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Santa e farta!


Dois pesquisadores da Universidade de Cornell, no esteites, resolveram analisar, por meio de computador, 52 telas e afrescos representando a Santa ou Última Ceia, ou seja, a derradeira refeição de Jesus com os apóstolos, transcorrida na véspera de sua morte, quando ele predisse a traição de Judas e instituiu a eucaristia, o sacramento no qual estaria presente sob as aparências do pão e do vinho. Pintado num espaço de tempo que vai do seculo XI ao XX, o elenco inclui obras de Leonardo da Vinci, Andrea Del Castagno, Tintoretto, Rubens e El Greco. E o que descobriram?
Que no último milênio o volume da comida representada nas pinturas aumentou consideravelmente. O pão, por exemplo, cresceu 23%. Já os pratos principais que Jesus e seus apóstolos comem na arte ficaram 69% maiores, enquanto que o tamanho das vasilhas aumentou 65%. Segundo os pesquisadores, essa constatação traduz a forma como nossa percepção da comida evoluiu nos últimos 1.000 anos, provocada por um incremento constante na produção, no acesso e no volume dos alimentos.
Um caso clássico em que a arte imita a vida.


Fonte: revista Gosto, maio 2010

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