Pular para o conteúdo principal

Bate papo em Alcântara

Saí para Alcântara no barco das 7h.
Fui dar boas vindas aos alunos do IFMA (antigo CEFET) do curso de turismo a convite da Professora Cristiane Mesquita, amiga de academia, desde as minhas primeiras turmas. Foi minha aluna e desde sempre eu já sabia que ela iria ser professora. Uma ótima professora.
Apaixonada pela docência, a vendo hoje falando de turismo, das minhas antigas aulas e de tudo o mais, lembrei de um tempo bom. Um tempo em que eu vivia o presente com mais intensidade. O futuro a Deus pertencia e eu acreditava mesmo que aquela fase não ia terminar.
Hoje não vivo o presente, passo por ele de olho num futuro que não sei bem como vai estar. O tempo corre com a velocidade de Usain Bolt e mal dá pra curtir o que 24h pode proporcionar.
Alcântara é um município maranhense singular. Está parado no tempo desde o século XIX e a melhor forma de se chegar lá é de barco, atravessando um canal com forte maresia.
De DRAMIN na mão, saí bem cedo com o super "ubaldocard" e por sorte não teve sol nem vento. A viagem foi uma delícia e cheguei sem enjôo nem tampouco tonta.
É bom ver a dinâmica das pessoas que moram e trabalham por lá, o movimento, o "amontoado" de coisas que todos levam e também os soldados verdinhos do CLA (Centro de lançamento de Alcântara) que enchem os barcos todas as manhãs e tardes, criando um vai e vem danado.
É uma cidade aristocrática por natureza e reserva sua aura mística como poucas.
Com infraestrutura limitada, mas com m enorme acervo a céu aberto, Alcântara é um passeio obrigatório a todos que vem a São Luís.
Tem gastronomia focada em óleos e no Doce de espécie, docinho delicioso assado no forno e recheado com coco.

Os barcos são desse tipo. Voltei no catamarã que está à direita


A lancha sai e o cenário é esse: o Centro Histórico de São Luís.
No destaque, o Palácio dos Leões, sede do Governo Estadual

Chegando em Alcântara.
As simples construções se descortinam aos poucos

Antigo porto de chegada.
Essa construção era um antigo mercado de secos e molhados


Visão geral da cidade antes da lancha atracar

Alcântara: bucólica

Ladeira do Jacaré: é por onde todos adentram na cidade

Rua Principal. Vejam o calçamento. Não é lindo?
É todo de pedras cabeça de negro

Igreja de N. Senhora do Carmo.
Estava fechada, mas tem o altar mor maravilhoso, com anjos e arcanjos pintados em pó de ouro

As instalações são muito simples, mas exatamente por isso me senti muito à vontade

Pausa para o almoço. Estão vendo os camarões? Desculpa, mas ainda teve peixe frito e mais camarão...
Na foto, as professoras Lisy e Cristiane, excelentes cicerones.
Muito obrigada meninas, foi bom demais!

Uma cervejinha pra comemorar o sucesso de tudo

Adorei esse cenário hoje. É sempre lindo, mas hoje tinha um brilho muito especial.
Ruínas de São Matias sem sol. Amei!

De volta pra São Luís às 15h.
Pescador sai conosco para a peleja diária.

Voltamos de catamarã e em cima.
Ainda bem que o sol estava de folga.

Chegando em São Luís.
A cidade se mostra moderna, grande, mas compacta.

Para que o catamarã não encalhe, há um posto de trabalho muito importante no processo: o medidor de profundidade!
Instrumento de trabalho? Um cano de pvc comum.
Deu muito certo, viu? Não encalhou!

Descemos na Ponta D'areia e o cenário era esse: uma légua de caminhada até o carro 

Vejam o catamarã lááááá....


Sim, terra firme!


Missão cumprida em mais um dia!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Patinhas de caranguejo ao molho vinagrete

O vinagrete do jeito que eu gosto...

Ingredientes
1Kg de patinha de caranguejo (de preferência do Maranhão, hehe) 2 tomates maduros 1 cebola 1 pimentão verde (que pode ser o da sua preferência) 1 maço de cheiro verde (se você preferir) ou apenas cebolinha 2 limões Sal Azeite para temperar
Modo de preparar
Afervente as patinhas em água com umas pitadinhas de sal. Veja bem, aferventar não é ferver. Basta abrir fervura e elas começarem a ficar cor de rosa, é pra tirar do fogo. Reserve e deixe esfriar. Se ficarem muito tempo no fogo elas ficam duras e na verdade elas devem ficar macias. Após lavar os legumes, corte em pedaços uniformes e bem pequenos, assim como o tomate (que é uma fruta). Para mim, quanto menor, melhor. Misture todos os legumes cortadinhos num bowl, tempere com o suco do limão, sal e bastante azeite. Acrescente um pouco de água filtrada para dar um pouco mais de molho ao vinagrete. Arrume as patinhas num refratário deixando-as com o "cabinho" pra cima. Dessa forma fica mais f…

Raposa, MA - passeio náutico que vale a pena!

Em meio às férias, resolvemos passear de barco pela Raposa, município da área metropolitana da Ilha de São Luís.
O município é pequeno. Grosso modo, deve ter por volta de 35 mil habitantes no máximo.
Tem uma cultura pesqueira muito interessante e também é um polo rendeiro de destaque em São Luís.

A cidade em si, não é muito atraente. São ruas estreitas, com casas, em sua maioria, de madeira, que lembram palafitas, no sentindo mais geral do termo.
Percebe-se a falta de saneamento básico na cidade e uma certa desordem urbana. Basta para isso, percorrer suas ruas para entender do que estou falando. Banheiros improvisados próximos aos mangues e muito lixo acumulado nas ruas e entre as casas é um dos retratos mais gritantes ao darmos uma volta perímetro urbano.

A Raposa surgiu como uma colônia de pescadores, com início na década de 40 do século passado, por pescadores vindos do Ceará e rapidamente tornou-se um reduto cearense, com as mulheres rendeiras desenvolvendo seu trabalho e os pesc…

Óleo composto de soja e oliva. Não caia nessa!

Esses óleos compostos que tanto enganam os comensais espalhados por ai foram feitos para cozer, não para derramar em cima do prato pronto! Foram criados como uma alternativa para quem está com o orçamento apertado ou não tem costume de cozinhar com azeite de oliva.  Para um prato refogado, por exemplo, fica muito saboroso. O problema é que pelo fato de ser mais barato, os donos de alguns restaurantes de segunda, terceira, quarta e quinta categoria substituem o tradicional azeite por esse composto e a turma desavisada, derrama com gosto em cima do prato. Uma maldade! Vejo o povo jogando em cima da salada, sendo que em todos os compostos, 95%  é de óleo de soja e apenas 5% é de azeite (não extra-virgem!). Esperteza do restaurante que ganha por um produto de qualidade inferior e lerdeza do consumidor que não lê o que está consumindo. O consumo de azeite no país tem crescido assustadoramente, à proporção que  a gastronomia ganhou status de ciência e o poder aquisitivo da população melhorou.  De…