Pular para o conteúdo principal

Nove saudades!

Gosto de números ímpares. Não me perguntem o por quê!
A maioria das coisas que contabilizo, os números da mega, a quantidade de cervejas tomadas nos botecos e as peças de decoração são em sua maioria ímpares. Deve ter uma explicação cabalística para isso.
Acho que por isso sempre gostei dos números primos e não pelo fato de terem apenas dois divisores. Era porque eram ímpares e diferentes. Gosto do incomum. Isso é um fato.
Outro fato é a saudade que dilacera meu coração.  De tudo. De muito. De pouco. Das pessoas. De coisas. De Momentos. De comida, enfim...
Juntando o fenômeno cabalístico à minha distância, esse mês resolvi enumerar as 9 maiores saudades nesses dois meses morando longe de São Luís. Querem saber quais são?

1) De algumas pessoas – a família e os amigos estão no topo da pirâmide. Cada um desempenhando seu papel em minha vida faz uma falta volumosa. Como fazem falta, nossa! Nesses momentos de ausência, até algumas pessoas chatas fazem falta com suas chatices, é claro! Reclamações e “pequenez” também tem seu valor, dependendo da situação.

2) Praia – nunca fui “rata” de praia. Ia mais vezes pra beber umas cervejinhas que tomar sol. Agora, nessa cidade gelada e cinza, penso: “Porque não fui mais vezes?”. Pisar na areia é uma delícia, tomar banho naquele mar quentinho e olhar aquele céu azul não tem programa mais relaxante.

3) Peixe serra – as pescadas amarelas que me perdoem, mas um peixe serra em posta bem fininho frito com uma farofinha de torresmo que mamãe faz... Hummmm.

4) Farinha D’água – Uma vez um  baiano me falou que nossa farinha parece pedra brita. Entendo perfeitamente. Comparado com a deles que parece maisena, só pode é achar diferente. É a opinião dele. Respeito, mas que nossa farinha faz uma Farofa de Ovo ficar única, ah isso faz!

5) Cristina, minha manicure – Só ela sabe fazer do jeito que gosto. Ela escolhe os meus esmaltes. Corta do tamanho que é pra cortar e nunca tira nenhum “bifinho”.
Como faz falta em tempos de unhas curtas...

6) Saber onde tem cada coisa – Presentes, roupas, tecidos, bijoux, perfumes e tudo o que você precisar. Sabia de tudo. Bastava separar um tempo e correr lá pra comprar. Dependendo de quem era, era rápido.

7) Tomar cerveja na Feira – os amigos de feira, o odor de galinha, o sol na testa, a mesa apertadinha, a cerveja não muito gelada, o cheiro de camarão seco e o atendimento ruim formam uma equação divertida e muito saudosa. Sempre às sextas à partir das 13h. Marcado!

8) Falar “tu” pra todo mundo – continuo falando “tu”, mas não há retorno, faz eco...

9) Comer camarão seco com arroz de toucinho às 18h na casa de vovó, na metrópole Humberto de Campos -  Só lá tem o sabor que dá água na boca. O arroz é soltinho, perfumado e temperado com um toucinho fresco e tratado com carinho. O camarão não é salgado nem insosso, não é grande nem pequeno, é seco na medida certa, ou seja, a casca sai quase inteira e é de um tom alaranjado que só na casa de vovó é capaz de ter...


Ah sim, porque 9? Deve ter alguma explicação cabalística, só pode!

Coluna Ócio, viagens e gastronomia
Jornal Cazumbá.

Comentários

eldina disse…
falar de saudade doi,ainda mais de pessoas assim que conhecemos e rápido somem do nosso convivio,ficamos só com a lembrança,graças a deus temos o telefone,orkut,blogs,enfim a tecnologia a nosso favor,bjs bia saudades mil.........
Paulinha disse…
Tá com saudades de mim?? tô saudades de tu... =/

Postagens mais visitadas deste blog

Patinhas de caranguejo ao molho vinagrete

O vinagrete do jeito que eu gosto...

Ingredientes
1Kg de patinha de caranguejo (de preferência do Maranhão, hehe) 2 tomates maduros 1 cebola 1 pimentão verde (que pode ser o da sua preferência) 1 maço de cheiro verde (se você preferir) ou apenas cebolinha 2 limões Sal Azeite para temperar
Modo de preparar
Afervente as patinhas em água com umas pitadinhas de sal. Veja bem, aferventar não é ferver. Basta abrir fervura e elas começarem a ficar cor de rosa, é pra tirar do fogo. Reserve e deixe esfriar. Se ficarem muito tempo no fogo elas ficam duras e na verdade elas devem ficar macias. Após lavar os legumes, corte em pedaços uniformes e bem pequenos, assim como o tomate (que é uma fruta). Para mim, quanto menor, melhor. Misture todos os legumes cortadinhos num bowl, tempere com o suco do limão, sal e bastante azeite. Acrescente um pouco de água filtrada para dar um pouco mais de molho ao vinagrete. Arrume as patinhas num refratário deixando-as com o "cabinho" pra cima. Dessa forma fica mais f…

Raposa, MA - passeio náutico que vale a pena!

Em meio às férias, resolvemos passear de barco pela Raposa, município da área metropolitana da Ilha de São Luís.
O município é pequeno. Grosso modo, deve ter por volta de 35 mil habitantes no máximo.
Tem uma cultura pesqueira muito interessante e também é um polo rendeiro de destaque em São Luís.

A cidade em si, não é muito atraente. São ruas estreitas, com casas, em sua maioria, de madeira, que lembram palafitas, no sentindo mais geral do termo.
Percebe-se a falta de saneamento básico na cidade e uma certa desordem urbana. Basta para isso, percorrer suas ruas para entender do que estou falando. Banheiros improvisados próximos aos mangues e muito lixo acumulado nas ruas e entre as casas é um dos retratos mais gritantes ao darmos uma volta perímetro urbano.

A Raposa surgiu como uma colônia de pescadores, com início na década de 40 do século passado, por pescadores vindos do Ceará e rapidamente tornou-se um reduto cearense, com as mulheres rendeiras desenvolvendo seu trabalho e os pesc…

Óleo composto de soja e oliva. Não caia nessa!

Esses óleos compostos que tanto enganam os comensais espalhados por ai foram feitos para cozer, não para derramar em cima do prato pronto! Foram criados como uma alternativa para quem está com o orçamento apertado ou não tem costume de cozinhar com azeite de oliva.  Para um prato refogado, por exemplo, fica muito saboroso. O problema é que pelo fato de ser mais barato, os donos de alguns restaurantes de segunda, terceira, quarta e quinta categoria substituem o tradicional azeite por esse composto e a turma desavisada, derrama com gosto em cima do prato. Uma maldade! Vejo o povo jogando em cima da salada, sendo que em todos os compostos, 95%  é de óleo de soja e apenas 5% é de azeite (não extra-virgem!). Esperteza do restaurante que ganha por um produto de qualidade inferior e lerdeza do consumidor que não lê o que está consumindo. O consumo de azeite no país tem crescido assustadoramente, à proporção que  a gastronomia ganhou status de ciência e o poder aquisitivo da população melhorou.  De…