Pular para o conteúdo principal

Metáfora

A semana que começa traz nas entrelinhas muita expectativa e também muito trabalho.
Como tenho tido uma vida metafórica, nada é, tudo é como se fosse! Igualzinha à mais famosa figura de linguagem da nossa gramática. A diferença é que ao invés de trocar os termos, troco todo o resto o que no final, elevado à potência 10 e extraído a raiz quadrada, dividido pelo resultado do ângulo obstuso do triângulo escaleno, dá na mesma!
Minhas semanas estão divididas assim:

1) "segunda e terça";
2) "resto da semana";
3) "fim de semana".

Na "segunda e terça" não penso, não raciocino e sou guiada por um relógio, que detalhe, parou. Tic tac, tic tac. Saio de casa às 7h e volto às 23h. Chego e vou empurrando tudo no salão de jogos (local sagrado pra onde tudo que não tem lugar, jogo lá!). Só hoje atentei para a quantidade de papéis em cima da mesa de estudos, instalada apertadamente nesse templo. Confesso o receio de sentar nela desde a semana passada! O fato é que hoje não tive escolha. Sentei e percebi que a coisa tá pior do que imaginava: me dei conta dos atrasos da vida, das aulas e claro, das contas. Vi papéis do dia 26 de janeiro (o dia em que voltei pra São Luís!!!!), ou seja, não arrumo a danada desde esse dia. Tudo troco das segundas e terças...

No "resto da semana", trabalho as revoltantes 8h normais e à noite, de tão cansada, durmo. Melhor, tento dormir. Fico deitada a noite. Tento ler, mas não tenho conseguido. Tento estudar, também não tenho conseguido. E aí amanhece e lá estou eu saindo de novo e deixando roupa espalhada por todo o ap...

O "fim de semana" é controverso. Ao invés de me divertir, namorar, curtir, descansar, faço faxina, analiso a vida, penso e repenso o futuro, estudo, me estresso e trabalho. Dá pra entender???

Um semana sem metáforas pra vocês!!!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Patinhas de caranguejo ao molho vinagrete

O vinagrete do jeito que eu gosto...

Ingredientes
1Kg de patinha de caranguejo (de preferência do Maranhão, hehe) 2 tomates maduros 1 cebola 1 pimentão verde (que pode ser o da sua preferência) 1 maço de cheiro verde (se você preferir) ou apenas cebolinha 2 limões Sal Azeite para temperar
Modo de preparar
Afervente as patinhas em água com umas pitadinhas de sal. Veja bem, aferventar não é ferver. Basta abrir fervura e elas começarem a ficar cor de rosa, é pra tirar do fogo. Reserve e deixe esfriar. Se ficarem muito tempo no fogo elas ficam duras e na verdade elas devem ficar macias. Após lavar os legumes, corte em pedaços uniformes e bem pequenos, assim como o tomate (que é uma fruta). Para mim, quanto menor, melhor. Misture todos os legumes cortadinhos num bowl, tempere com o suco do limão, sal e bastante azeite. Acrescente um pouco de água filtrada para dar um pouco mais de molho ao vinagrete. Arrume as patinhas num refratário deixando-as com o "cabinho" pra cima. Dessa forma fica mais f…

Óleo composto de soja e oliva. Não caia nessa!

Esses óleos compostos que tanto enganam os comensais espalhados por ai foram feitos para cozer, não para derramar em cima do prato pronto! Foram criados como uma alternativa para quem está com o orçamento apertado ou não tem costume de cozinhar com azeite de oliva.  Para um prato refogado, por exemplo, fica muito saboroso. O problema é que pelo fato de ser mais barato, os donos de alguns restaurantes de segunda, terceira, quarta e quinta categoria substituem o tradicional azeite por esse composto e a turma desavisada, derrama com gosto em cima do prato. Uma maldade! Vejo o povo jogando em cima da salada, sendo que em todos os compostos, 95%  é de óleo de soja e apenas 5% é de azeite (não extra-virgem!). Esperteza do restaurante que ganha por um produto de qualidade inferior e lerdeza do consumidor que não lê o que está consumindo. O consumo de azeite no país tem crescido assustadoramente, à proporção que  a gastronomia ganhou status de ciência e o poder aquisitivo da população melhorou.  De…

Raposa, MA - passeio náutico que vale a pena!

Em meio às férias, resolvemos passear de barco pela Raposa, município da área metropolitana da Ilha de São Luís.
O município é pequeno. Grosso modo, deve ter por volta de 35 mil habitantes no máximo.
Tem uma cultura pesqueira muito interessante e também é um polo rendeiro de destaque em São Luís.

A cidade em si, não é muito atraente. São ruas estreitas, com casas, em sua maioria, de madeira, que lembram palafitas, no sentindo mais geral do termo.
Percebe-se a falta de saneamento básico na cidade e uma certa desordem urbana. Basta para isso, percorrer suas ruas para entender do que estou falando. Banheiros improvisados próximos aos mangues e muito lixo acumulado nas ruas e entre as casas é um dos retratos mais gritantes ao darmos uma volta perímetro urbano.

A Raposa surgiu como uma colônia de pescadores, com início na década de 40 do século passado, por pescadores vindos do Ceará e rapidamente tornou-se um reduto cearense, com as mulheres rendeiras desenvolvendo seu trabalho e os pesc…