quarta-feira, 4 de maio de 2011

O novo. Linha 4 - amarela

A novidade chega e causa o maior frisson.
Tudo o que é novidade, todo mundo quer saber, quer experimentar, quer usufruir e espalhar por todos os lados que já conhece.
Até a coisa ir ficando morna, desbotando e caducar.
O metrô em São Paulo é uma coisa velha, quase caduca. Já tem 33 anos de operação e para muitos, estagnou no tempo. (ôpa, cabe ressalva de que coisas e pessoas com 33 anos estão caducas assim, como nessa frase, tá?)
Fico pensando nas pessoas que começaram a usar esse veículo quando inaugurou. A chiqueza que era...
Hoje o pobre metrô já não suporta mais tanta gente, já não consegue andar na velocidade de outrora e a todo momento "para para aguardar a movimentação do trem à frente". Um horror.
Em algumas estações é um verdadeiro suplício. Sinto que deve ser mais ou menos naquela linha a entrada no inferno, só que ao invés do organizador de embarque, tem os assistentes do capeta empurrando todo mundo tipo os chicoteadores do metrô do Japão.
Quando tudo estava perdido em termos de Metrô e novidades, a Linha 4 - amarela- surgiu devagarzinho como quem não queria nada.
Pego a linha amarela todos os dias para vir a Pinheiros, que é onde trabalho. Para quem não sabe, Pinheiros é um bairro moderno, meio chique e caro. É para onde os novos ricos estão vindo e onde moram.
Tem gente rica, mas não tem ainda aquela "verve" de tradição. Fazendo um comparativo grosseiro, seria a Barra da Tijuca de São Paulo.
Pois bem, a Linha amarela ainda não funciona com toda a sua potencialidade. Só funciona de segunda a sexta das 4:40h às 15h, ou seja, posso vir por ela, mas não volto. 
As estações são mais bacanas, tem portas anti-suicídio, obras de arte, os trens são no sistema "driverless",ou seja, não tem "motorista", não há divisão entre os vagões, tem ar condicionado, enfim, são trens mais modernos.
São três estações funcionando e mais que de repente, houve uma invasão de pessoas utilizando. Eu conseguia vir sentada, em silêncio e em paz. Agora está impossível. 
Não só pela novidade, mas também pela facilidade e mobilidade que proporciona aos milhões de usuários que se espremiam em ônibus, igualmente velhos e caducos.
Como é novidade, todos os dias vejo as pessoas entrando e observando tudo, abismadas com o novo, com o fato de poderem se movimentar de um vagão a outro. Fico vendo e é impressionante todos virando para todos os lados em busca de mudanças, novidades e destacando diferenças com os outros trens.
Hoje escutei uma senhora falando para a filhinha: "Vamos andar no trem novo, ham? Agora preciso trazer seu irmão!"
A novidade é assim. 
Perturba. Excita...
Até virar normal...

Bom dia!


2 comentários:

Marcelle disse...

Parece coisa de provinciano, mas eu adoro andar de metrô. Acho que é pq eu nunca peguei em hora de rush...só pego na vida de turista...Mas acho que seria tudo se aqui em SLZ tivesse um arco-íris deles.

Ócio, viagens e gastronomia disse...

Eu também acho bacana Mamá. A questão é a coisa estar no limite, quer dizer, a cidade de São Paulo está no limite.
Para São Luís, seria um avanço e tanto. Pena nos vermos os dirigentes com essa visão.
Quem sabe em 20 anos?