionamos mais aos sábados!

Fomos no posto de informações da INFRAERO tirar a dúvida e a atendente nos disse como se fosse a coisa mais normal do mundo: "ah, não atualizaram o site!".

Como se não bastasse tudo isso, há uma outra informação errada na porta da ANVISA. Lá diz que em outros lugares é possível tirar a CIV. Já desconfiados com tanta informação desencontrada, ligamos de lá para um dos números. Adivinhem?

Isso mesmo. Só em Congonhas ou Guarulhos.

Aí eu te pergunto ocioso: "Como é que uma pessoa normal, que trabalha de segunda a sexta das 9:30h às 19h pode fazer uma viagem internacional?"

Informações desatualizadas. Processos trabalhosos. Praticidade zero.

Mesmo com tantas campanhas de democratização, a melhoria no poder de compra da classe média, viajar continua sendo uma coisa pra quem tem dinheiro e consequentemente tempo livre. Uma pena!



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