Pular para o conteúdo principal

O cafezinho nosso de todo dia.


Já nascemos com a obrigação de tomar café de manhã. Todo ser vivente que raciocine aprende que tomar café é um hábito cultural bastante apreciado em todo o mundo e no Brasil não é diferente.

Nos últimos anos esse nosso hábito ganhou novos ares, novos horários e novo perfil. Tomar um cafezinho hoje pode ser simplesmente tomar um “pingado” de R$ 0,25 no boteco da esquina para dar “uma animada”, quanto uma saída “cult” para conversar com amigos ou fechar um grande negócio numa cafeteria da moda, que a propósito, serve cafés de até R$ 33,00.

O café é fruto do cafeeiro. Torrados os grãos, vira uma bebida forte, marcante e de inegável poder funcional no organismo. A comunidade médico-científica afirma que previne doenças atuando no sistema nervoso central provocando um efeito estimulante. Eis aí, por que tanta gente toma para espantar o sono. Seu consumo moderado desperta o sistema de vigília e as capacidades intelectuais são “acordadas” como a atenção, a concentração e a memória.

Há indícios de sua apreciação desde tempos remotos da Etiópia no ano 600 d. C. Desse tempo pra cá, o café já esteve à frente de vários debates sobre sua importância na balança comercial brasileira, chegando inclusive a ser o segundo produto mais negociado no mundo pelo valor monetário em meados da década de 80 do século passado, perdendo apenas para o petróleo. Em dias atuais, já não desfruta do mesmo poder comercial, mas permanece vivo no cotidiano dos brasileiros.

A cafeína, alcalóide do grupo das xantinas não é o único a impor sua marca no café. A bebida possui também potássio, zinco, ferro, magnésio, vários aminoácidos, proteínas, lipídeos, açúcares e polissacarídeos.

Essa conjunção de elementos após a torra do fruto permite um aroma característico e irresistível para muitos.

A bebida agora também é estudada em Curso Superior destacando-se como segmento de mercado, assim como seus colegas igualmente estrelados: o vinho, a cerveja, a cachaça, os chás e as águas. Tem também um profissional especializado em cafés de alta qualidade. O Barista tem um sonho de alcançar a “xícara perfeita”. Para isso inventa e tenta vários drinks misturando cremes, frutas, chocolates, sorvetes, bebidas alcóolicas, jussara e tudo mais que sua imaginação permitir. O mercado está em ebulição e o cheirinho do café invadindo todos os lugares.

O ato de tomar café transformou a vinda de uma das maiores franquias do gênero no mundo para o Brasil, em uma das maiores transações e apostas comerciais dos últimos tempos. A STARBUCKS COFFEE COMPANY chegou ao Brasil quebrando barreiras e transformando o nosso cafezinho de todo dia num ato, digamos, solene.

São Luís também acompanha essa evolução e já dispõe de boas opções inclusive com franquia consolidada em mercados mais maduros, como São Paulo, por exemplo.

Então da próxima vez que alguém convidar você pra tomar um cafezinho, respire fundo, concentre-se e aproveite o momento. Seja no boteco “pé sujo” ou naquele shopping chique!



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Patinhas de caranguejo ao molho vinagrete

O vinagrete do jeito que eu gosto...

Ingredientes
1Kg de patinha de caranguejo (de preferência do Maranhão, hehe) 2 tomates maduros 1 cebola 1 pimentão verde (que pode ser o da sua preferência) 1 maço de cheiro verde (se você preferir) ou apenas cebolinha 2 limões Sal Azeite para temperar
Modo de preparar
Afervente as patinhas em água com umas pitadinhas de sal. Veja bem, aferventar não é ferver. Basta abrir fervura e elas começarem a ficar cor de rosa, é pra tirar do fogo. Reserve e deixe esfriar. Se ficarem muito tempo no fogo elas ficam duras e na verdade elas devem ficar macias. Após lavar os legumes, corte em pedaços uniformes e bem pequenos, assim como o tomate (que é uma fruta). Para mim, quanto menor, melhor. Misture todos os legumes cortadinhos num bowl, tempere com o suco do limão, sal e bastante azeite. Acrescente um pouco de água filtrada para dar um pouco mais de molho ao vinagrete. Arrume as patinhas num refratário deixando-as com o "cabinho" pra cima. Dessa forma fica mais f…

Óleo composto de soja e oliva. Não caia nessa!

Esses óleos compostos que tanto enganam os comensais espalhados por ai foram feitos para cozer, não para derramar em cima do prato pronto! Foram criados como uma alternativa para quem está com o orçamento apertado ou não tem costume de cozinhar com azeite de oliva.  Para um prato refogado, por exemplo, fica muito saboroso. O problema é que pelo fato de ser mais barato, os donos de alguns restaurantes de segunda, terceira, quarta e quinta categoria substituem o tradicional azeite por esse composto e a turma desavisada, derrama com gosto em cima do prato. Uma maldade! Vejo o povo jogando em cima da salada, sendo que em todos os compostos, 95%  é de óleo de soja e apenas 5% é de azeite (não extra-virgem!). Esperteza do restaurante que ganha por um produto de qualidade inferior e lerdeza do consumidor que não lê o que está consumindo. O consumo de azeite no país tem crescido assustadoramente, à proporção que  a gastronomia ganhou status de ciência e o poder aquisitivo da população melhorou.  De…

Raposa, MA - passeio náutico que vale a pena!

Em meio às férias, resolvemos passear de barco pela Raposa, município da área metropolitana da Ilha de São Luís.
O município é pequeno. Grosso modo, deve ter por volta de 35 mil habitantes no máximo.
Tem uma cultura pesqueira muito interessante e também é um polo rendeiro de destaque em São Luís.

A cidade em si, não é muito atraente. São ruas estreitas, com casas, em sua maioria, de madeira, que lembram palafitas, no sentindo mais geral do termo.
Percebe-se a falta de saneamento básico na cidade e uma certa desordem urbana. Basta para isso, percorrer suas ruas para entender do que estou falando. Banheiros improvisados próximos aos mangues e muito lixo acumulado nas ruas e entre as casas é um dos retratos mais gritantes ao darmos uma volta perímetro urbano.

A Raposa surgiu como uma colônia de pescadores, com início na década de 40 do século passado, por pescadores vindos do Ceará e rapidamente tornou-se um reduto cearense, com as mulheres rendeiras desenvolvendo seu trabalho e os pesc…