sexta-feira, 30 de abril de 2010

"Fucejar"

Agora sou mestre de obras também.
Demos início à construção da nossa sede e vira e mexe, desço pra falar com o pedreiro e é sobre essa figura que quero falar.
Desci agora pra ver umas coisas e vi que a porta que compramos para por na construção é muito pesada.
Ele e um ajudante tiveram que carregar agora pra mudar de lugar e ele me saiu com essa:
- Sra, eu sou um preto que sô danado pra "fucejar" com peso, mas essa porta é pesada, sô!

Achei tão engraçada essa frase. Ele afirma sua negritude, sua força associada à raça e fala a fusão da palavra forcejar...

A cultura popular me deixa cada vez mais apaixonada...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Caos e Chuva

Como pode uma coisa tão divina e revigorante como é a chuva transformar qualquer cidade num verdadeiro caos?
Os relógios de São Luis foram atrasados em duas horas hoje por causa de uma enorme chuva às 17:45h. Ninguém saiu dos seus trabalhos, ninguém andou na rua, ninguém voltou pra casa ou deu prosseguimento à sua terceira jornada.
Exatamente às 18:45h quando a chuva parou, a cidade despertou de uma letargia rara e o caos se instalou com fúria. Uma locura.
A "viagem" de volta pra casa foi tão lenta que cheguei a pensar que esse poderia ser o "tempo" que eu gostaria de ter, indo para a cadeira elétrica, por exemplo!
Mas enfim, optei por voltar pra casa porque não estou muito bem (hoje teria uma terceira jornada...). E nada melhor que o mundo da gente pra fazer as coisas melhorarem.
Ganhei dois presentinhos que amei essa semana. Depois mostro!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Recesso

Está fechada a temporada de palestras até segunda ordem.
Não está dando mesmo. Prometo as coisas lá no começo do ano e elas reaparecem sempre quando tudo está pegando fogo.
Não, não dá! Está humanamente impossível.
Palestras agora só por causas muito nobres e só cumprindo o prometido, nada mais!
E tem mais: sabe quando chega a hora de recomeçar, de seguir num outro rumo, de sofrer por coisas diferentes, de ver as coisas por outros ângulos?
Pois é...
It's over!


Corrido!

Ontem foi um dia muito corrido. Aquilo que falei sobre a maquiagem foi verdade mesmo, só faltou dizer que ir ao banheiro também entraria do quesito "limitações".
Já estou escondida escrevendo do meio do curso (hehe) e tenho compromisso no almoço, volto para o escritório a tarde para resolver os nabos, vou na faculdade resolver pendengas e depois fazer um bate papo com os alunos de adminsitração.
Talvez a noite eu consiga dormir...
Volto em breve.
França querido, você é lindão mesmo....

segunda-feira, 26 de abril de 2010

São Luis Convention promove curso de elaboração de projetos

Como parte das ações do planejamento estratégico 2010, o São Luís Convention & Visitors Bureau (SLC&VB), em parceria com o Hotel Luzeiros e o Jornal O Imparcial, realiza de 26 a 30 de abril, das 18h30 às 22h30, no Espaço Impar, o Curso de Elaboração de Projetos Sociais, Culturais, Ambientais, Esportivos e Captação de Recursos. As aulas serão ministradas pela consultora em Marketing Social, Ambiental e Gestão de Terceiro Setor, Rejane Pieratti (Brasília).


O presidente do SLC&VB, Nan Souza, explica que o objetivo do curso é gerar uma espécie de cadastro de projetistas dentro de uma perspectiva multiplicadora sobre o conteúdo abordado.

Com uma carga horária de 20 horas, o curso é voltado às entidades mantenedores do São Luís Convention e fornecerá elementos para elaboração de projetos que se dirigem a captação de recursos junto a empresas privadas, organismos internacionais e a realização de convênios com o Governo.

A metodologia adotada será essencialmente prática integrando a fixação de conceitos com exercícios de elaboração de projetos. No programa, constam assuntos relacionados a Captação de Recursos, Leis de incentivo fiscal, Responsabilidade Socioambiental das Empresas, Parcerias, Fontes de Recursos (nacionais e internacionais), entre outros.

Sobre a palestrante - Rejane Pieratti é formada em marketing, com MBA em marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Consultora de Marketing Ambiental, Marketing Social e Gestão de Terceiro Setor. Consultora para elaboração e avaliação de Projetos. Fundadora da OSCIP Associação Amigos do Futuro e do NETS - Núcleo de Estudos do Terceiro Setor. Autora de dez cartilhas e três roteiros de vídeo sobre meio ambiente. Coordenadora do Observatório Brasília do Terceiro Setor. Há oito anos ministra cursos de Elaboração de Projetos e Captação de recursos por todo o país. É Líder Social da Fundação AVINA desde 2002 (http://www.avina.net/). Possui vários projetos aprovados em empresas de diferentes portes, em embaixadas, em Bancos, na Bovespa Social & Ambiental, no Programa Petrobrás Ambiental e na Lei Rouanet.



Fonte: Ascom São Luís CVB

Post Relâmpago

Rapidão, do meio de um curso, só pra dizer que hoje não tenho tempo nem de retocar a maquiagem...
Volto assim que der!!!!

sábado, 24 de abril de 2010

Mochilas_parte 2

Vocês acreditam que meu fornecedor meio trazer as mochilas hoje e na etiqueta tem .com.br?
Agora me digam se não tenho motivos pra querer morrer?
O prazo está atrasado em 15 dias e agora mais essa!
Desculpem-me, mas não posso entregar as mochilas com esse erro nababesco, não é mesmo???
Tô correndo aqui pra terça estarem prontas!!!!
Porra, se cada sorteio for essa novela, tô lascada. Meleca!

Inté!!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aviso aos mochileiros!!!

Mentindo meu fornecedor de mochilas, ele vem amanhã cedo trazer as danadas pra mim.
Espero ter boas notícias amanhã sobre isso!

Gestão

Gerenciar gente é muito difícil.
Gostaria de ter chegado no trabalho hoje e alguém ter me mandado fazer tudo. 
E eu iria fazer da melhor forma possível.
Lembro quando era criança e uma vez falei pro papai que o pedreiro tinha que ganhar mais que o engenheiro e no alto de sua sabedoria ele disse: e quem iria fiscalizar e dizer se tava direito?
Fiquei sem resposta  e agora entendo que o engenheiro tem a obrigação de ganhar mais mesmo, porque delegar ações, acompanhar, avaliar e fazer outras tantas é duro!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Bye feriado

Estou me sentindo um caco. Um caco de vidro do menor tamanho possível depois da queda de um copo no chão.
Estou muito cansada. Muito mesmo.
Meu corpo não obedece aos mínimos comandos e estou com preguiça de tirar a colcha de cama para deitar, por exemplo.
Essa maratona de viagens e responsabilidades no escritório tem me deixado muito preocupada. Sinto falta de ar há quatro dias.
Por hoje, já deu o que tinha que dar e não cosnegui fazer nada além do que ja tinha iniciado ontem.
Amanhã tenho uma maratona de reuniões, que espero, produtivas!

Obrigada por sua visita aqui.
Uma quinta de primeira!!!!

Um sábado Grená

Disputando uma vaga na 2ª fase da série A3, o Juventus, time da Mooca, faz o maior sucesso com a “italianada” de São Paulo.

No último sábado fui ao estádio na Rua Javari ver o “moleque travesso” dar uns dribles e foi muito divertido!

Tudo estava grená: as pessoas, as paredes, a comida e o clima!

O almoço é sempre na Esfiha Juventus, tradicional esfiharia próxima ao estádio, que lógico, estava tomada de torcedores apaixonados. Todo mundo vestindo um uniforme grená que dava pra ver de longe. Um burburinho bom de apreciar e bom de estar dentro, garanto!

Dentro do estádio, a torcida organizada faz a festa e sem ela nenhum jogo seria tão divertido. O Juventus jogou contra o Red Bull Brasil (Isso é nome de time? Francamente!) e empatou. Os juventinos saíram um tantinho conformados, afinal empatou com o melhor time da série.

Há muitas curiosidades em estádios de futebol. Há uma cultura desenvolvida ao longo dos anos só para aquele ambiente.

As mulheres, por exemplo, continuam sendo um número ínfimo e quando sim, estão acompanhando os namorados, maridos ou foram levar os filhotes pra pegar o gosto pela coisa. Vi cada criaturinha linda de camiseta com o “Jotão” bem no meio do peito. Uma delícia!

Ainda vendo esses pigmeus de uniforme, percebi que os pais ensinam os palavrões do estádio e até os gestos com as mãos. As mães são responsáveis pelas bebidas e comidinhas. Engraçadíssimo! Também é muito comum a presença de idosos e com a alegria em seus rostos, ainda é um programa muito saudável para todos.
Não importa a idade, o peso, o sexo ou a orientação sexual dos presentes, todos no intervalo correm pra cima de um senhorzinho careca com um isopor cheinho de um doce fritinho recheado de creme e salpicado com açúcar. O nome da iguaria é Canole. É um doce italiano tradicional em São Paulo.

Um loucura tentar comprar esse doce! Sugiro que faça como nós: espere recomeçar a partida e quando todos retornam aos seus lugares, vá comprar seu docinho sem ser empurrado. Vai ser melhor degustá-lo assim. Achei uma delícia, mas a dieta (antipática!) não permitiu repetir!

Os apaixonados por canole levam de meia dúzia ou mais pras suas casas. Faz parte da comedoria de estádio, mas apenas, desse estádio!

A tarde correu solta, leve e divertida como uma festa de amigos e a coisa era melhorada nos tiros de meta, onde a torcida da casa tem um bordão engraçadíssimo, pena não poder escrever aqui, porque a coisa perde o efeito. Tem que ser falado!

Adorei o programa e indico!

Ah, se torço pelo Juventus? Não, não... aprecio futebol e quase tudo que nele está envolvido!




Eu, registrando minha passagem pela Javari

Com os ingressos na mão, dá pra ir almoçar...

Burburinho na entrada do estádio

Na chegada, dá logo pra ver a torcida organizada fazendo barulho

Ficamos desse ladinho, ao fundo do gol do juventus

Olha os amigos do namoradão aí!

Programão de sábado, heim?

Não se enganem, não foi foto errada, lá no meinho está Seu Antonio vendendo canoles

Esse aí é Seu Antonio

E eu, experimentando o famoso canole

Um pouquinho depois do Gol!

Lances do jogo...

E nasce uma estrela!

Sabem a Minhoca, né?

Agora ela está aprendendo a tocar violão e fizemos um vídeo de estreia. A primeira produção dos vários shows que ainda vamos produzir...


terça-feira, 20 de abril de 2010

Atrasada

Depois da semana passada viajando e emendando com os compromissos de segunda e de hoje, posso amanhã pensar em (re)organizar a vida e correr atrás da vida atrasada.
As mochilas do blog, por exemplo!
Sou a blogueira mais desmoralizada da blogosfera por causa dos meus fornecedores! Eca, meleca e todos os diversos palavrões que costumo falar a toda a hora e que por causa das crianças que acessam esse bloguito não vou digitar aqui!
Amanhã falarei com eles e volto com notícias e prazos.
Ah, tem sorteio novo mês que vem. Surpresa!

Bate papo em Alcântara

Saí para Alcântara no barco das 7h.
Fui dar boas vindas aos alunos do IFMA (antigo CEFET) do curso de turismo a convite da Professora Cristiane Mesquita, amiga de academia, desde as minhas primeiras turmas. Foi minha aluna e desde sempre eu já sabia que ela iria ser professora. Uma ótima professora.
Apaixonada pela docência, a vendo hoje falando de turismo, das minhas antigas aulas e de tudo o mais, lembrei de um tempo bom. Um tempo em que eu vivia o presente com mais intensidade. O futuro a Deus pertencia e eu acreditava mesmo que aquela fase não ia terminar.
Hoje não vivo o presente, passo por ele de olho num futuro que não sei bem como vai estar. O tempo corre com a velocidade de Usain Bolt e mal dá pra curtir o que 24h pode proporcionar.
Alcântara é um município maranhense singular. Está parado no tempo desde o século XIX e a melhor forma de se chegar lá é de barco, atravessando um canal com forte maresia.
De DRAMIN na mão, saí bem cedo com o super "ubaldocard" e por sorte não teve sol nem vento. A viagem foi uma delícia e cheguei sem enjôo nem tampouco tonta.
É bom ver a dinâmica das pessoas que moram e trabalham por lá, o movimento, o "amontoado" de coisas que todos levam e também os soldados verdinhos do CLA (Centro de lançamento de Alcântara) que enchem os barcos todas as manhãs e tardes, criando um vai e vem danado.
É uma cidade aristocrática por natureza e reserva sua aura mística como poucas.
Com infraestrutura limitada, mas com m enorme acervo a céu aberto, Alcântara é um passeio obrigatório a todos que vem a São Luís.
Tem gastronomia focada em óleos e no Doce de espécie, docinho delicioso assado no forno e recheado com coco.

Os barcos são desse tipo. Voltei no catamarã que está à direita


A lancha sai e o cenário é esse: o Centro Histórico de São Luís.
No destaque, o Palácio dos Leões, sede do Governo Estadual

Chegando em Alcântara.
As simples construções se descortinam aos poucos

Antigo porto de chegada.
Essa construção era um antigo mercado de secos e molhados


Visão geral da cidade antes da lancha atracar

Alcântara: bucólica

Ladeira do Jacaré: é por onde todos adentram na cidade

Rua Principal. Vejam o calçamento. Não é lindo?
É todo de pedras cabeça de negro

Igreja de N. Senhora do Carmo.
Estava fechada, mas tem o altar mor maravilhoso, com anjos e arcanjos pintados em pó de ouro

As instalações são muito simples, mas exatamente por isso me senti muito à vontade

Pausa para o almoço. Estão vendo os camarões? Desculpa, mas ainda teve peixe frito e mais camarão...
Na foto, as professoras Lisy e Cristiane, excelentes cicerones.
Muito obrigada meninas, foi bom demais!

Uma cervejinha pra comemorar o sucesso de tudo

Adorei esse cenário hoje. É sempre lindo, mas hoje tinha um brilho muito especial.
Ruínas de São Matias sem sol. Amei!

De volta pra São Luís às 15h.
Pescador sai conosco para a peleja diária.

Voltamos de catamarã e em cima.
Ainda bem que o sol estava de folga.

Chegando em São Luís.
A cidade se mostra moderna, grande, mas compacta.

Para que o catamarã não encalhe, há um posto de trabalho muito importante no processo: o medidor de profundidade!
Instrumento de trabalho? Um cano de pvc comum.
Deu muito certo, viu? Não encalhou!

Descemos na Ponta D'areia e o cenário era esse: uma légua de caminhada até o carro 

Vejam o catamarã lááááá....


Sim, terra firme!


Missão cumprida em mais um dia!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ócio no final de semana

Esfiharia Juventus e uma original. Tudo!!!!
Detalhe super importante: unha esquisito-luxo-fashion cinza! Pintei no Rio!

Cervejinha pra espantar o frio. Hamburgueria América da Paulista


Hahá, olho no lance!!!!

Boteco que se preza tem que ter umas frutinhas pra enfeitar o ambiente.
Esse aqui é o "Chico Bacalhau". Boteco na Augusta que eu e o namoradão costumamos frequentar.

Programa família. A Minhoca, eu e aAndréa (mãe da Minhoca).

Programa família com a sogra.
Os dedinhos mostrando o símbolo da maior seita adolescente do mundo são da Minhoca, heim?

Eu disfarçada de abelha e o namoradão juventino.
Bunda quadrada no estádio!


Aqui Jaz o meu Centro Histórico

Lembro bem do ano de 1997, quando num city tour pelo Centro Histórico de São Luís, reconheci a minha história nas paredes, balcões sacados, telhados e mirantes dos casarões.

Antes daquele passeio memorável, os prédios eram para mim apenas argamassa e telha, nada mais!

Também em 1997, toda aquela área foi tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO e senti muito orgulho de conhecer a Praia Grande e, principalmente, de toda aquela riqueza pertencer à minha cidade e à minha gente.

Os anos se passaram e hoje, a cada dia que atravesso meu Centro Histórico, tenho vontade de chorar. Tenho pena de tudo aquilo caindo e desmoronando sem uma chuva sequer, e sim, por falta de cuidados por parte de todos. Isso mesmo, todos! Moradores, transeuntes, empresários, proprietários, mendigos, hippies e governos.

Como pode se conviver com tamanha falta de cuidado? Como as pessoas podem continuar passivas a tamanho descaso, meu Deus?

Turisticamente, toda a área do Centro Histórico de São Luis forma o nosso grande cartão postal, nossa “galinha dos ovos de ouro” e atualmente essa região é simplesmente a vergonha local.

São casarões deteriorados, árvores nos tetos, paredes descascadas, esgoto a céu aberto, ruas quebradas, calçadas pela metade, carros passando pelas ruas proibidas (inclusive os da polícia!), becos fedidos, mendigos e hippies deitados nas ruas, marginais nas praças bebendo cachaça, roupas penduradas em varais nas sacadas dando uma “cara” de cortiço, “bocas de fumo” em vários casarões ao longo das ruas e a insegurança correndo “solta” como um ladrão fugitivo.

Sinto muita vergonha de levar convidados até lá, de mostrar o famoso potencial que a cidade tem e que não transforma em poder, fico com medo a cada beco que tenho que dobrar, pois não sei o que vou encontrar: se esgoto, urinas ou fezes.

São incontáveis os turistas que vejo diariamente passeando por lá e reclamando da situação na qual nosso centro se encontra. Penso e não acredito como nossos guias de turismo conseguem ainda, tirar algum suspiro de alegria e felicidade dos visitantes que lhes dão o pão de cada dia, se basta passar pela Praça D. Pedro II que você verá em meio às manhãs ou tardes, lavadores de carro tomando banho ou lavando roupa em cima dos bancos.

Tentar estacionar em frente à Sé para poder acompanhar turistas em algum passeio é missão impossível, pois todos, absolutamente todos os flanelinhas destinam as vagas que seriam para turismo para carros particulares.

Não há o mínimo de civilidade nas pessoas que vivem e trabalham na região. Não há senso de urbanidade e cidadania quando todos estacionam seus carros nas calçadas estreitas do Centro Histórico deixando apenas um espaço ínfimo para que os outros passem.

E os bares e restaurantes? Quase todos de péssima qualidade. Atendimento ruim, garçons despreparados, abordagem de hippies a todo momento (estamos em Woodstock?), programação capenga e investimento zero.

As Praças são subutilizadas, sujas, mal iluminadas e as lojas de artesanato fecham às 18h e não abrem aos sábados à tarde ou mesmo aos domingos. Como se fazer turismo assim? Como vender o Maranhão com esse cenário?

Como acreditar num turismo que tem em sua principal riqueza o reflexo do abandono?

Percebo todas as belezas e riquezas que o Estado possui e também a diversidade cultural de São Luís que sempre nos inebria, mas não posso fechar os olhos para tamanho absurdo.

Restaurar tudo, deixar limpo e organizado é caro, sei disso, mas estamos falando de um recorte da nossa cidade que traduz 400 anos de história, portanto, todo investimento é bem vindo.

Por que os ludovicenses não frequentam mais o Centro Histórico? Por que ninguém mais quer investir no bairro? Por que não há mais vida cultural, logo em um dos bairros mais boêmios da cidade?

Porque faltam investimentos, segurança, entretenimento, amor pela história e resgate de autoestima, afirmo!

Gostaria de ter escrito esse mês um texto na mesma linha de todos os outros, tratando sempre das memórias e das novidades do mundo das viagens e gastronomia, mas desculpem o mau jeito. Para mim, aqui jaz o meu Centro Histórico!

 
 
Jornal Cazumbá, abril 2010

domingo, 18 de abril de 2010

De volta

Na sexta assisti Chico Xavier. Me emocionei várias vezes durante o filme. Gostei. Não amei. Apenas gostei.
O cinema estava vazio e não vi o frisson de outros lugares por causa do filme. Imagino que pela grande oferta de salas de cinema de São Paulo a coisa esteja pulverizada.
Tomei umas e outras (pra variar!) e acordei no sábado com uma ressaca de matar, mas tomei um bom café e segui o sábado fazendo coisas que nunca tinha feito. Adorei!
Por exemplo, fui à Rua Javari assisitir um jogo do Juventus, acreditam? Achei o maior barato!
O Juventus é o time de coração do namoradão. É da Mooca e está disputando a terceira divisão do paulista (sic!) hehe.
Por esse detalhe já vale muito a pena ver. Gosto das diferenças e do não comum. O estádio tava bem cheio, mas esse episódio vale um post especial. Tenho boas fotos e muita história pra contar.
Agora vou ver a sogrona e volto à noite.
Amanhã volta tudo de novo e tenho zibilhões de coisas pra atualizar. Essa semana vai ser pra enlouquecer!!!



Pergunta cretina do dia:
Porque piloto de Fóruma 1 tem a voz horrorosa?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ponte Aérea

Saí do Rio deixando um clima de final de estadual que só vendo...
As bandeiras hasteadas em todos os cantos e o flamengo liderando os entusiasmos. É uma coisa incrivel. Uma febre esse time. Pra não dizer que sou uma irmã desnaturada, tô levando pro rimão um souvenir do flamengo, é claro! Pro papis, embora o vascão não esteja disputando nada além da paciência dos torcedores, também comprei um radinho do vasco pra ele ouvir os jogos. Acho simplesmente o maior barato aquela imagem dos velhinhos nos estádios ouvindo o jogo que tá passando na frente deles. Pensa aí, não é muito doido isso? Acho massa, masa!!
Sobre o botafogo, nada mais a declarar além de que o Helio de La Peña está fazendo uma campanha para atrair torcedores mirins, já que o torcedor mais novo da estrela solitária deve ter uns 40 anos, por aí!
O quê, tava pensando que essa ociosa aqui não acompanha futebol? Ah, enganou-se! Sou uma mulher desse século gente, leio tudinho do jornal hehe. Vai lá, perco para minha afilhada Louise nesse quesito, mas tento...
Outra coisa bacana na saída do Rio foi ver o Santos Dumond reformado. Ainda não tinha visto, porque sempre embarco/desembarco do Galeão. Gostei bem. Achei futurista hehe. A Vera Holtz, aquela atriz com os cabelos brancos veio do meu ladinho. Simpática!
Cheguei, chequei e-mail's, vi um monte de bomba, passei tudo pra segunda e foda-se.
Tá um clima bom e falei tanto do chuveiro bom do hotel do Rio que cheguei  aqui e pronto! Chuveiro ruim, não esquenta e já reclamei. Ainda bem que o namoradão tá aqui pra acalmar a ira do banho mal tomado... hehe.
Terça viajo para Alcântara para dar uma palesta motivacional para calouros do curso de Turismo. Alguém tem algo pronto aí? Sinceramente não tenho tempo de fazer essa apresentação até lá. Tô lascada!!!
Mas é a vida. Quarta é feriado e quero passar o dia no colo de mamis bebendo cerveja e fofocando...
Mais tarde vou ver Chico Xavier e conto amanhã as últimas...
Boa sexta e aproveitem o final de semana. Usem camisinha, plissss.

Inté!

Chuveiro, uma detalhe importante

Quem pensou e divulgou que o banho recupera a dignidade, não tinha parâmetros. O que recupera a dignidade é o chuveiro. Se o chueiro for ruim, você sai do banho cansada e irada!
O chuveiro pra ser bom na categoria "chuveiro dos sonhos" (que criei ano passado hehe), tem que ter água forte, ser bom pra regular a temperatura e deve ter uma torneira funcional para se manusear quando se está ensaboado.
O do hotel daqui do Rio é tuuudo! Não chega a ser um Luzeiros (o campeão nacional hehe), mas comparando aos que vou experimentando por aí, vou contar.
Quase me afoguei com esse aqui, mas tossi e voltei a me deliciar. Estou com a dignidade em dia e já tô saindo pra São Paulo.
Confesso um pouco de incômodo com o manuseio das malas, mas quando penso que ainda vou viver disso, me tranquilizo!
Bom, vou ficando por aqui e o próximo post é direto de São Paulo!
Se Deus quiser.

Hotel em Recife:
Recife Praia Hotel
Quarto mediano, banheiros com terminação 8 horrorosos, internet paga no quarto e localização ruim.

Hotel no Rio:
Best Western Augusto's Rio Copa
Quarto bom, banheiros ótimos, internet free nos quartos e localização funcional


Pensamento cretino do dia:
Lá no apzito o chuveiro não é dos sonhos...snif!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ócio, viagem e gastronomia

Fui dar uma volta na praia bem cedinho. 
Jamais em terras maranhenses isso iria acontecer. Primeiro porque moro longe da praia, segundo porque trabalho muito cedo e terceiro, porque desperdiço três horas de cada precioso dia da minha vida pra me deslocar ao trabalho (ida/volta). Me permiti fazer isso porque realmente não tinha nada agendado e sinceramente, com os dias de terça e quarta que me arrebentaram, me permiti relaxar um pouco. 
Sentei numa cadeirinha (R$ 4,00), abri meu livro (R$ 0,0), tomei o sol mais gostoso dos últimos tempos (R$ 0,0) e senti o ventinho frio mais envolvente da paróquia (R$ 0,0).
Me senti livre, turista, vagabunda, rica, à toa e feliz como há tempos não sentia. Foi bem bacana ter uma quinta de manhã free. E sabem de uma coisa bacana? Sozinha! É, estar sozinha não me limita em nada e sempre tento aproveitar o que a cidade me oferece. Adorei!
Essa vista da foto acima é o mar visto da minha cadeirinha. 

Aqui é a vista à direita

E aqui a vista da esquerda.


Repararam que não tinha ninguém na praia?
Tomei um chá mate geladão (R$ 3,00) e voltei ao hotel para sair para a reunião (até rimou hehe).
Tomei o ônibus mais cheio da cidade e fui em pé e de salto por uma hora até o COB (acho que tinha falado que tive uma manhã de rica. Esquece!). Isso mesmo, Comitê Olímpico Brasileiro.
O Seminário foi bem bacana e fiquei encantada com os detalhes de tudo e com a precisão com que eles tratam tudo e os convidados.
O esporte realmente é muito envolvente. Emocionante. Patriótico. Ver as imagens dos atletas do País é muito bom. Gostei bem.
Pena a minha cidade não estar preparada para nada disso. Lamentei muito. Lamentei também estar ao lado de pessoas pessimistas (da minha cidade, reparem!).
Bom, amanhã cedo saio para a terra da garoa (que clichê chato, né?) e a história é outra,  mas continuo contando tudo.
Gastei na manhã R$ 7,00 e fui bem feliz!


Dando início à série "Perguntas Cretinas", lá vai á primeira:

1) Porque surfista adora óculos brancos?

Explicando a série: essas perguntas me surgem enquanto estou em pleno ócio, só que sozinha e não tenho alguém para compartilhar. Aí pensei: porque não compartilho com meus ociosos de plantão?
Pronto. Respondam por favor!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Princesinha do mar

                                               
Copacabana poderia se emancipar. Ter legislação própria.
Começa pela simbologia do bairro para o mundo, que é única. Depois pelas caracterísitcas, que nenhumm outro bairro tem por aqui. Nem Santa Tereza, nem Lapa e nem o chique Leblon. Vejam que não estou entrando no delicado assunto "favelas", ok?
Sim, voltando. Copacabana  é  o bairro com maior número de velhos do Brasil, com o maior número de cachorrinhos com roupinhas e sapatinhos, garotas e travestis de programa por metro quadrado e consequentemente o maior número de gringos. Só aí já tenho quatro bons motivos pra fazer a emancipação da princesinha do mar.
Saí às 17h para "almoçar" e fiquei percebendo tudo. A frenética movimentação do bairro e essas características citadas acima. Os velhos, sinceramente, não tinha percebido (antes) o quanto são feios. Hoje vi um monte de velho feio, impressionante! As garotas, os travecos e os gringos estão muito bem, obrigada e a vida vai rolando...
Os cariocas, é uma pena, tem muito preconceito com o bairro e com o que ele se transformou, transferindo a chave da cidade para o Leblon, que também tem vida própria, mas que não tem o glamour internaiconal de Copa.
A Barra tem cara de Miami e só agrada os pauterizados iguais a ela. Também consegue viver bem sem Copacabana, mas essa alma só se encontra aqui, nesse bairro, com esse calçadão e com essa praia.
Estou hospedada pela segunda vez na região "creme de la creme da ralé" de Copa, já na entrada do Leme, mas não me importo com isso. Caminhando três quadras estou no Copacabana Pálace e vê-lo parece que a vida faz mais sentido.
Não pude andar muito. Minhas pernas não me abedeciam ou meu cérebro em comunhão com as pernas entrou em greve. Mal pude andar, mal pude visitar as lojinhas queridas da região. Fiquei parada lendo um tempão e isso foi suficiente pra ter várias ideias, várias vontades e muita pressa.
Amanhã tenho reunião lá na puta que pariu, leia-se Barra da Tijuca, e tenho que sair cedo. Saio sexta pra São Paulo e minha mala está com crise de identidade pois cada dia abro uma camada de roupas diferente. A última é um pouco mais pesada, já que em São Paulo tá um pouquinho mais frio.
Desisti da comida mexicana por pura preguiça. Resolvi num self service pela Avenida N. Sra de Copacabana mesmo.

Quebradinha do meu hotel para Copa. Hoje não fez sol, ficou o dia todo nublado.

Me diz se não vale a pena viver?


Meu quiosque preferido!

Parei numa lanchonete pra por créditos nos celulares e o atendente ficou me olhando parado por uns 2 segundos. Quase pergunto pra ele o que era em tom de briga, quando ele me disse todo envergonhado que sou a "CARA" da Catherine Zeta Jones no filme do Zorro (cof cof cof), principalmente com o vestidão que eu estava. Morri de rir, agradeci e tô me achando, embora com uns quilos a mais!
Foi o suficiente pra eu vir pro hotel toda toda hehe!

Pobre é bicho besta, né?

Pisei em Pernambuco

Muito bacana essa ideia.
Comprei pra poder avaliar, mas as paisagens são ótimas e me parece que demoram pra sair da borracha. Vou testar.
O nome da marca é pisei pra rimar com "pisei em Pernambuco" hãm? Entendeu? Hãm? Olha a maozinha fazendo aquele movimento de sacou????
Bom, tive uma chegada ao Rio desastrosa, mas depois de um longo e tenebroso turbilhão de estresse, consegui dormir duas horas.
Estou um caco e com os ombros duros de tensão, preciso relaxar. Vou ver se no final da tarde saio pra dar uma passeada e quem sabe comer uma comidinha mexicana...


a foto de Porto de Galinhas

detalhe da marca.