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Pesquisas Turísticas: o início para a solução dos problemas

Vejo muita gente mencionar erroneamente pesquisas de satisfação, de demanda e pesquisas que traçam o perfil de visitantes como um fato finalístico e não como o primeiro passo para a solução dos problemas.

O turismo é uma atividade que vende experiências e assim precisa se reinventar a cada nova estação e manter um nível ótimo de serviços atendendo a comunidade e os turistas.
Não basta ter oferta de atrativos naturais e/ou culturais sem que isso seja sistematizado e percorra uma cadeia enorme de compra e venda. Um destino não sai de uma operadora com destino às prateleiras sem ter sido percorrido por pelo menos uma centena de turistas que tenham aprovado as condições do lugar ou do fenômeno em questão. À partir dessa aprovação que pode e deve ser extraída por pesquisas, vê-se os resultados e aponta-se as soluções. O caminho é mais ou menos por aí, incluindo as intempéries do percurso, é claro!
Mas o que se percebe na maioria das vezes são as pesquisas sendo realizadas em meio às gestões, quando os planos, programas e projetos já estão em plena execução, sendo que o mais apropriado seria que os resultados das pesquisas embasassem os caminhos pelos quais temos a percorrer.
O Brasil é um país que carece de estatísticas, embora tenhamos melhorado acentuadamente nos últimos anos. Já percebemos dados em relação a diversos segmentos e também em várias frentes, o que nos permite discutir assuntos tomando por base os números. O que nos falta realmente é atacar os causadores das insatisfações e solucionar as devidas “questões”.
A Secretaria de Turismo do Estado em parceria com a Universidade Federal do Maranhão – UFMA (um importante aliado no desenvolvimento da atividade) está desenvolvendo oportunamente a pesquisa de demanda turística da alta estação em vários municípios dos diversos pólos turísticos do Maranhão (São Luís, Imperatriz, Carolina, Barreirinhas, Caxias, Viana, Cururupu e Tutóia) e os indicadores retirados dessa etapa formarão um quadro atual sobre como nossos turistas vêem a realidade por vezes cruel e por outras, idílica do nosso Estado. É sem dúvida um importante passo que se dá para a implementação de uma política pública centrada nos fatos reais, já que alguns municípios inclusos na pesquisa muito pouco ou nada conseguem fomentar em relação ao turismo.
Indicadores servem para tomadas de decisões importantes, para associar valores por ora esquecidos, para determinar a hora certa para uma virada de “rumo”, para apontar as debilidades ou potencialidades ou mesmo para diagnosticar o improvável. É aí que entram a confiança e transparência do cômputo e a qualidade das fontes, que se tornam verdades absolutas algumas vezes.
O São Luís Convention & Visitors Bureau, entidade voltada à captação e ao desenvolvimento do Turismo de Eventos em São Luís, implantou recentemente o Núcleo de Pesquisas e Estatísticas justamente para priorizar os resultados e transformá-los em ações para a melhoria do Turismo de Eventos tanto em São Luís quanto no Maranhão. Os resultados mostram lacunas crônicas de uma atividade que nunca viu seu amadurecimento prosperar e ao mesmo tempo revelam que ainda há tempo para recuperar o tempo perdido.
O ato de pesquisar é um ato nobre, valente até! Precisa-se de uma certa preparação para tal ofício, não é tão simples como parece e os custos são geralmente altos para se obter informações tão privilegiadas.
O que nos cabe avaliar é a relação dos números com a realidade que temos e a que queremos, pois os números apenas nos mostram onde estão os acertos e os erros. O depois é o que interessa!

Jornal Cazumbá, agosto/09.

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