domingo, 2 de maio de 2010

Dia de Feira

A feira é um bem público. Um local de identidade de um povo.
Existem nas feiras muitas simbologias que representam as pessoas que habitam naquela região ou recorte geográfico.
Esse meu lado povão sempre me fez gostar de feiras e consequentemente tudo que nelas tem: frutas, verduras, legumes, hortaliças, carnes, peixes, farinhas, embutidos, bebidas, remédios caseiros, “lambedores” e tudo o mais.
Além de tudo isso, tem as pessoas e os costumes.
Os vendedores com seus dialetos para chamar freguês, seus descontos, sua freguesia de todo dia, os aposentados que vêem da feira uma terapia, as donas de casa que pechincham, os bêbados que alegram e enfeitam os banquinhos [feira sem eles, não são legais!], os pedintes, enfim, a feira é uma profusão de cores, sabores e gente.

Na sexta passada, fui à feira tomar umas biritas. A Feira da Praia Grande, no coração do Centro Histórico de São Luís. Eu não, nós: eu, o namoradão, Edu, Augusto e Wendel.
Verdade verdadeira fomos inicialmente eu, o namoradão e Augusto. Só pra conversarmos três assuntos rápidos e profissionais. Coisa de duas cervejas...
Em meio àquele cenário frugal, mas inspirador, liguei para Edu que não demorou dois minutos e já estava participando alegremente da rodinha, assim como Wendel.
As coisas ficaram brabas lá pelas sete da noite quando completamos uma grade. Bom, o resto, as fotos abaixo falam por si.

Vejam só.


Tiragosto as 13h: bife acebolado.

13 é um bom número...

21 também.
Sempre gostei de números primos...

com a chegada de Edu, sempre rola uma piadinha boa...

Dá até pra engasgar

um brinde ao acaso

Foto especial para o bloguito!

Uma farofa com "mexido" de camarão foi a segunda refeição

Augusto e sua conversa nada medíocre.
A Danusa manda!!!!

Augusto e Wendel
Repararam os panos de prato estendidos lá atrás?
É, a feira não é pra todo mundo...

Quanto ao número 24, não tenho nada a declarar, só que prefiro os ímpares...
Talvez por isso tenhamos tomado mais três ainda na feira e depois mais três em outro bar...

Feira é assim, sem muitas opções para não te deixar confuso

É claro que ficamos amigos de Celia, a dona do boteco.
Cerveja gelada que custa R$ 3,00. Justo!



A feira da Praia Grande foge do modelo dos mercados turísticos do País. Ainda conserva as características simples, rústicas e muito populares de um mercado.
Precisa urgente de reforma, de adaptações, melhorias e estrutura mínima de higiene, mas ao mesmo tempo, reune pessoas, causos e personagens únicos da cidade.

2 comentários:

Anônimo disse...

é muita cara de pau da dona deste blog, por causa destas 25 cervejas de 600 ml cada, foi cancelado neste dia a sua importantissima presença em um evento já agendado há muitos dias, mas td bem....

Ócio, viagens e gastronomia disse...

Ah, desculpa amore. Estou agorinha escrevendo uma cartinha para os envolvidos nessa falha gravíssima!!!