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São Luis de Virada

Ótima programação para a Ilha de hoje até 31.
São Luis de virada


Engana-se quem pensa que São Luís não representa palco da arte colaborativa. Bem parecido do que acontece em São Paulo, o movimento de arte urbana tem conseguido cada vez mais espaço na cidade, formando redes artísticas preocupadas em criar novas artes de rua. Prova disso é a realização do primeiro São Luís de Virada, que começará nesta quinta-feira, 29, e prossegue até sábado, 31, das 18h à 0h, na Rua do Giz (Praia Grande).


Inspirado na Virada Cultural paulista, que acontece todos os anos e reúne diversos tipos de manifestações artísticas, o São Luís de Virada surge com a proposta inovadora de fazer transformação social por meio de mobilização na arte. De acordo com um dos idealizadores do evento, o “imaginauta” (como prefere ser chamado) Gustavo Távora, o público poderá contemplar um processo de criação contínua, em que fotografias e vídeo-instalações se cruzam entre a estrutura arquitetônica de uma das ruas mais movimentadas do Centro Histórico.

Um dos destaques do movimento de rua é o “Hora Blogs”, que reunirá blogueiros interessados em compartilhar suas criações no universo virtual em projeções abertas ao público. “É um processo capaz de gerar agrupamento a partir da informática e um espaço para as pessoas mostrarem seus blogs e dividirem suas idéias”, explica Gustavo. As inscrições para participar do “Hora Blogs” poderão ser feitas amanhã, com um dos organizadores do evento.
Para os grafiteiros de São Luís, o “Graffiti in the Rain”, outra performance da manifestação, traz a proposta de “vestir” o ser humano com a cultura urbana. Uma pessoa, do público ou não, vai se vestir com uma capa de chuva e segurar um guarda-chuva enquanto será grafitado ao som de música ambiente. No campo da sétima arte, o público vai poder conferir a Mostra “Cidades Invisíveis” (MG), produzida pela ONG Contato, com exibição de curtas de 30 segundos. Além disso, haverá o lançamento da proposta do “Cine Pororoca”, que prevê a exibição de 50 vídeos de 50 segundos sobre temas livres, causando uma “enxurrada” de idéias produzidas por maranhenses.

Nem mesmo os banheiros dos restaurantes Cantinho da Estrela e Don Francisco escaparam da criatividade dos mobilizadores e acabaram funcionando como espaço para exposição das obras artísticas. Segundo Gustavo, a idéia é construir ateliês de criatividade e inovar em locais em que a cultura não é pensada e vivida.

Vale lembrar que não apenas artistas envolvidos no projeto poderão mostrar ao público suas criações. “As artes serão expostas na rua, portanto, quem quiser liberar suas artes enclausuradas fique à vontade, nosso movimento é colaborativo e independente de recursos financeiros”, convida Gustavo. O público também poderá interagir com as obras, escolhendo o que fazer e com quem falar nas diversas atividades realizadas nos três dias de evento.

Imaginautas – A rede de arte colaborativa realizadora do São Luís de Virada surgiu para referenciar um grupo de pessoas que transforma a fotografia em um processo de criação artística e não a vê como um produto estritamente comercial. Com grupos fixos em Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Ouro Branco (MG) São Luís (MA), Alcântara (MA) e Curitiba (PR), os imaginautas trabalham com a linguagem e a comunicação a partir da imagem e do espaço urbano.

Atuantes na cultura de rua desde 2007, os imaginautas participaram da Vira Cultural 2010, em São Paulo, e puderam vivenciar 24 horas de criação contínua improvisada. “Nós utilizamos um material simples, à base de fitas adesivas e objetos de instalação, nada que agrida ou modifique a estrutura original urbana”, explica Gustavo Távora. Dentre os principais imaginautas maranhenses estão os artistas Jonilson Bruzzaca, Carol Aragão, Paulo do Vale e Marcos Gatinho.


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