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Retrospectiva


A pedidos.
(texto da virado do ano!)

Os mesmos ventos que sopram a favor do nosso mercado, que movimentam as velas dos barcos e colorem nossas praias, de vez em quando sopram contra e nos deixam em situação de perigo. Algumas vezes à deriva.
Estamos saindo de um período de muita bonança para os mercados internacionais, em especial para os nossos vizinhos Argentina e Chile, que vem povoando as cabeças dos brasileiros já há alguns verões, dado o valor anterior do dólar bem competitivo.
O mercado interno se viu até agora tendo que se adaptar à realidade de novos produtos, os resorts perderam seu “boom” de antes e os pomposos cruzeiros fizeram a festa, passando a perna em muitos destinos já consolidados no País.


As agências de receptivo encolheram, já que “brasileiro de verdade” foi passar lua de mel em Bariloche e foi passar as férias em Santiago, fazendo nosso turismo doméstico se virar do avesso para poder segurar a onda das baixas estações e do vento soprando para o lado oposto.
Agora a rajada de vento se volta para o receptivo e é a hora do nosso País aproveitar as chances e mais uma vez mostrar seus recantos e encantos.
A crise econômica mundial mexe com os ânimos de todos, em especial com o planejamento do turismo interno, que em se tratando de política e gestão teve um 2008 muito frutífero. Muitos frutos foram colhidos ao longo desses meses e se continuarmos assim, 2009 renderá muito mais.
A começar pelo salto de R$ 325 milhões em 2003 para R$ 2,6 bilhões em 2008, o orçamento do Ministério do Turismo - Mtur já aponta para uma direção de topo, de prioridade. Esses números demonstram o protagonismo da atividade turística em apenas 5 (cinco) anos e nos devolve a auto-estima de antes.
A Lei Geral do Turismo – LGT também aparece como um grande marco para o Turismo do Brasil este ano e como um primeiro passo, foi muito importante para uma luta que se iniciou em 1997. Muito se esperou da lei. Muitas esperanças foram depositadas em cima das contribuições que ela traria, pouco se teve, é verdade, mas não é de uma só vez que as coisas se resolvem e claro, muitos pontos cruciais ficaram de fora dessa discussão. Cita-se aí a Lei de Responsabilidade das agências de viagens que não foi sancionada, o turismo que não foi alçado à condição de atividade exportadora e muitos outros.
Além da conjuntura otimista que paira no ar, saímos de eleições municipais que nos trazem gás novo e a fé em tempos melhores. Temos 5564 Municípios à espera de pessoas comprometidas com a causa turística, ambiental, cultural e social e é nessa onda que os 65 Destinos Indutores entram para abrilhantar a política nacional. Que os novos Secretários entendam a metodologia e se apropriem dos encaminhamentos...
Ainda que essa pequena retrospectiva nacional passe a impressão de que tudo foi muito bem, obrigada, é claro que nossas vistas críticas não ficaram somente do que aconteceu de bom.
Tivemos entraves, falhas e perdas. Nossos serviços continuam a nos matar de vergonha, nossas estatísticas ainda nos rebaixam à 59ª posição do turismo receptivo no mundo, nossas estradas e sinalização turística nos impedem de trafegar tranquilamente com mapas ao longo do Brasil, nossa estrutura aeroportuária permanece a nos deixar atrasados, estamos nas mãos de apenas duas grandes companhias aéreas e somente a Azul Linhas Aéreas, nos traz a possibilidade de um céu de brigadeiro num futuro a longo prazo...
Para 2009 o Brasil está aberto! Aberto a novos viajantes, a novas políticas e a todos os brasileiros que por ventura, estiveram visitando lugares onde a língua falada não era a vernácula!

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Inté,