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O guia de turismo e a cidade

Se há um profissional que simboliza uma cidade, que traduz o que há de melhor em um atrativo, esse profissional é o Guia de Turimo.

Ser guia de turismo é ter propriedade sobre um fato, um acontecimento ou ter “na manga” alguma curiosidade engraçada ou até mesmo inacreditável pra contar para aqueles que pagam para conhecer nossa cultura.

Nossas ruas, becos e mirantes são feitos de boas e marcantes histórias, que bem contadas transformam qualquer pedrinha solta no chão em diamante bruto.

Esse trabalho exige muito estudo, comprometimento, ética e disposiçao para encarar o nosso sol generoso e os declives que fazem do nosso centro histórico uma beleza para se apreciar de tênis e roupas leves.

Não há destino ou atrativo turístico sem guias. A contemplação não basta para visitantes àvidos por coisas novas e as informações que vem dos guias complementam qualquer paisagem.

Quem nunca quis saber de onde vem o termo ludovicense? E o cuxá? Talvez sobre o doce de espécie? Pois é, um historiador ou um bom guia resolvem essas questões em segundos, já que ambos são preparados para tirar qualquer dúvida sobre etimologia, cronologia e contextos históricos.

Não, historiadores, não me entendam mal, voces sabem tudo muito mais aprofundadamente. Os guias entendem os fatos isolados e os relacionam com a atividade turística.

Dia 10 de maio é o Dia Nacional do Guia e também o Dia Municipal, fato comemorado pelo Sindicato de Guias de Sao Luis de forma muito compromissada com seus associados e com a causa. Ofereceram palestras e passeios a todos do trade chamando a atenção para assuntos importantes e vitais para a sobrevivência da profissão em São Luís.

A obrigação de saber sobre tudo da cidade me fez em determinada vez, guiando um grupo de antopólogos do Rio Grande do Sul, ser pega de surpresa diante da pergunta sobre a etimologia da palavra “Calhau”, que óbvio eu nao sabia, como de fato ainda nao sei! Na hora fiquei sem graça, embora tenha admitido minha falha no momento a todos do grupo, mas hoje entendo que esses desafios são a melhor coisa da profissao. Crescer sempre e aprender cada vez mais.

O cenário desolador que a cidade oferece hoje aos seus turistas obriga todo e qualquer guia a tirar de si e da cidade o seu melhor, aquelas informações que ficarão na mente de todos de forma memorável.

Parabéns a todos os guias e viva a história do Maranhao!

A propósito, de onde vem a palavra “Calhau”?

Jornal Cázumbá, maio 2010

Comentários

Eduardo Ennes disse…
Essa é fácil:
A palavra é derivada do francês, caillou, provavelmente vinda do gaulês, caliavo, que quer dizer pedra solta, seixo. É a mesma definição do Aurélio (“fragmento de rocha lisa”) e do Caldas Aulete (“fragmento de rocha dura e ordinariamente silicosa”). Aliás, este último traz a definição jornalística: “matéria de escasso interesse, publicada à falta de coisa melhor”. Por fim o nome da Praia do Calhau se deve provavelmente a formação rochosa de lá (isso já é um palpite)! Espero ter ajudado.
Beijos Dudu!!!
maria faz bolo disse…
ok.dudu também é cultura.realmente calhau é o nome dado às praias de pedras roliças.e no jargão jornalistico é o local não preenchido por anunciantes.deduzimos então que àquela época ninguém queria morar náquela área(incluindo my daddy),ela se tornou um calhau.dá-lhe raimundo.kkkkk
Gentem, Dudu e Cica arrasaram!!!!
Como é bom ter amigo na praça.... muito obrigada meninos, adorei!!!
Dudu, num futuro próximo, serás colabrador efetivo desse bloguito. Vai logo se acostumando..
Beijos e obrigada pelas visitas.
Cica, não esqueci dos cupcakes, heim?

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