segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Só na Rua Grande mesmo!

Já pararam pra pensar que tem coisa que só na Rua Grande tem?
Um presentinho nem muito bom e nem muito ruim a um preço acessível? Ah, vamos dar uma voltinha na Rua Grande!
Arrumar aquele colar de ouro que quebrou? - Ah, lá perto da Rua Grande tem, diz qualquer ludovicense mais informado.

Quer trocar a pulseira do relógio? Os óculos entortaram? Ah, por favor, é na Rua Grande, né? Eu mesma, pra arrumar meus anéis que insistem em ficar grandes, só na Rua de Sant'ana, que é pertinho da Rua Grande!

Produtos religiosos pras nossas avós: só na Edições Paulinas, que é ao lado da Rua Grande.


Acessórios pra festas? Balangandãs pra casamento? Materiais para bijouterias? Na Rua Grande e adjacências tem!
E a quase falida Lojas Americanas? Começou só tendo na Rua Grande. Era quase irresistível passar na porta e não entrar pra comprar um chocolatinho...

E as mais famosas lojas de departamentos do Brasil? Em qualquer cidade "grande" tem no shopping, mas aqui, onde tem? Onde? Onde?
- Na Rua Grande, é claro! A C&A e a Marisa só tem lá!

Coisas inacreditáveis tem alí, vejamos:

Alguém poderia imaginar que na Rua Grande venderia carne? Pois sim, vende! Fico pensando sempre: quem vai na Rua Grande meu Deus e entra num açougue, se naquela rua o que vende mesmo são roupas e acessórios? Pois é, deve haver comprador. Se tem açougue é porque vende!

Ah, dessa vocês não lembravam: das banquinhas de alho da Rua de Sant'ana e das paralelas, como a Rua de Sant'aninha e Sete de Setembro! De novo: quem sai para comprar umas calcinhas e aproveita e compra alho? De novo, deve ter quem compre. Tá lá, em todo lugar, pra todo cristão ver (ver foto abaixo)! Tem até uma lojinha que conserta máquinas de datilografia!!! Isso mesmo. Seu Nonato tá lá pra todo mundo tirar a prova (em breve mais detalhes sobre essa figura)!

Só lá tem prédios seculares com fachadas neoclássicas que outrora abrigaram grandes moradas inteiras e até cinema. O imponente Cine Éden está lá com sua fachada ofuscada pelos fios e por nossa pressa! Tem também a casa de D. Teresinha Jansen, que a prpósito, precisa de uma bela restauração, mas deixando de lado o percurso do tempo, dando uma boa olhada, ainda dá pra ver os detalhes dos balcões entalados e platimbanda decorada...

O problema é que tem sempre algo que não tá completo nessa vida: na Rua Grande não tem bons lugares pra comer. Tem pouquíssimas lanchonetes e são sempre tão cheias, barulhentas e com lanches de valor nutricional duvidoso! Restaurantes Self Services, nossa que calor! Banheiro, nem pensar! Lixeira quando tem, tá cheia! Sem mencionar que ir à Rua Grande transforma-se num evento caso você tenha que atravessá-la por qualquer motivo. Há a necessidade de um planejamento estratégico se quiser resultado positivo em seu objetivo. Quer exemplo? quantas vezes você já viu uma desavisada na sua frente torcer o pé por conta dos saltos em não conformidade com os paralelepípedos seculares? E as roupas? Gente, ir à Rua Grande exige profundo conhecimento de causa: precisa-se de sandálias, roupas e acessórios especiais. Ouro e prata, é melhor guardar pro shopping. Como todo centro de cidade, o aglomerado e o caos social estão bem ali!

E o povo sempre suado e exalando um cheirinho de "passado"? E o tempo que você perde desviando os milhões de transeuntes? Pior mesmo, só de 21 a 24 de dezembro. Tente ir lá...

É, meu povo! Rua Grande é Rua Grande. Ela começa no Canto da Fabril e vai até o finalzinho da própria, láaaa chegando no "come em pé"!
Quem mora por aqui, já foi. Quem não foi não vai pro céu! E quem não foi, por favor, ande rápido que a experiência é única mesmo!

Banquinha de alho típica da Rua Grande
Beijos e até mais!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O pacto!

A pedidos...
DEIXAR DE SER EXIGENTE, É ISSO! A solução para os nossos problemas é ser menos exigente com os homens, esses seres quase inanimados e sem personalidade. Ai como é difícil lidar com eles...
Eu resolvi seguir à risca. Já paquerei o garçom da pizzaria (que, detalhe, é a cara do Gabriel Garcia Bernal), já convidei Riba (o garçom do bar que estamos agora) para um jantar romântico amanhã, dia dos namorados... Rachel, Nina e Bárbara ainda não digeriram o sentido real do pacto, ainda estão analisando os homens em seu sentido mais desafiador, querendo se apaixonar... Pobres meninas, não nesta noite!
Rachel já identificou alguns "ficáveis" (ou seriam "comíveis"?). Nina em um rompante de "adeus à solidão" quer porque quer o cantor do grupo de samba que nos faz remexer a noite toda e Bárbara como sempre, não falou disso ainda, está analisando o local e descrevendo seus últimos casos de amor.
Mas você deve estar se perguntando por que essas criaturas resolveram fazer um pacto?
Ora, é simples. São quatro mulheres absolutamente interessantes numa seca de homem que não tem tamanho!!! Faça-me o favor!!!
Eu, namorava Renan. Um cara bacana, bom de cama, mas preso a muitos conceitos e a um passado que não combina com meu futuro. Terminamos!
Bárbara ainda sente a ressaca das últimas três horas de choro por causa dos seus romances complicados. O último era um ser desprezível.
Rachel apaixonou-se por um cara complicado: resquícios do último relacionamento, uma filha complicadinha e deve muitas satisfações à sociedade. Definitivamente não a merece!
Nina nem se fala. Seu mantenedor “oficial” foi flagrado com uma feia demais no último Reggae. Ora, tenha a santa paciência! Trocar Nina com seu cabelo de propaganda de xampu, seu jeito de dançar único e sua loirice brejeira por uma qualquer??? Quem merece esses homens? Às vezes me pergunto quem de nós atirou pedra na cruz primeiro...
O pacto é muito simples: no carro não pode ter o adesivo "fui"; eles não podem falar “agente fomos” e “o pessoal falaram”; é terminantemente proibido falar no gerundismo; não podem ser homossexuais nem bissexuais e os filhos devem ter um final de semana só pra eles!!! Será que é pedir demais??!! Inclusive já desistimos de afinidades musicais, televisivas, gastronômicas, literárias e outras...
Voltando ao saldo da noite que antecede o dia dos namorados...
Todas solteiras, 12 cervejas skol; 01 tira gosto de filé; 01 pizza grande de quatro queijos/marguerita; alguns telefonemas; nenhuma nova vítima; o garçom da pizzaria nem me olhou; Riba também não teve tempo; não fomos sorteadas para o jantar romântico do dia dos namorados... e sabe de uma coisa? Graças a Deus!!!!!!!
Até a próxima...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Língua Vernácula

Passei o carnaval em Fortaleza, que de Carnaval não tem nada!
O que tem mesmo são os ingredientes dos roteiros sol & mar do Brasil: sol (muito sol), marzão azul de doer no olho e uma variedade de cervejas, sucos e turistas. Esses, de todas as espécies, tamanhos, cores, nacionalidades e temperamentos.
Pra todo lado que se vai, tem alguém falando um idioma que não é o seu! Convivi grande parte dos passeios com um grupo de sérvios e um outro grupo que mais parecia da máfia chinesa, com uns "bigodinhos ridículos"- disse meu companheiro de viagem. Língua vernácula mesmo, só entre mim e ele...!
Muita gente na beira-mar, nos restaurantes, nas praias e de novo um gringo falando um língua diferente logo alí!
Engraçado: dá pra se desligar do carnaval se quiser. Não ouvi sequer uma marchinha, uma marcha rancho e muito menos um forró ("Beber, cair e levantar", o hit do momento no Nordeste). Tenho a impressão de ter ouvido um axezinho lá no fundo num bar em Canoa Quebrada, mas nada que remetesse à folia momesca!
No Maranhão, na quarta-feira de cinzas, nenhum comentário que destacasse as festas da Ilha, a não ser, os já de costume sopapos e gritarias na apuração das escolas de samba e blocos tradiocionais e a agonia pra voltar da baixada. Quer dizer, minto! A banda do Renascença renasceu e escutei bons comentários.
Agora o ano inicia e é só correr pra não ficar pra trás.
Que venham as Festas Juninas...
Até mais.