terça-feira, 10 de maio de 2011

Vigília constante

Para ir ao metrô, tenho que pegar os troleibus, que são ônibus elétricos (que se movimentam por eletricidade  e com aqueles ganchos acoplados em fios que mais parecem bondes de superfície).
São macios, tranquilos e quase sempre vazios.
Hoje eles tiveram um problema e tive que pegar um ônibus que sequer sei o nome. Percebi dois bolivianos esquisitos me olhando muito e para minha mochilinha vermelha ainda no ponto de ônibus (parada para os maranhenses!). Subi e ambos me acompanharam.
Dei a passagem pra eles, já desconfiada de alguma coisa, mas eles fizeram aquele gesto com as mãos de dar a passagem, sabem? Educadamente passei, mas sentei ao lado de uma senhorinha, já que fiquei com medo e não queria ficar sozinha num banco.

Percebi o grandão em pé no meio do ônibus sem parar quieto e aquilo me incomodou. O velho, o companheiro, ficava próximo, mas eles não se falavam sabem? Pra fingir que não se conheciam... Tudo pensado para enganar o povo, sempre preocupado com o horário de chegar no trabalho!

De repente uma gordinha gritou que o "velho safado" estava mexendo na sua bolsa e eu me liguei! O grandão tapava a visão dos outros, encostava nas pessoas e o velho roubava. Vejam que coisa?

O ônibus parou e o grandão desceu sem fazer alarde. O velho desceu na sequência alegando que a gordinha estava louca. Todos ficamos atônitos, mas ele não conseguiu roubar a senhora, ainda bem!

Não dá pra relaxar nunca. A vigília deve ser constante. Sempre vai ter gente maldosa e ordinária no mundo.

Depois da invasão dos coreanos em São Paulo, agora é a vez dos bolivianos, que chegam aqui para trabalhar  nas confecções e fábricas dos coreanos por salários de miséria. É uma nova modalidade de escravização. Mais moderna e atual.

Pelo que ouço falar e pelo que pesquisei aqui rapidamente, a grande maioria está no Brás. Nas andanças de final de semana vemos vários, já que a Mooca é relativamente próxima. Todos com aquelas caras iguais e parecendo índios... Todos me lembram Evo Morales...

Pena em todos os sentidos. Eles terem que sair dos seus países por condições de trabalho desfavoráveis e alguns, por esperteza, se estabelecerem aqui e praticarem atos como esse. Agora devem estar roubando em outros ônibus e muitas outras pessoas. Que pena!

Bom dia!

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