Pular para o conteúdo principal

Amy Winehouse

Continuo relendo minha caderneta azul e tô ouvindo Amy Winehouse. Rapidamente dei uma "googlada" sobre essa figura, só pra saber das últimas. Continua louca. Desajustada e talentosa. Incrível.
Pegando carona no submundo dessa doida, lembrei do que gostaria de estar fazendo agora e que por força do destino, ao contrário, estou reclusa, sóbria e pensativa.
Nasci com um pé na favela, numa roda de samba. Com o outro na boemia, com uma mão na alegria e a outra no submundo, no gueto.
Calma, vou explicar!
É que odeio gente certinha demais. Gente certinha demais enche o saco!
Programas muito cult, como um restaurante estrelado com gente fresca, dá sono.
Ir a um evento onde só servem espumantes e champagne, fala sério. Não demora pra dondoca aprontar.
Casamentos e aniversários que você tem que ficar numa mesa com 10 pessoas desconhecidas, fazendo pose enquanto o câmera vem filmar. Isso é diversão?
Pra eu me sentir viva, preciso sentir o cheiro da ralé. Preciso ouvir música. Preciso escutar as pessoas falando merda. Tenho necessidade de troca de informação. De agito, se sensações, de prazer.
Nessa minha última ida ao Rio tive a opção: ficar na Barra com tudo pasteurizado e gente de corpo dourado ou ficar em Copacabana, tão decadente pra muitos e muitos. Adivinhem o que escolhi? Copa, é claro.
Perto das garotas de programa, do boteco pé sujo, perto do barulho, próximo à lapa, onde as coisas realmente acontecem. Tem gente, samba, bossa, alma, cor, cheiro, pele, sexo.
Há quem diga que nasci pra ser mulher de bandido! Discordo um pouco, claro. A subversão sempre esteve na minha alma, mas com um certo cuidado.
Talvez por isso, gosto tanto da louca na Amy... Se eu fosse uma pop star, estaria entre a Amy e o Zeca Pagodinho...
Mas voltando à caderneta, acabei de descobrir uma porrada de coisa ainda por fazer. Prometo que aos poucos vou prestar contas por aqui sobre o ano.
Até o mês de dezembro haja reflexão, promessas e dívidas...
Até mais gente!
Sábado é dia de faxina em casa e faxina na mente. Volto amanhã!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Patinhas de caranguejo ao molho vinagrete

O vinagrete do jeito que eu gosto...

Ingredientes
1Kg de patinha de caranguejo (de preferência do Maranhão, hehe) 2 tomates maduros 1 cebola 1 pimentão verde (que pode ser o da sua preferência) 1 maço de cheiro verde (se você preferir) ou apenas cebolinha 2 limões Sal Azeite para temperar
Modo de preparar
Afervente as patinhas em água com umas pitadinhas de sal. Veja bem, aferventar não é ferver. Basta abrir fervura e elas começarem a ficar cor de rosa, é pra tirar do fogo. Reserve e deixe esfriar. Se ficarem muito tempo no fogo elas ficam duras e na verdade elas devem ficar macias. Após lavar os legumes, corte em pedaços uniformes e bem pequenos, assim como o tomate (que é uma fruta). Para mim, quanto menor, melhor. Misture todos os legumes cortadinhos num bowl, tempere com o suco do limão, sal e bastante azeite. Acrescente um pouco de água filtrada para dar um pouco mais de molho ao vinagrete. Arrume as patinhas num refratário deixando-as com o "cabinho" pra cima. Dessa forma fica mais f…

Óleo composto de soja e oliva. Não caia nessa!

Esses óleos compostos que tanto enganam os comensais espalhados por ai foram feitos para cozer, não para derramar em cima do prato pronto! Foram criados como uma alternativa para quem está com o orçamento apertado ou não tem costume de cozinhar com azeite de oliva.  Para um prato refogado, por exemplo, fica muito saboroso. O problema é que pelo fato de ser mais barato, os donos de alguns restaurantes de segunda, terceira, quarta e quinta categoria substituem o tradicional azeite por esse composto e a turma desavisada, derrama com gosto em cima do prato. Uma maldade! Vejo o povo jogando em cima da salada, sendo que em todos os compostos, 95%  é de óleo de soja e apenas 5% é de azeite (não extra-virgem!). Esperteza do restaurante que ganha por um produto de qualidade inferior e lerdeza do consumidor que não lê o que está consumindo. O consumo de azeite no país tem crescido assustadoramente, à proporção que  a gastronomia ganhou status de ciência e o poder aquisitivo da população melhorou.  De…

Extrato de tomate congelado. Pode sim!

Taí que eu não sabia que podia congelar extrato de tomate, acreditam? Perdi a conta das vezes em que deixei de fazer alguma coisinha porque teria que abrir a lata de extrato de tomate, usar uma colher de sopa e guardar [e estragar] o resto. Para minimizar os prejuízos, não só financeiros, mas de consciência também, passei a comprar aquela latinha "elefante" bem pititica. Mas ainda assim estragava metade... Agora, descobri com nossa consultora Andréa, que podemos usar o que vamos precisar e congelar o resto. Será que só eu não sabia disso? Ai que horror! Acho que dá pra fazer assim: abrir a latinha e já separar umas porções para congelar, como está mostrado na foto acima. Mas Andréa lembra: não é bom deixar muito enrugadinha porque quando você for usar, pode ser que o plástico fique difícil de tirar. Melhor deixar assim mais lisinho.
Agora vai lá fazer um macarrão e contra aqui pra gente como ficou, tá?
Inté,