segunda-feira, 14 de março de 2011

Comida de mãe

Quando você vira mãe, tenho certeza de que cai um pozinho especial do céu que dá o poder de fazer tudo ficar gostoso.
Começa com o leite materno, que embora seja ruim pra chuchu, a gente acha uma maravilha. Depois vem o mingau com o toque doce bem certinho, assim como na temperatura ideal. Mãe não deixa a gente se queimar!
E as sopinhas, hum? A descoberta dos sabores e dos cheiros... 
Aí vem os sucos, as vitaminas e chegam as comidas preferidas. Só a mãe da gente sabe a comida que gostamos e é o tempero dela que dá o toque de chefe. Não adianta. Nem Ferran Adriá nem Jamie Oliver nem ninguém nesse mundo vai fazer a comida gostosa como da nossa mãe.
A minha mais que linda mãe cozinha de um jeito muito especial. Não é nada organizada, é bem verdade.
Bagunça tudo e lava os temperos de um jeito só dela. Consegue ter a capacidade de molhar o chão como ninguém, mas depois que a cozinha está limpa, a comida está impecavelmente temperada. Com o sal no ponto e com um perfume de encher a pança.
A comida da minha mãe tem cheiro de maresia...
Cheiro de mar, de sal, de peixe fresquinho e de mais alguma coisa que só quem nasce na praia é capaz de saber e de gostar.

Na falta da comida da minha mãe, tem a comida da minha sogra, que ao contrário de mamis, é super organizada e a cozinha fica limpa desde a fase dos temperos até o final da cocção.
Neste domingo, fez uma comida muito simples e até comum, mas o sabor, estava digno de grandes restaurantes.
Já falei outras vezes que tudo que ela faz é delicioso, mas quis mostrar aqui a simplicidade da mesa e da mesma forma, de como um simples almoço feito com amor se torna muito especial

Batata bolinha cozida e temperada com ervas.

Fiesta temperado, recheado com farofa e embalado no saquinho pra assar no forno.

Salada de tomate cereja, kani, vagem, cenoura e azeitonas. 
Aqui era só o começo...

Olha a salada prontinha. Hummmm...
O Mário de quebra lá atrás, hehe.

As batatas depois de assadas no forno.
Aqui tem além de batatas, mini-cebolas e alho com bastante azeite.

Vejam que luxo: salada, frango e batatas assadas.
Esse arroz branco foi só pra compor a foto, já que somente o André e o maridão comeram.
Nós, mortais, comemos arroz integral.

Sim, o arroz integral foi feito na mais nova aquisição da casa: panela elétrica para arroz.

Põe o arroz, a água, temperos e vruck, liga na energia (tudo bem, pode não ser vruck, tchun?)
A minhoca ia de vez em quando saber se já estava no ponto...

Prontinho! Arroz integral no ponto!

De sobremesa, pudim de tapioca.
Olha, nem sei o que faria se tivesse os dotes gastronômicos da sogra e da cunhada...
De comer de joelhos!

Comida feita com amor é assim...

Rola até samba na cozinha...

Aqui pra fechar, o casal puxa-saco mais lindo do planeta!



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