sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sem talento pra nada.

Eu bem que poderia saber fazer bolos.
Fazer salgadinhos. Talvez docinhos. Quem sabe “uns únicos” biscoitos num raio de 5.000 km?
Poderia ter talento para essas coisas, mas não tenho talento pra nada!
Poderia saber pintar, fazer esculturas, encapar livros, fazer maquiagem.
Ter o tricô ou crochê como ofício. Costurar... ai que bacana! Costurar roupas exclusivas sobre encomenda... Almofadas, cortinas, tapetes...
Eu poderia entender de mecânica, hidráulica ou elétrica.
E se eu soubesse fazer poemas? Se soubesse escrever roteiros de cinema, de filmes ou de histórias em quadrinho?
Eu estaria agora fazendo qualquer coisa dessas. Com programação para começar e para acabar. Iria dividir meu tempo a tempo de entregar tudo aos clientes. Poderia dizer não, caso eu estivesse muito cansada.
Poderia não aceitar a encomenda de uma obra simplesmente porque estava precisando caminhar no parque...
Poderia aceitar quatro coisas ao mesmo tempo e ficar duas noites sem dormir, mas a obra final seria muito recompensadora. Seria elogiada. Seria degustada. Fotografada. Seria usufruída de tal forma que o sono seria apenas um detalhe.
Essa minha geração é um fiasco!
Quem sabe fazer essas coisas é porque tem muito talento, o que não é o meu caso [hunf!]. Nas gerações anteriores era obrigação. Era obrigatório saber trabalhos manuais, por isso as receitas de família fazem tanto sucesso e os trabalhos que citei são tão valorizados hoje em dia.
Todos aprendiam o melhor que podiam. Tudo era perfeito.
Mas não. Estou numa época onde os sentimentos são voláteis e a gentileza é algo em extinção...

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