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Exaustão

Saí de São Luis com o coração apertado e chorando feito criança quando quer um brinquedo em meio a uma loja e o pai não quer dar.
Foi uma experiência muito diferente. Eu estava na minha casa, na minha terra e sem tempo para a família e os amigos.
Demorei pra entender e aceitar o que estava acontecendo.
Na verdade, ainda lamento tamanha correria.
Embora tenha sido tudo muito rápido, consegui ver alguns poucos amigos e alguns parentes queridos (muito menos do que eu gostaria e muito mais do que meu corpo poderia aguentar).
Durante os oito dias que estive na Ilha, fui ao limite da exaustão como há anos eu não ia, nem quando tinha 25 anos e virava quatro noites de carnaval.
O meu corpo não me obedecia e minha mente só conseguia enxergar uma cama no meio de um quarto escuro com silêncio total. Pensei que não fosse aguentar, que cairia a qualquer momento numa comemoração qualquer. Meus olhos ardiam de sono e o raciocínio ficou comprometido, juro!
A vista estava turva, a paciência no limite, as costas doíam parecendo que eu tinha levado 200 chibatadas. Meu Deus, que sensação horrorosa!
Meu coração pedia pra ficar com minha mãe e com meus amigos, mas meu corpo pedia pra vir embora descansar.
Descansar em São Paulo, vejam que ironia!
Cansei de uma coisa que fiz a vida toda, mas que dessa vez foi superado: falar. Falei tanto que a garganta pediu pra parar. Contava as passagens da minha vida paulistana incessantemente para todos os parentes e amigos. Todos perguntavam e eu respondia.
Respondia, respondia e respondia. A garganta inflamou e fiquei afônica. De tanto falar... De tanto responder...
Toda essa canseira é reflexo das muitas comemorações, festas, jantares e bate papos organizados pelos amigos para mim e a família paulistana. Uns amores, claro.
Durante essa semana fui feliz ao exagero. 
Exagerei nos gritos, nos risos, nas danças, nos beijos, nos abraços, nos cheiros, no aconchego. Uma delícia difícil de descrever. Difícil de repetir.
Não sei se teremos outras festas como essas, não sei se os amigos ainda estarão disponíveis para eventos como esses, mas embora eu tenha chegado aqui quase de ambulância, foi tudo muito bom e muito gratificante.
Esqueci de levar meu chip maranhense e ficou difícil para as pessoas ligarem. Quando eu recebia ligações, também pagava por isso e o tal dos créditos acabavam sempre no melhor das festas. Para repor tudo, só no dia seguinte, após a ressaca e se desse pra passar em algum lugar que tivesse esse serviço. Não, não dava pra perder tempo com isso. A praia, a casa de mamãe e os compromissos me chamavam com mais urgência.
Desculpem os amigos que deixaram recado no hotel, que deixaram abraços com os outros amigos. Ainda não pude retornar para agradecer, acreditem!
Cheguei em casa meio dia depois de uma viagem cansativa na madrugada e dormimos com a roupa do dia anterior. Isso mesmo, sem tomar banho ou escovar os dentes. Acordamos as sete da noite completamente perdidos no tempo e no espaço, coisa que ainda estamos...
Volto em breve!




Comentários

Dona Karen disse…
olha só teliguei horrores pro numero que tu passou por e-mail e não consegui falar. Queria ter ido dia 31 pra abençoar vcs junto com padre mas enfim...entendo todos os transtornos desta viagem rapidissima, quando vieres da proxima vez acho que MARIA VITÓRIA JA TERÁ NASCIDO..hehehehe então me coloca na tua lista de amigos -prioridades!!!Feliz NATAL E ANO NOVO!!!BJOS
Dadá disse…
oh BB! te achei tristinha dia primeiro, entendo perfeitamente. Lá no samba que foi td de bom tds os bambas relembraram o ano passado e estavam te esperando, mas a vida é assim mesmo, como diz no livro o pequeno príncipe: nada é perfeito.
Em breve vcs estarão aqui de novo e com certeza vai rolar tdas aquelas festas SEMPREEEE minha amada.
Te amo muitão. Dadá
Poxa Karen, foi uma droga eu ter esquecido meu chip daí. Complicou tudo e deixei de falar com um monte de gente querida, inclusive contigo e Maria vitória. Queria ter te visto de barrigããããooo.
Não deixei o presente prometido pra Maria Vitória, porque na semana da viagem fui à loja comprar e tinha acabado. Voltei dois dias depois e ainda não tinha chegado. Como Lu vem em breve pra cá, passarei na loja pra já garantir e ela leva.
um ano novo bem bacanão pra ti, com muita saúde e força pra criar a bb mais esperada do mundo...
Ah Dadá, muito difícil...
Não só o fato de vir embora, mas também o cansaço. Como escrevi, estava no limite da exaustão. Imaginei que o samba tinha sido legal, na verdade, não tinha como não ser: gente boa+samba+cerveja gelada....= alegria geral.

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