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Toque de Caixa

A caixeira mais idosa de Alcântara. Não é uma coisinha gente?


Muitas coisas da cultura popular me deixam emocionadas. Acho que é o popular que realmente me emociona. Por isso não resisto a um dedo de prosa com o taxista, com o vendedor de bombom e por aí vai...
O cantador do boi, o pregoeiro gritando seus bordões para vender seus produtos, a culinarista com sua alquimia preparando nossos pratos, o catador de caranguejo com seus braços e suas luvas de lama, o pescador com sua ciência de entender o mar e as caixeiras do divino com seu som e canto arrebatadores são elementos da nossa cultura popular que acho muito valiosos. Sem eles, nada seríamos. Não teríamos essa identidade colorida e musical.
Ontem fui convidada para o lançamento do livro-CD "Caixeiras do Divino de Alcântara" e fiquei muito feliz com tudo que estão fazendo para salvaguardar suas memórias. Estavam todas lindas arrumadinhas de vermelho e cheia de colares.
Em suas apresentações fiquei a imaginar como seria lindo Alcântara ser conhecida no mundo todo por seu patrimônio imaterial e não como um destino pra ir de manhã e voltar á tarde. O mais valioso não é aproveitado. É uma pena!
O toque de caixas é algo muito difícil. É preciso muito ritmo para bater os tambores conforme a música.
Ano que vem serão oferecidas oficinas de toques de caixa para as novas gerações e gostaria de um dia ter tempo para essas paixões...
Que o Espírito Santo traga a divina luz a todos.

Comentários

Dona Karen disse…
Anica é o nome da caixeira na foto!! remete a minha infância...a minha familia é de alcantara(lei-se pai e mãe, tios e tias, avÔ e avó)minha vó ja foi festeira do divino e toda aquela beleza que existe ali não pode se perder!
Viva as caixeiras, viva o divino!
Ai que lindo!!!!!!!!!!
Obrigada Karen amada!!!

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Inté,