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O Guardanapo


Continuo apostando na minha máxima que diz que você conhece a categoria de um bar, lanchonete ou restaurante pelo “naipe” do guardanapo!
Acrescento ainda que o boteco pode ser o mais “pé sujo” do mundo, mas se tiver um guardanapo que não seja aquele de depilação ou apropriado para “bolar um bom baseado”, ele ganha muitos pontos e passa a ser credenciado por essa ociosa aqui.

Existem muitos detalhes que me chamam a atenção nesse mundo da comilança. Detalhes são detalhes e para mim, fazem muita diferença. Vejamos o exemplo da rodela de tomate em um sanduiche:
Exceto quando o sanduiche é de tomate, em qualquer outro tipo, ele funciona como um detalhe, um “plus”, um “colorido” ao sanduba.  Então é óbvio que o tomate não deve sufocar ou mesmo fazer sumir o sabor dos outros ingredientes. Deve apenas complementar, acrescentar frescor ou leveza, ou seja, as rodelas devem ser finas, acompanhando o desenho do sanduiche. Mas não, na maioria das vezes lá vem o tomate fazendo papel de protagonista...

É ou não é um detalhe importante?
O guardanapo para mim é assim, um detalhe importante!

Quando é ruim, machuca a boca, deixa a mesa feia, fede e dá o tom de desleixo do ambiente. Já um guardanapo bom, enfeita a mesa, evoca uma certa sofisticação à mise en place, te desperta os sentidos, sem contar que é uma belezura usar um guardanapo macio depois de degustar um prato saboroso...


Aprofundando um pouco mais, podemos chegar aos  porta guardanapos, que também tem um papel importante nessa discussão. Literalmente!
Tem coisa mais ordinária que aquele porta guardanapos de inox, “tipo televisão” que você precisa apertar para arrancar o papel?
E quando o papel sai pela metade ficando parte na sua mão e parte no porta guardanapos?
E se uma mão estiver suja de gordura e a outra ocupada?
Como nada é tão ruim que não possa ficar pior, existem os momentos que você chega no ambiente, vê o porta guardanapos todo “ensebado” e os papeizinhos estão  ao contrário, ou seja, com aquelas abas que facilitam o manuseio para dentro! Aí é o terror...

Acho o guardanapo tão impotante, que quando ele é personalizado é comum guardarmos um de lembrança em viagens, não é mesmo?
Um bom guardanapo conjugado com um sousplat ou jogo americano bacana, transforma qualquer mesa num luxo só!
Acho tudo tão interessante, que quando vejo pelos restaurantes os guardanapos colocados de ponta cabeça, peço licença e troco! Ora, se eles vem dobrados de fábrica, há uma lógica que facilita a vida do comensal, ou seja, eles devem estar com a dobra para cima e não com as folhinhas soltas.

É claro que isso é uma opinião muito pessoal, pois para cada pessoa esse assunto tem um peso. Papai por exemplo, diz que tem pena de comprar e quando compra, tem pena de usar (vai entender...).
Na minha infância não tenho lembranças de ser um quesito obrigatório na mesa, mas entendo perfeitamente minha mãe. Na dureza daqueles tempos, ela tinha que escolher entre o pacote de guardanapos e o pacotinho de Ki-Suco de morango...

Hoje o guardanapo representa muito em uma mesa de luxo e os porta guardanapos evoluíram bastante. Tem de todos os materiais, de todas as formas e de várias espessuras, graças a Deus!
Comprei os meus primeiros de tecido há pouco tempo. Ando muito convencida com eles. Vivo cavando oportunidades para usá-los. Em breve, comprarei de cores variadas e realizarei um sonho antigo que é ter de Poás, mas aí conto pra vocês.

Bom final de semana!

Comentários

Sabrina disse…
Oi, querida! Os de pano são mais ecológicos, né? Além de serem super chiques! Quando eu for à sua casa, quero os de poás, tá? Beijo!!!
Ôba!!!! Vamos marcar mesmo! Ah sim, bem mais bacanas e corretinhos... Um super beijo em vc!

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