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Cultura é tudo


Trechinho do Bumba-meu-boi de Apolônio em recente apresentação em São Luís.
Manifestação de raiz, manifestação típica da baixada maranhense. Essa vem das entranhas da floresta, dos mistérios e cheia de simbologia.
Traz as características culturais de um povo e de um território.
Seu Apolônio é tão importante para a cultura do Maranhão que é reconhecido internacionalmente. Pena estar doente!
Reparem no jeito de dançar. É muito peculiar. Enquanto indumentária, é o que mais parece com o Maracatu pernambucano.
Não é pra todo mundo, nem tampouco pra todos os gostos.
Eu gosto!
Para saber mais sobre Apolônio Melônio:
O bumba-boi surgiu muito cedo na vida de seu Apolônio Melônio. Ele relembra que desde os 8 anos, em 1926, começou a brincar bumba-meu-boi, ainda no povoado de Teles, município de São João Batista, e desde então não parou mais.Atualmente, ele está à frente do Bumba-meu-boi da Floresta, criado em 1972, que também é conhecido como Boi de Apolônio e é considerado um dos mais tradicionais representantes do sotaque da baixada. Antes disso, o mestre participou da fundação dos bois de Viana e de Pindaré.
Já o tambor de crioula de Apolônio nasceu em 1980. “Quando termina a matança do boi, tem o tambor de crioula em homenagem a São Benedito. Eu sempre botava outro tambor, aí resolvi criar o meu e, graças a Deus, deu certo”, conta.
Ele já não pode acompanhar o boi e o tambor de crioula em todas as apresentações, impedido por suas limitações de saúde, mas não deixa de compor e dar as suas opiniões. “Tudo que fazemos tem a opinião dele e se ele diz, a gente faz”, afirma a esposa do amo, Nadir Cruz.“No São João deste ano, eu participei em casa. Compus as toadas e opinei em cada detalhe”, enfatiza mestre Apolônio Melônio.
Além das brincadeiras tradicionais, seu Apolônio também mantém o projeto social Floresta Criativa, apoiado pelo Banco do Nordeste do Brasil. A iniciativa oferece duas oficinas para jovens com faixa etária entre 13 e 22 anos. São ensinadas técnicas de bordado de bumba-meu-boi, com lantejoulas, canutilhos e miçangas.“Na primeira fase, ensinamos a confeccionar caretas de cazumbá e agora estamos voltando as aulas mais para o lado comercial. Queremos mostrar que o bordado tradicional de bumba-boi pode ser usado em roupas, bolsas e muitas peças diferentes”, explica Nadir Cruz.

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